Adote um gato, aumente sua pegada ecológica

Na semana passada, a Mia completou dois meses de residência aqui em casa. Quando eu disse isso, minha mãe perguntou “Só???”. Isso porque em apenas dois meses a Mia precisou ser levada ao veterinário umas 4 ou 5 vezes e meio que bagunçou a vida do mundo. Teve gripe, conjuntivite, pulga, verme, ácaro… e micose. Pois é, micose. E a micose de gato passa para gente.

No caso, passou para mim. Não é grave, não me deixou contagiosa. Mas, tá, eu passei as festas de final de ano com uma estampa de bolinhas nos braços e nas pernas (dizem que some). E tivemos que transferir a festa de Natal, que estava marcada para a minha casa.

De lá pra cá, eu descobri que sou ridiculamente fraca com micose. Passo o ano todo sem pegar uma gripe de verdade, mas estou tendo sérias dificuldades para me livrar desta tatuagem. Tomei uma semana de remédio. Depois de uma semana de pausa, as bolinhas começaram a dar sinal de vida – de novo. Então tomei mais duas semanas de remédio. Depois de uma semana de pausa (que foi agora), meus cotovelos e joelhos ficaram vermelhos e inchados e quentes. Quando eles diminuíram de tamanho, descobri que estava meio empipocada. Sim, de novo. Elas parecem ter desaparecido depois que eu passei quantidades obscenas de pomada durante três dias.

Além disso, a Mia e eu estamos nos evitando. Ela lamenta bastante e chora na porta da cozinha; eu fico toda sentida aqui dentro. Muito sentida. Porque a Mia sabe fazer chantagem emocional (sim, eu sou uma dessas pessoas que coloca vídeos do bicho de estimação no YouTube) e acabo vestindo calça comprida para ficar um pouquinho com ela nos horários em que eu já ia tomar banho.

Com toda essa brincadeira, estou sujando mais roupas, tomando mais banhos, lavando as mãos enloquecidamente (os sabonetes de pia estão sumindo). Aliás, isso vale para a casa inteira. De verdade. Até a Mia está ganhando dois banhos semanais com shampoo anti-micose. E isso apareceu na conta de água daqui de casa.

Para completar, o gasto diário de areia sanitária é um absurdo. Eu sei, é uma gatinha tão pequena… mas é um absurdo. Uns dias atrás, a minha irmã (em um momento sem-noção) estranhou quando eu disse que ia limpar a caixinha de areia da Mia. “Ué, mas você não limpou ontem?”. Sim, limpei ontem. Tenho que limpar hoje. Vou limpar amanhã.

Nesses últimos dias de solidão, vivendo de comida (caseira) congelada, minha produção de lixo anda bem reduzida. A maior contribuição é aquele saquinho diário que vem dos domínios da gata. Eu sei, é uma gatinha tão pequena… mas ela realmente faz um estrago enorme.

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