Viva o pote de ouro!

Becoming JaneConhecem o filme “Becoming Jane”? É sobre a Jane Austen e o semi-caso dela com o Thomas Lefroy (aka James McAvoy), mas com muitos momentos “vejam como ela se inspirou para escrever ‘Orgulho e Preconceito’”) e sem muita preocupação com o que aconteceu de verdade.

Enfim, a Jane Austen está toda apaixonada pelo James McAvoy, mas ele não pode casar com ela porque o tio dele (que é rico) não aprova a idéia, e ele depende do tio rico. Aí tem um pretendente alto (o James McAvoy parece ser bem baixinho) todo rico que quer casar com a Jane. Ele não é exatamente um James McAvoy, mas está todo apaixonado e tem uma casa e uma tia rica e não tem pais para atrapalhar. E não é completamente medonho.

Como eu já sabia, o caso da Jane com o James McAvoy não dá em nada. Ele se casa com alguém que o tio dele aprova e vira um juiz importante na Irlanda; ela escreve um monte de livros para meninas e morre solteira. Eu sabia que a Jane Austen não casava, nunca. Que até teve um pretendente, mas não foi o cara rico fictício.

Mas eu estava vendo o filme romântico sobre a escritora de livros românticos e tudo o que eu pensava era… “Jane, querida, casa logo com o cara rico antes que ele se canse”. O que isso diz sobre mim?

(Aí hoje eu estava voltando para casa e tinha um arco-íris no céu. Fazia séculos que eu não via um. E eu fiquei toda “oh, um arco-íris. Então filmes românticos estão perdendo o efeito, mas ilusões de óptica ainda me afetam. O que isso diz sobre mim?)

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