Smelly cat, smelly cat…
Considerando que a Mia é uma gatinha adotada em uma feira do abrigo de animais no estacionamento do Carrefour, até que ela se deu bem. Porque ela veio acabada pra minha casa, mas agora está com uma pancinha a caminho de se tornar respeitável.
Pra começar, a Mia veio meio subnutrida porque era muito pequena e fraquinha e não conseguia comer ração seca. Assim, até conseguia, mas com muito custo. Então acabamos comprando aquelas rações de sachet, que são pedacinhos de carne com molho. O molho deve der fenomenal, porque a gata ficava enlouquecida. O problema é que aquele saquinho é meio caro, principalmente para uma gatinha tão esfomeada quanto a Mia.
Mas, enfim, ela pelo menos estava comendo. Só que ela veio com pulgas. O que significa que ela veio com verme. Blergh. Tratamos as duas coisas, é claro.
Em seguida, o espirro bonitinho da Mia virou uma gripe feia. Ela não queria comer nem a ração com molhinho. No outro dia, acordou com uma conjuntivite assustadora. Aí a veterinária deu injeção de antibiótico e receitou um colírio.
A outra coisa que a veterinária fez? Bom, sabe a musiquinha “Smelly cat”? A letra era “Smelly cat, smelly cat / What are they feeding you?“. E a gente meio que achava que o bafo horroroso da Mia era culpa da ração com molhinho. Estávamos ansiosos para trocar a ração e ver se aquilo melhorava.
Bom, a culpa não era da ração. Ou da gata (“It’s not your fault…“). Se a sua gatinha tem um bafo horroroso, a culpa é dos ácaros na orelha dela. Pois é. Nojento. Aí que estamos traumatizando a Mia com o tratamento (aparentemente, o líquido que é para pingar na orelha dela irrita bastante), mas o cheiro foi embora.
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