Como eu envelheci dez anos em uma semana
Hoje eu completei minha primeira semana no emprego. Aliás, minha primeira semana em um emprego. Ever. Srsly.
Sim, do nada. Bom, quase do nada. Lembra o concurso que eu não tinha passado? Pois é, aquele mesmo. Obrigada, primeira classificada, pela falta de interesse. Obrigada, sorte, por eu ter ido parar no IAG (e não no Tusp, que fica na Mariantonia…). E obrigada, Cruesp, pelo reajuste de 6,57%.
Mas, agora que já se passou uma semana e eu estou em condições de sentar no computador do Labri para escrever minhas pseudomemórias (não que eu esteja escrevendo minhas pseudomemórias — mas estou sim no Labri), vamos à narrativa toda…
No dia 13 de março, o IAG convocou a primeira classificada e eu deprimi. Aí eu comi, superei. A bolsa Capes tinha sido renovada. Meus pais me sustentam. Eu não vou morrer de fome (e posso até comer para desdeprimir). Aí, no dia 28 de abril — quando eu já tinha parado de procurar meu nome no Diário Oficial todas as manhãs — o departamento pessoal do IAG me liga.
Sabe uma coincidência? Foi na semana que o meu irmão e a Anapaula tinham voltado da França, então eu tinha o toblerone gigante do duty free, que eu havia encomendado. E quando eu passei no mestrado, eu tinha um toblerone gigante do duty free, comprado quando meu irmão voltou da Noruega ou da Dinamarca. Ou seja: toblerone gigante está sempre presente nos momentos importantes!
But I digress…
Voltando ao dia 28 de abril, quarta-feira, lá fui eu (e meu pai, é claro) correr atrás de cópias e documentos para levar ao IAG no dia seguinte. Eu sei que eles são forçados a esperarem 5 dias úteis, mas eu sempre acho que vai rolar um arrependimento. Quando passei na Fuvest, fiz matrícula na manhã do primeiro dia. Quando passei no mestrado, fiz matrícula assim que a porta abriu, também no primeiro dia. Vai lá antes que mudem de ideia, sabe?
No dia 29, quinta-feira, levei a papelada ao IAG e saí de lá com pedido de exame médico. Aproveitei e passei no Ubas/HU para pegar as guias. Só que foi justo na semana que eu estava com gripe, então nem me apressei. Decidi ficar de molho na sexta-feira, dia 30, tomando remédio e chá e usando meias e havaianas. Até que o IAG me liga e eu estava na cama e eles estão com pressa….
Acabei aparecendo no HU no dia 3 de maio, segunda-feira, e desci até o IAG para pedir o agendamento do exame médico — que ficou para a segunda-feira seguinte, 10 de maio. Como eu ainda acho que o mundo pode mudar de ideia, não estava nem falando para ninguém (menos para a Ná, mas ela estava online na hora que o IAG me ligou na primeira vez e eu precisava surtar). Enquanto isso, minha mãe contava para o mundo, então eu encontrava as pessoas e elas me diziam “parabéns” e eu pensava “geeeente, meu aniversário é em setembro!”.
Mas eventualmente a notícia virou pública e circulou em uma lista de e-mails de terceiros porque eu trabalhando é tipo 2012. Corram! Calma, universo. Tudo está normal. Eu sei, eu sei, alguém me contratou — mas é porque não tinha nenhuma entrevista no processo.
Enfim. Quando o mundo já sabia e rezava, no dia 10 de maio, saí inocente do HU com meu papel de “apta” para levar ao IAG. Aí me deram um papel para assinar dizendo que eu começava no dia 11, às 8 horas. Pera, DIA 11???
Eu sei, eu sei. A sensação é “finalmente alguém vai se casar comigo e eu não posso nem ter uma hen night?“. Por aí. Sim, eu faço paralelos entre casamento e emprego. E eu também ouço músicas deprê de fim de caso quando não passo em entrevistas de emprego. Aí eu fiz o que eu poderia fazer numa situação como essa: fui para a ECA. E aí eu fiz a outra coisa que eu poderia fazer: passei no Sweden comprar um folheado de chocolate.
Mas é mais ou menos isso. Dia 11 de maio, aniversário de vida proletária para mim e para o meu irmão (mas o dele foi em 2006). Se o mundo não acabou daquela vez, não vai acabar agora.
Não garanto nada para 2012.
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