O que eu aprendi com o BBB 9
Acabou a nona edição do Big Brother Brasil. Eu sei disso porque a Folha Online está me avisando que “Max Porto vence o ‘BBB 9′ com 34,85% dos votos”.
Não estou tentando esnobar BBB. Ok, estou esnobando BBB. Acho que não tenho… ahn… envergadura moral para criticar porcarias na televisão. Estava assistindo “Idol” ao vivo via internet apenas algumas horas antes e admito que ainda assisto “90210″ e “One Tree Hill” (pretendo falar sobre isso futuramente). Mas posso jurar que vi apenas um episódio de BBB em todas as suas nove temporadas: o primeiro da primeira edição. Sei lá, todo mundo estava falando sobre isso. Eu queria saber como era.
Enfim.
Apesar de só ter visto aquele único episódio de BBB, eu geralmente sabia quem estava lá, quem havia sido eliminado, quem falou qualquer besteira, quem ganhou. Existe uma cobertura invejável de BBB na internet, e eu sempre acabava clicando nas chamadas. Afinal de contas, como não reagir a títulos como” Francine dá a entender que gastaria R$ 50 mil em maconha” e “Produtora pornô quer filme com Norberto do BBB 9″?
Pois é. O que eu aprendi com o BBB 9 é que dá para não clicar nessas chamadas.
Sendo muito honesta, confesso que era bastante tentador, no começo. Eu estava até fazendo um log das chamadas mais difíceis de resistir. Nas duas primeiras semanas. Aí… sei lá, passa. Depois desse tempo, você entende que na verdade você não dá a mínima para nenhum deles, e não precisa mais ler nada disso. Você não precisa “saber mais” sobre o vencedor do BBB 9, apesar do que a capa da Ilustrada online diz.
Estou pensando que, daqui a pouco, todos esses portais também vão entender que eles não dão a mínima para nenhuma dessas pessoas, e não vão mais precisar publicar nada disso.
Estou pensando que, com toda a ironia do mundo, a Jade Goody precisou ficar com câncer e morrer para ganhar espaço na imprensa de qualquer outro lugar que não fosse o Reino Unido.
E, apesar de tudo isso, estou pensando no post do Russell Brand (eu sei: quem?) sobre a morte dela:
One of the charges often levelled at Jade was that she was just a normal girl with no trade or practiced skills. Well people didn’t care and our heroes are not prescribed to us, we have the right to choose them and the people chose Jade. Fame has long been bequeathed by virtue of wealth and birth and this was the first generation where it was democratically distributed by that most lowbrow of modern phenomena – Reality Television.
(Estou pensando se alguém que é famoso-por-ser-famoso pode ainda ser considerado gente-como-a-gente…)
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