Confissão #13
Saturday, August 30th, 2008A coisa mais útil que eu fiz neste sábado foi dormir durante 13 horas.
A coisa mais útil que eu fiz neste sábado foi dormir durante 13 horas.
Eu deveria ter ido dormir há três horas. Como é que eu vou acordar para ver a corrida?
Estou quase chorando com a história da baleia Colin. E as pessoas ainda dizem que eu não tenho sentimentos…
Estava ontem em uma aula discutindo como as pessoas não compram (em qualquer sentido imaginado) nada se não tiver hype. A história começou com aquele video do Washington Post com o violinista Joshua Bell tocando no metrô de Washington DC e, sem querer comparar Joshua Bell com um queijo barato… bom, terminou com a história do queijo do supermercado (segundo meu primo, um queijo que estava encalhando enquanto ele trabalhava no estoque de um supermercado fez sucesso depois que aumentaram o preço).
Enfim, o ponto é que convencer pessoas de que uma coisa é importante vai muito além da coisa ser importante. Joshua Bell não fez o menor sucesso porque não tinha um palco, ou um banner, ou uma pessoa tirando fotos. O queijo fez sucesso porque disseram que ele valia mais — e todo mundo acreditou.
E aí tem a campanha do Shimizu. Ele já tinha me dito que meu bairro é super iluminado (é o tipo de coisa que acontece quando você mora em cidades bacanas), e agora eu entendi o comentário.
Então, basicamente, eu não sou eficaz como um palquinho ou um banner que poderiam fazer dezenas de pessoas pararem para ouvir Joshua Bell de graça. Mas eu vou ser a pessoa que parou e ficou atrapalhando, no meio do caminho, porque sabia que Joshua Bell toca na Biblioteca do Congresso.
Britney Spears canta mal ao vivo. (Mas nessa época, pelo menos, ela ainda se mexia no palco.)
Em um momento de muita habilidade, bati a mão direita no copo que eu segurava com a mão esquerda e derrubei um pouquinho (pouquinho mesmo) de água no chão, a caminho da sala. Aí… tá, eu enxuguei com a minha meia.
Taylor Hanson está grávido de novo. Sim, será o quarto herdeiro. Sem contar os dois filhos do Isaac e o filho único (por enquanto) do Zac. A próxima geração do Hanson não será uma banda, será uma orquestra de câmara.
(em relação ao post anterior)

E quem ler a matéria vai ver qu não é so CBS e Fox: NY Times, LA Times, Sports Illustrated e USA Today também reordenaram a lista. Ainda acho feio, mas devo dizer que pelo menos a CBS colocou a China no primeiro lugar quando o número total ficou empatado (por alguns momentos, hoje de manhã), já que o critério de desempate da lista bizarra é o número de medalhas de ouro.
Mas não é por isso que eu ganhei da Folha. Eu ganho da Folha porque eu reconheço um elephant in the room e não chuto cachorro morto.
Quem está acompanhando um pouquinho das Olimpíadas deste ano (que, por sinal, estão destruindo meus horários) percebeu que a medalha de ouro do César Cielo fez o Brasil dar um salto na classificação geral de medalhas. Isso porque a tabela é ordenada primeiro pelo número de ouros, depois desempatada pelo número de pratas e, finalmente, pelo número de medalhas de bronze.
Quem está acompanhando um pouquinho dos Jogos de Pequim (aliás, essa cidade tem nome em português! Não precisa ficar falando “Beijing”!) também percebeu que os chineses estão realmente determinados a arrasar em casa. Dez dias de jogos, e eles continuam liderando o ranking de medalhas.
Mas nada disso é verdade nos sites norte-americanos.
Ok, não fiz uma super investigação. O que eu vou comentar aqui foi uma coisa que eu percebi por acaso enquanto procurava um placar online da final de tênis (duplas masculinas, aquela com Federer/Wawrinka).
A questão é que tanto no CBS Sports quanto no Fox Sports o quadro de medalhas está ordenado pelo número total de conquistas. Assim, indiscriminadas. Quer ver?

Isso, é claro, gera algumas perguntas inevitáveis:
Enfim, vai saber o que é que eles estão pensando.
Mas, sendo honesta, tenho que admitir essa história de achar injusta a classificação do quadro de medalhas super centrada no ouro não é só dos americanos. Meu pai, por exemplo, acha um abuso que um país bizarro do leste europeu conquiste um ourozinho em levantamento de peso e termine os Jogos à frente de toda a galera com montes de bronzes e uma ou outra prata.
Tanto que, em alguma olimpíada passada (acho que foi 2004), sob a influência do meu pai, eu perdi uma boa hora da minha vida retabelando o quadro de medalhas no Excel e distribuindo pontos de normalização. Não lembro bem qual foi a pontuação (o critério foi discutido via MSN com algumas pessoas que deram o azar de aparecer online na hora), se foram 5 pontos para ouro, 3 para prata e 1 para bronze, ou se foi 3 para ouro, 2 para prata e 1 para bronze.
Enfim, foi alguma coisa parecida com isso. E devo dizer que pouca coisa mudou na classificação final.
Estou ouvindo Jonas Brothers. E gostei do CD novo, ok?