Archive for the ‘Ego’ Category

Como assim 25 anos?

Monday, September 8th, 2008

Passei o dia tentando pensar em alguma coisa significativa sobre completar 25 anos. Virar a esquina. Chegar à idade dos cremes anti-idade (embora eu ainda seja adepta dos produtos anti-acne).

Acho que o melhor que eu consegui foi a resposta que eu dei para a Marcela quando ela me perguntou o que eu queria: “Que os próximos cinco anos demorem bastante”.

Para falar a verdade, evitei grandes crises e ataques de pânico porque 1) estava muito ocupada comendo as sobras do brunch de aniversário (adiantado para o domingo) e 2) todas as pessoas com quem eu falei hoje eram mais velhas que eu.

Mas, agora, 23:55… tudo o que eu consigo pensar é que 25 é um número múltiplo de 5. E eu adoro múltiplos de 5 (só interrompo o microondas quando a casa de segundos restante é um múltiplo de 5). Por uma questão meio matemática, mas muito mais autista mesmo.

Virando a esquina

Monday, September 8th, 2008


Happy Birthday - New Kids on the Block

Música x Personalidade

Friday, September 5th, 2008

Pesquisa da Universidade de Heriot-Watt, via BBC:

 CHART POP: High self-esteem, not creative, hardworking, outgoing, gentle, not at ease

Não que eu queria questionar muito a parte sobre não ter criatividade (embora eu tenha muita, pelo menos na hora de justificar a música pop — ver O que está acontecendo com as boybands?), mas falar que eu sou “hardworking” já é demais!

Espirais

Tuesday, August 5th, 2008

Faço neste semestre um estágio PAE. A minha disciplina é “Laboratório de Jornalismo Impresso II” aka “Jornal do Campus” aka “JC”.

Minha turma de JC foi a do segundo semestre de 2002. Entre milhares de optativas e um clima de empolgação da classe toda, eu tinha a impressão de morar na ECA – e nem pensava em reclamar. Uma “comissão” inventou a reforma gráfica. Alguém cria um site. Alguém monta um mini-manual de redação. Alguém organiza um debate com candidatos. Alguém idealiza uma seção que era só nossa. Alguém distribui a distribuição. Média de 12 e-mails por dia, todos os dias. Omelete no Sweden. Fechamento até qualquer hora da madrugada no Labri (quando o departamento não fechava às 22:50). Horas e horas na sala 18.

Eu tentei não entrar na auto-análise sobre tentar reviver a minha graduação (retorno à ECA; estágio naquela que é possivelmente a aula mais marcante ou importante do curso), mas tudo volta. Acabei relendo alguns dos e-mails de despedida com piadas internas que ainda fazem algum sentido.

Eu ia falar só sobre… sobre o que é ver uma reunião de um JC que não é seu. Seis anos depois. E é absolutamente surreal. Alguns momentos de pura identificação, um pouco de déjà vu, uma vontade de falar (de)mais. Muita vontade de falar que não se faz JC porque é uma aula obrigatória, mas porque é trabalhar com os seus melhores amigos. Porque é. Ou porque foi.

Talvez toda turma seja megalomaníaca. Talvez todo mundo queira criar alguma coisa só sua em um jornal de enésima mão e deixar alguma coisa quando essas oito edições acabarem. Talvez todas as turmas tenham as mesmas discussões sobre o que cortar e o como fazer.

É tudo muito igual, mas muito diferente.

Tudo o que aconteceu nos últimos dois meses

Monday, August 4th, 2008

_A reportagem que eu escrevi foi publicada. Ah, sim, as duas. Na verdade, isso aconteceu em maio, mas eu só fiquei sabendo em junho. Enfim, saiu, eu achei, me pagaram, tudo deu certo. Enfim, não tenho planos de fazer isso de novo por algum tempo.
_Participei de mais um concurso de emprego. Enfim, não passei. Enfim, já superei.
_As aulas do primeiro semestre chegaram ao fim em junho, com direito a seminário deprê. Os trabalhos ficaram para julho – e foram feitos somente em julho, obviamente. Construí um casulo de livros em um dos cubículos da biblioteca e entrei em altas crises existenciais, mas eventualmente rolou aquela sensação de que eu estou fazendo alguma coisa certa. Mais certa que o resto das coisas que eu vinha fazendo. Enfim, foi bom.
_As aulas da especialização de sábado chegaram ao fim – mas eu ainda estou devendo a monografia. Estou fazendo, juro. Vai ficar pronta.
_Ah, meu irmão qualificou o doutorado. E eu não paro de me divertir no PHPComics.
_Comprei uma mini cama elástica. Sim, estou pulando com alguma regularidade. Não, não fiz nada hoje. Não deu tempo, ok? E estava morrendo de sono também. Enfim, prometo fazer amanhã.
_Isto provavelmente deveria aparecer mais para cima nesta lista, mas a imigração japonesa no Brasil completou 100 anos. Não que isso faça muita diferença na minha vida. Mas isso foi motivo de festinha em Vinhedo, e a festinha ganhou de todas as comemorações do centenário.
_Meus pais foram viajar em algum momento de julho. Eu passei uma semana comendo quantidades absurdas de carboidratos.
_Viciei em Picross. Porque eu obviamente já não perdia tempo jogando Hanidoku.
_Ainda não consegui ver o filme do Arquivo-X. Mas compensei com horas de tênis na TV. Enfim, minha mãe odeia o esporte mais do que nunca.
_Dei um nome para o carro do meu pai. Mas só converso com a geladeira, que não tem nome.
_Sinto um pouco de saudades de livros que não tinham referências bibliográficas nas últimas páginas.
_Julho foi mês de Dr. Horrible. Cantei muito. Mas agora eu estou numa fase totalmente Middleman. Isso significa que eu estou avaliando a possibilidade de usar um middlebelt.

Repetições

Thursday, May 29th, 2008

Achei em um ex-blog de 2004:

É claro que nada disso é compatível com Jornalismo, mas Jornalismo e eu conversamos e decidimos que realmente o melhor é que cada um siga o seu caminho. Uma separação gradual (se arrastando até o meio do ano que vem) e amigável, sem ressentimentos. Por uma, Jornalismo não tem 10 milhões de dólares. E nem preciso da segunda.

Do fundo do armário

Tuesday, April 22nd, 2008

Arrumar os armários é uma coisa que me deixa sentimental. Cansada, com dores nas costas e sentimental. Porque eu perco algum tempo relendo uma conversa de 2003 (provavelmente de alguma aula do Ed), passo meia hora tentando lembrar de quem era esse convite de aniversário de junho de 2000 (não consegui descobrir e joguei na pilha de recicláveis), releio redações das pastas de provas da época do colégio, encontro um chocolate vencido (joguei fora) e outro dentro da validade (guardei na cozinha) – porque meu armário é praticamente uma casa de alcoólatra, com garrafas de vodka escondidas debaixo da pia. Mas acho que vale mais a pena desenterrar uma história.

*

Depois da morte da minha avó (mãe do meu pai), há uns cinco anos, as minhas tias fizeram a tradicional arrumação (encontrar novos lares para as panelas, doar as roupas, esvaziar as gavetas…). Sabe quando você vai arrumar o armário e decide tirar absolutamente tudo de dentro de todos os compartimentos? Basicamente, isso aconteceu pela casa toda.

Quando nós passamos lá, muita coisa já havia sido retirada, então a bagunça estava controlada. Mas ainda tinha coisa espalhada por todos os cômodos. Elas haviam separado algumas fotos e lembranças para o meu pai, e cada neto escolheu uma toalhinha de crochê que ela havia feito.

Aí estávamos meu irmão, minha irmã e eu em um dos cômodos. E dentro de uma caixa tinha… uma foto do Paul McCartney! Eu nunca tinha pensado na minha avó ouvindo Beatles. Meus pais têm idade de fãs dos Beatles, não os meus avós. E minha avó era um tanto quanto surda, morava em uma micro-cidade e, segundo o meu pai, só cantava (com as letras erradas) alguns sambas antigos, e olhe lá. Ou música religiosa.

Mas, por alguns segundos, eu realmente considerei a possibilidade da minha avó ter sido fã dos Beatles. E principalmente do Paul. Naquele momento, aquela fotinho 3×4 tinha o mesmo valor um pôster.

Algum tempo depois, o mistério foi resolvido. Achamos um chaveiro com porta-retratos daquele mesmo tamanho. A minha tia havia comprado de presente em alguma feirinha. E o chaveiro veio com a foto do Paul McCartney – que, afinal, nunca foi a paixão secreta da minha avó.

O chaveiro? O chaveiro estava com uma 3×4 do meu avô. Porque o meu avô era muito mais do que um ex-beatle bilionário. Ele, pelo menos, sabia escolher a esposa…

Derrota

Sunday, April 13th, 2008

Em 2001, eu venci o sorvete gigante do Café do Ponto de Poços de Caldas. Hoje, fui derrotada pela mousse do Box 11 do Paineiras Center. Que nem era tão grande quanto o sorvete (mas tá, eu não tinha comido um hambúrguer de picanha na baguete antes de enfrentar o sorvete), mas era realmente… potente. Pedi água (e literalmente). E levamos a receita para casa.

Qual é a sua habilidade especial?

Friday, March 14th, 2008

Tem uma cena do filme “O Clube dos Cinco” na qual alguém fala que todo mundo é bom em alguma coisa. Todo mundo tem um talento. Aí a Claire diz que não tem talento algum, e os outros incentivam ela a fazer alguma coisa. Então ela faz: ela passa batom sem usar as mãos. Apoiando o batom no peito, se não me engano

Já no filme “Meninas Malvadas”, a Karen descobre seu dom de prever o tempo usando os seios. Obviamente é uma previsão terrível porque a Karen é a versão 2D da loira peituda e burra (enquanto a Claire até que fez o dela direitinho).

Coincidentemente (ou não), os dois talentos incluem seios. E como os meus não me ajudam em nada, eles não servem como meu talento.

E eu estou meio preocupada porque a única coisa que eu consigo pensar que sei fazer é… escrever de ponta-cabeça. E de trás para frente. Será que eu posso colocar isso em currículos? Será que eu tenho um talento pior que o da Claire?

Décimos

Tuesday, February 26th, 2008

Então meu pai fala alguma coisa sobre a época em que ele dava aulas, e quando mudou de conceitos (A-E) para notas (10-0). E eu falo “Ah, eu gostava mais de notas. 10 é mais do que 8,5″.

Então meu pai fala sobre o sistema usado no Senai, no qual é possível tirar 10 sem acertar todos os itens de uma prova. E eu fico horrorizada, porque acertar 75% pode ser suficiente, mas não é 100%. Não é.

Então meu pai desencana de discutir isso porque ele acha uma coisa, eu acho outra e pronto. E eu não desencano muito, porque fiquei parecendo a aluna neurótica.

E, tá, eu até sou. Não gosto de matar aulas, não gosto de chegar atrasada, não gosto de perder prazos.

Mas é tão ruim gostar de quando eu tiro (ok, tirava) 10? Se o objetivo é ser suficiente, é só tirar 5. Mas acertar todos tem que ser mais do que acertar o suficiente.

E, poxa, eu nem sou tão aluna neurótica assim. Nunca passei muito tempo estudando, fazia dever de física ouvindo música e não fico lá muito concentrada enquanto outras pessoas estão falando.

Fora que não, eu não ficava comparando minhas notas por aí. Aliás, pessoas avulsas comparavam a nota comigo (e, bem feito, perdiam!).

Eu passei no mestrado por meio ponto. 7 era suficiente, mas 7,5 é mais que 7.