Como eu voltei a ler ficção (mais uma vez) e não-ficção não-relacionada
(Continuando o “tudo o que eu tinha que escrever nos últimos meses e não escrevi”.)
Começou em setembro passado, quando a Liuca e o Juliano me deram a trilogia Millennium. Que eu tinha pensado em ler porque o autor era sueco ou alguma coisa assim e todo o mundo estava lendo.
Só que a Lígia tinha me dado o Por Acaso no ano anterior e eu ainda não tinha lido (que vergonha!), então achei melhor passar esse para a frente da fila. Ele é curtinho (narrativa bacana, história meio não muito história) e foi super rápido.
Aí, sim, veio a trilogia. Que é enorme (narrativa cinematográfica) e custou algumas madrugadas (mas bem menos do que o esperado considerando o tamanho dos livros).
Resolvi voltar para a literatura tipo Hugo e achei Os Possuídos, da Ursula K. Le Guin. Que é meio político, mas para mim era melancólico e eu fiquei mal durante toda a leitura. Emendei com Uma Canção de Pedra, do Iain Banks, e entendi porra nenhuma. Ok, até entendi, mas não senti nada. Senti é saudades da melancolia da Le Guin. Foi tipo quando eu tentei ler Neuromancer e desisti no meio, com a diferença que desta vez eu não desisti (o que não fez muita diferença, para falar a verdade).
Depois dessa, acabei deixando a ficção de lado. A essa altura, meu pai tinha terminado de ler Em Busca de El Cid (que eu tinha comprado pra ele na Festa do Livro da FFLCH), então coloquei esse na fila. E achei super bacana, fora a parte que todas as pessoas da história medieval têm o mesmo nome. Estava tão entretida que até fui atrás daquele atlas histórico que a Folha publicou uns anos atrás (tinha um mapa lá que ajudava bastante). E lembrei o que é ler um livro com conteúdo acadêmico (sem redação acadêmica), mas divertido.
Mudando de disciplina, achei o livro infantil do Stephen Hawking e a capa é tão brilhante que eu acabei lendo. O que foi bom, porque eu sinceramente esqueci metade de tudo o que tentaram me ensinar de ciências na minha vida.
(Ironicamente, aquela prova do IAG pedia para eu escrever um comentário sobre o último livro que eu tinha lido — e era o do Hawking. Mas achei que seria muita pagação e acabei escrevendo sobre o do El Cid mesmo.)
E aí eu voltei a assistir TV.
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