Archive for March, 2008

Você pode ter um Dell?

Friday, March 7th, 2008

Tentei fazer minha primeira compra no site da Dell ontem. Digo “tentei” porque ainda estou esperando o envio do boleto para o meu e-mail — o que deve acontecer se aprovarem o pedido. E digo “se aprovarem” porque o formulário da Dell pode detectar uma certa ameaça terrorista nas minhas intenções.

Mas vamos aumentar a gordura: a Dell é meio sonho de consumo. De tempos em tempos, acabo entrando no site para montar uma configuração monstruosa e receber o maior orçamento da história (adoro window-shopping online, sem vendedores enchendo o saco e me pressionando para comprar quando eu realmente só quero dar uma olhadinha!). Mas desta vez eu me controlei muito, escolhi o da promoção e selecionei itens realistas e menos megalomaníacos. Acabou que o preço ficou tentador. Muito tentador. Tentador demais. Ainda preciso fingir a necessidade da compra, mas a vontade é aparentemente incontrolável.

Então eu aperto, pela primeira vez, o botão “Colocar no carrinho” (o site substituiu o atendente pela frase “só até hoje!”, que é muito mais persuasiva). E a compra vai para o carrinho. Aí… bom, aí você preenche o formulário, paga a compra e controla a ansiedade enquanto aguarda a entrega (do boleto, por enquanto).

O risco fica no incrível questionário do formulário de compra. Você, pessoa física, precisa responder “qual é o uso final ou propósito de utilização deste produto?”. Agora vamos às opções:

  • Aeronaves
  • Armas biológicas
  • Armas de destruição em massa
  • Armas químicas
  • Desenvolvimento de softwares
  • Fabricação de metais
  • Fabricação e/ou revenda de fertilizantes
  • Fabricação e/ou revenda de produtos químicos
  • Laboratórios farmacêuticos
  • Navios
  • Nuclear
  • Operações de mineração
  • Propulsão nuclear marítima
  • Tecnologia de míssel
  • Uso em embarcações
  • Outros

Nada de “games” ou “estudo”. “Verificação compulsiva de e-mails”. “Vida paralela no Messenger”. “DVD player portátil com mania de grandeza”. Usar um equipamento Dell para qualquer coisa mais modesta que produção de armas de destruição em massa é um desperdício.

Confissão #4

Wednesday, March 5th, 2008

Quando eu coloco meu MSN em “Ausente”, é verdade. Quando coloco em “Ocupado”, é mentira.

Cad é mar atá tú?

Tuesday, March 4th, 2008

Eu já disse N vezes para N pessoas que ia aprender Irish neste ano. Sozinha. Com guias online, mp3 da BBC e qualquer outra coisa que eu achar.

E, depois de 2 anos de preparação psicológica e 2 meses de empurrar com a barriga… eu ouvi a primeira lição do curso da BBC! E depois li dois guias de pronúncia & spelling um pouco assustadores. O que eu entendi, aliás:

Exemplo: Is mise Luciana (”Eu sou a Luciana” :D).

  • Em quase todas as palavras em Irish, a sílaba tônica é a primeira. Ou seja: “mise”.
  • As vogais não levam acento agudo, então são vogais curtas.
  • O “m” é falado como “m” mesmo.
  • O “s” está situado entre vogais slender (”e” e “i”; “a”, “o” e “u” são vogais broad), então é pronunciado como “sh”.
  • Outro detalhe é que não se pode escrever uma seqüência de letras do tipo “vogal slender + consoante + vogal broad”. Uma consoante só pode ter contato com vogais do mesmo tipo (mise = consoante + vogal slender + consoante + vogal slender).

E mais um monte de coisas absolutamente bizarras. O “h”, por exemplo, não é uma letra verdadeira. Ela serve para marcar uma variação (antigamente marcada com uma bolinha em cima da consoante). Aí “b” tem som de “b”, mas “bh” tem som de “w” (broad) ou “v” (slender). Quer ver pior? O “dh” slender tem som de “y”!

Mas Irish é latim mágico. Überfofo. Então vai ocupar 45 minutos das minhas manhãs de segunda-feira (dica da pessoa que trabalha em casa: se você não marcar horários, não dá certo).

Slán!