O índice batom faz mais uma (ou duas) vítima(s)

(meu blog está perigando virar “As crônicas da Leda” aos finais de semana, mas ela é ótima e hoje é aniversário dela, então…)

Vocês conhecem o índice batom? Basicamente é uma teoria de que a venda de cosméticos sobrevive às crises financeiras. Existem várias idéias sobre isso — mulher gosta de comprar, mesmo que seja qualquer coisinha; em épocas de crise, as mulheres fazem o que podem para pelo menos aparentar estar bem…

Eu imagino que a venda de anti-sinais deve cair, mas batom básico e esmalte não são tão inacessíveis — mesmo que alguns sejam meio caros.

Enfim. Ontem a minha irmã pagou 40 reais para fazer uma permanente nos cílios. A minha irmã, que já pegou trem para voltar para Jundiaí depois de um plantão noturno no hospital. A minha irmã, que conhece a “bebida láctea” — aquela que não pode ser rotulada “leite” porque é diluída.

A Leda reclama que os cílios dela são curtos e retos.Quando eu fiz piada sobre a tal permanente, ela disse “ah, mas você não precisa…”, o que implica que ela precisa. Quem precisa de uma permanente de cílios? Não sei, mas garanto que a minha irmã ficou feliz com a dela.

O “tratamento” foi ontem. Deve durar uns dois ou três meses. Minha mãe, é claro, achou meio caro — mas aí eu lembrei que o Casting dela custa uns 14 reais e dura mais ou menos um mês, e ela continua usando. O que, se for pensar, reforça a ideia do índice batom.

Hoje, bateu na porta de casa uma pessoa que conserta guarda-chuvas. Cobrou 3 reais para arrumar uma sombrinha que não estava ficando aberta. Foi a minha irmã quem atendeu a porta. Quando eu vi, ela estava chorando (olhos vermelhos, cílios curvados), morrendo de culpa de ter gastado 40 reais nos cílios.

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