A gata Mia (mia)

Sim, eu fiz um gif animado da gata.

Sim, eu fiz um gif animado da gata.

Quando eu era criança, minha mãe achou que a gente deveria ter um bichinho de estimação. Meu pai disse “deixa comigo!” e trouxe para casa… um passarinho. Sim, a maior diversão do universo. Tivemos uns três passarinhos (acho. pode ter sido só um e parecido uma eternidade.) até que minha mãe arrumou uma gatinha pra gente. Obrigada, mãe!

Por essa época, eu descobri que gatos são os melhores bichos de estimação. Assim, superam cachorros sem nem se esforçar muito, sabe? São mais bonitinhos e menores e dormem e roncam. Minha única reclamação é que eles não gostavam muito do meu lado Elmyra. Eu queria tanto que eles parassem de subir na árvore e simplesmente dormissem no meu colo… só que isso não acontecia.

Depois de uma sequência de gatos, simplesmente paramos de ter bichinhos. Meus pais trabalhavam, a gente tinha mais aulas e resolveram que era melhor assim. Funf. Tudo bem, tudo bem. Sobrevivi à abstinência brincando com o meu Furby e amolando bichinhos alheios. E meio que fazia uma campanha relativamente discreta para ganhar um novo gatinho. Eu nem contava muito com a campanha, para falar a verdade. Não ia ter mais bichinhos e pronto. Até que minha mãe resolveu apoiar a ideia.

mia

Tente dizer 'não' para uma gatinha-bebê...

O resultado é que no sábado fomos buscar uma gatinha-bebê na Uipa (mais especificamente, no estacionamento de um supermercado). A viagem de volta foi absolutamente terrível – a gatinha estava obviamente histérica, eu estava tentando manter ela dentro de uma caixa e tentando desviar de unhadas. Fiquei até meio carsick quando chegamos em casa.

Eventualmente o trauma passou e ela agora não tem mais nenhum problema comigo. Ou com a casa. Ou com caixas. Passamos o primeiro dia chamando “vem, gatinha”, aí aceitamos que era melhor escolher logo um nome. Eu queria Novembro, minha mãe queria Lady (seriously!) e ela acabou virando a Mia. Porque a Mia mia. Assim, muito. Se continuar assim, os vizinhos vão achar que vamos vender a Mia para um restaurante coreano.

A Mia mia (muito) porque não quer ficar sozinha. De jeito nenhum. Ela quer dormir, mas quer dormir onde estão pessoas. De preferência, pessoas que deixem ela ficar deitadinha no colo. Amassando pão no seu colo. Sim, fincando as unhas e destruindo as suas roupas.

Eu não sei se a Mia é carente demais, ou se é porque meus irmãos não moram mais aqui para dividir a necessidade de atenção. Estou torcendo para ser uma fase. Este é só o quarto dia da Mia aqui em casa; ela é uma gatinha-bebê. Vai melhorar. Assim, não sei se vai melhorar muito porque estamos mimando ela demais. Subir na mesa de jantar continua absolutamente proibido em qualquer circunstância (mesmo que não tenha jantar em cima dela), mas o sofá já entrou para os domínios da gata.

A questão é que precisa melhorar porque tem horas que a Mia fica tão difícil que eu começo a pensar “por que foi que a gente adotou uma gata mesmo?”. Claro que aí ela me olha com aquela carinha de gatinha-bebê e isso passa.

A questão é que eu estou me esforçando para não virar uma dona de gato louca (por que tantas donas de gatos são loucas?). E a Mia não está me ajudando.

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