Guinness, bombas, Suécia e casinhas
Última aula do curso de irlandês, com direito a música (vídeo via @myarmoursstrong), Guinness sem gelo, queijo e geléia (a julgar pelos rótulos, acho que a comida irlandesa perdeu espaço para um certo espírito italiano).
Aí eu vou para o Labri e alguém chega gritando “Gente, jogaram bomba [de 'efeito moral'] na P1!”. O que gera certo descontrole no Twitter durante alguns minutos. Ok, muitos minutos. Não, não cheguei perto da P1.
Então eu resolvo que é hora de jantar, porque a greve nunca chega na Suécia mesmo. Quando eu estava saindo de lá, lembro que mmm tem croissant de chocolate, então volto para o caixa para comprar um. Termino de pagar e alguém com cara de aluno de humanidades (ei, não me chamem de preconceituosa! eu sou uma aluna de humanidades!) chega para a pessoa do caixa:
- Oi, onde é a casinha?
A pessoa do caixa não entende nada. Outra pessoa atrás do balcão não entende nada. A dona do Sweden, ali do lado, não entende nada. Aí eu achei melhor explicar:
- É o banheiro.
O suposto aluno de humanidades confirma que é o banheiro, aí a pessoa do caixa explica onde é. Enquanto isso, eu espero colocarem meu croissant de chocolate no saquinho de papel — e a dona do Sweden resolve perguntar que história é essa de “casinha”.
Sei lá. Casinha. Eu uso a palavra “casinha” como piada — nunca perguntei onde é a casinha do posto de gasolina nem nada, mas já usei a palavra aqui em casa.
Enfim. Falei que, imagino, a palavra “casinha” tenha surgido quando o banheiro ficava fora de casa. Há muitos e muitos anos. A dona do Sweden, que tem muita noção, percebeu que eu sou muito jovem. Muito jovem. Muito.
Que história é essa de casinha?
Começo a desconfiar que tenha sido via Chico Bento.
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