Archive for the ‘Geek-ish’ Category

F1, jornalismo, matemática

Saturday, November 1st, 2008

 UOL Esporte: Com pole, Massa iguala Senna para buscar milagre em Interlagos

Confesso que não sei bem se minhas contas estão certas, mas estou um pouco incomodada com a matemática da notícia Com pole, Massa iguala Senna para buscar milagre em Interlagos, que saiu hoje no UOL Esporte. Recuperando as informações do box, existem dois grupos de cenários possíveis para que o Hamilton consiga novamente perder o título mundial neste domingo, em Interlagos:

  1. O Massa chega em 1º (aka “vence”), e o Hamilton chega, no máximo, em 6º (isso significa que ele pode chegar em 6º, 7º, 8º, … , 19º, 20º).
  2. O Massa chega em 2º, e o Hamilton chega, no máximo, no 8º lugar (mas pode ser 9º, 10º, …, 19º, 20º).

Voltando ao texto do UOL, eu gostaria de saber onde é que “apenas 4 combinações” levam o Massa ao título.

Suponho que a pessoa que escreveu considerou apenas os resultados nos quais os dois pilotos terminam na zona de pontuação (aka “as 8 primeiras posições”), que seriam: FM1/LH6, FM1/LH7, FM1/LH8 e FM2/LH8. Se esse for o caso, o erro nem é matemático — é conceitual mesmo. Afinal, 20 pilotos formam o grid, o que significa que cada piloto tem 20 posições finais possíveis — e não 8.

Maaaaas vamos fingir que existem só 4 combinações de resultados para o título do Massa. Nesse caso, precisamos considerar que o universo de combinações possíveis se restringe aos dois pilotos terminando a prova na zona de pontuação. Teríamos, então, um total de 56 combinações possíveis(*). 56 combinações são o nosso 100%; o que significa que 4 combinações de título representam  aproximadamente 7,14%.

Enfim, isso é conceitualmente errado. Tanto Massa quanto Hamilton podem aprontar as maiores domingadas do ano, ou encontrar um Couthard no meio do caminho. Por isso, volto à minha idéia anterior de considerar que Massa e Hamilton podem acabar em qualquer posição entre P1 e P20.

Dessa forma, o universo de combinações possíveis para esses dois pilotos é de 380. Pelas minhas contas (que podem estar erradas, admito), existem 28 combinações (entre essas 380) que dariam o título ao Massa. Dessa forma, a probabilidade de ter o Massa como campeão é de aproximadamente 7,36%. Que é um número parecido com os 7,14% da conta anterior (aquela que eu considero conceitualmente errada), mas que é quase duas vezes o número dado pelo UOL.

Mas, tá, minha lógica pode estar errada. Alguém chega a outra conclusão?


*As contas que eu fiz:

Considerando somente as possibilidades dentro da zona de pontuação:

  • O piloto A tem 8 possibilidades de posição final. O piloto B tem apenas 7 (ele não pode ocupar a mesma posição que o piloto A). Disso, temos que 8 x 7 = 56, que é nosso total de combinações possíveis dentro da zona de pontuação para as posições finais desses dois pilotos (o número total de combinações para todos os pilotos seria 8 x 7 x 6 x 5 x 4 x 3 x 2 x 1, mas a posição final desses outros pilotos não interfere no título).
  • Nesse caso, o número de combinações que favorecem o Massa é de 4 (FM1/LH6, FM1/LH7, FM1/LH8 e FM2/LH8). Pela regra de 3, temos que 56 está para 100%, assim como 4 está para 7,14%.

O cálculo que eu considero correto:

  •  O piloto A tem 20 possibilidades de posição final. O piloto B tem apenas 19 (ele não pode ocupar a mesma posição que o piloto A). Disso, temos que 20 x 19 = 380, que é nosso total de combinações possíveis para esses dois pilotos (o número total de combinações para todos os pilotos seria 20 x 19 x 18 x 17 x 16 x 15 x 14 x 13 x 12 x 11 x 10 x 9 x 8 x 7 x 6 x 5 x 4 x 3 x 2 x 1, mas a posição final desses outros pilotos não interfere no título).
  • Nesse caso, o número de combinações que favorecem o Massa é de 28 — 15 caso ele vença (FM1/LH6, FM1/LH7, FM1/LH8, FM1/LH9, FM1/LH10, FM1/LH11, FM1/LH12, FM1/LH13, FM1/LH14, FM1/LH15, FM1/LH16, FM1/LH17, FM1/LH18, FM1/LH19, FM1/LH20) e 13 caso ele termine em segundo (FM2/LH8, FM2/LH9, FM2/LH10, FM2/LH11, FM2/LH12, FM2/LH13, FM2/LH14, FM2/LH15, FM2/LH16, FM2/LH17, FM2/LH18, FM2/LH19, FM2/LH20). Novamente pela regra de 3, temos que 380 está para 100%, assim como 28 está para 7,36%.

Robô simpatia

Wednesday, October 22nd, 2008

Isto é o que acontece quando você tenta enviar uma mensagem para um e-mail @usp.br que está lotado:

Hi. This is the qmail-send program at atacama.uspnet.usp.br.
I’m afraid I wasn’t able to deliver your message to the following addresses.
This is a permanent error; I’ve given up. Sorry it didn’t work out.

Bot esforçado, dramático e educado, né?

Minha vida lo-tech

Friday, October 10th, 2008

Estávamos conversando sobre o logotipo da Rádio USP na aula de quarta-feira (que é sobre design e comunicação). Basicamente, teve um concurso para escolher um logotipo novo (nota da Agência USP), embora ele ainda não tenha sido modificado no site da rádio. Para facilitar, logo velho e logo novo:

Logotipos da USP FM

Devo confessar que, até esse momento, eu nunca tinha reparado no logotipo (antigo) da rádio. Mas, olhando pra ele, naquela hora… sei lá, achei simpático. E eu gostei do logotipo novo (apesar de algumas discussões sobre ele ter ficado pesado demais), mas achei ele super internet. Escrever (uspfm))) é super internet. Podia funcionar pra um last.fm, Blip, sei lá.

Então eu pensei: “ué, mas por que quiseram mudar?”.  Aí eu percebi que o antigo podia funcionar bem, mas não vejo um dial de rádio analógico faz uns dez anos. Será que os bixos sabem o que é esse negocinho azul no logotipo antigo? Aí, nesse caso, se tiver alguma motivação demográfica… bom, até faz sentido um logotipo meio web. Certo?

Corta, adianta um pouco mais de 24 horas, e estou no Gtalk e a Iana lembra de uma mixtape com uma música do Bon Jovi. Rola um revival de ouvir “Always” e tal. Aí ela fala que gravou “coisas por cima [da mixtape] depois :(”. Aí eu aponto que o menino que fez a mixtape deveria ter quebrado o coisinho de plástico da fita. Ou será que ele quebrou, mas ela colou uma fita adesiva por cima para gravar assim mesmo?

Bom, aí a Iana não entende mais nada e eu preciso explicar que existia um lacre nas fitas cassetes. Um pedacinho de plástico que você quebrava para impedir gravações acidentais (e eventualmente, nos momentos de pobreza, colava uma fita adesiva em cima para poder voltar a gravar). E se uma pessoa nunca percebeu uma coisa tão importante e necessária e essencial em uma fita cassete… é porque viveu muito pouco tempo com fitas cassetes. Essas pessoas (que não reconhecem um dial analógico e nunca protegeram uma fita contra gravação) encontraram o CDR muito cedo em suas vidas!

Enfim, pela utilidade pública:

Fita cassete

Esta é uma fita cassete (foto poética via stock.xchng). No detalhe, tem o cantinho superior ampliado. A seta vermelha indica onde ficava o pedacinho de plástico da proteção anti-regravação. Se você ainda tem videocassete em casa, pode reparar que existe uma coisa parecida na parte da frente das fitas. E, sim, colar uma fita adesiva por cima também funciona no VHS.

WP as CMS 4 JC? OMG!

Monday, October 6th, 2008

Passei a última semana adaptando uma instalação teste de Wordpress para abrigar o site do Jornal do Campus. (Sim, apesar de ter deixado este blog no Kubrick, eu tenho alguma noção do que fazer com WP!) Isso me deu uma dor de cabeça não-literal, mas (por algum motivo xis) eu quero falar sobre isso. (more…)

“Chuck” x “House” 2: Lobotomia?

Monday, September 15th, 2008

Em 15 passos: como um caso de gripe vira falência renal — e como o tratamento recomendado é uma lobotomia.

  1. Computador faz barulho de turbina quando a ventoinha liga.
  2. Pollyanna resolve levar o computador para o técnico.
  3. Técnicos trocam a fonte e o cooler.
  4. Computador ainda faz barulho de turbina e Windows Vista mostra mensagem de conflito com placa de vídeo.
  5. Técnicos dizem que o barulho de turbina é absolutamente normal, mas não conseguem testar a placa de vídeo porque a loja não tem nenhum monitor tipo DIV.
  6. Pollyanna leva monitor LCD 19″ widescreen com entrada tipo DIV até a loja.
  7. Técnicos mostram computador ligado e dizem que tudo vai dar certo.
  8. Computador dá mensagem de erro na inicialização do Windows. Pollyanna se convence de que a mensagem apareceu porque os técnicos desligam o Windows pelo botão da CPU e que tudo vai dar certo.
  9. O calendário do computador estava em 2006. Pollyanna acerta o calendário, atualiza o Windows e desliga o computador.
  10. Computador dá erro de inicialização do Windows. Quando entra (em modo de segurança), não consegue instalar controlador multimídia.
  11. Pollyanna briga com técnico pelo telefone, mas a loja se recusa a enviar atendimento domiciliar. Hora de levar computador e monitor LCD 19″ widescreen com entrada DIV de volta à loja.
  12. Loja não consegue corrigir o problema. Restaura o Windows. Loja não consegue corrigir o problema. Restaura o Windows. Loja não consegue resolver o problema. Restaura o Windows.
  13. Técnico joga a tolha e diz que é preciso formatar o computador.
  14. Pollyanna briga com técnico, mas prometem fazer o backup de tudo. TUDO. TUDO. Pollyanna se concentra em se convencer de que reinstalar todos os programas que ela não será tão dramático — desde que o backup de dados seja feito.
  15. Pollyanna volta para casa buscar os CDs/DVDs de instalação do Windows. Volta à loja para deixar as mídias. Repete que precisa de backup de TUDO. Passa o resto do dia se convencendo de que tudo vai dar certo.

O século 21 começou… há alguns anos

Thursday, September 11th, 2008

(Achei no blog do Kanye West, que eu nunca visito de verdade — mas que precisei abrir por causa de trabalho. Juro. Mas também tem uma nota sobre isso no NYT.)

A revista Esquire fez uma capa especial com E-Ink, que é basicamente… bom, basicamente o letreiro da capa pisca tipo aquelas placas de propaganda em Tóquio, só que de uma forma muito mais modesta. Tipo aquelas roupas geek que piscam e levam pilhas AAA, sabe?

Posso estar muito errada. Assim, muito errada. Do tipo “pessoas no futuro vão ler este post e rir”. Mas alguém mais acha que teria sido muito mais interessante se a Esquire tivesse lançado uma revista tipo Kindle? Mas, ok, vamos dar um desconto para a Esquire. Ela acabou de entrar no século 21.

Por algum motivo, o blog do Kanye West tem um vídeo (do tipo “é só isso?”) e umas fotos sobre o mecanismo da coisa (”tudo isso para fazer essa merrequinha?”). Sei lá, talvez o efeito seja mais bacana usando esses óculos bizarros…

Kanye West

Menos “Chuck”, mais “House”

Saturday, September 6th, 2008

Fui buscar meu computador no técnico. Basicamente, ele estava superaquecendo — e aí as ventoinhas ligavam e tentavam levantar vôo. Um barulho infernal. Tá, odeio barulhos de coisas eletrônicas e preciso desplugar o nobreak da parede antes de dormir. Mas, enfim, eram duas turbinas.

Bom, trocaram o cooler e a fonte. Aí pego o computador na loja, chego em casa, ligo os cabos… e barulho infernal! Ok, menos do que quando as turbinas ligavam, mas bem mais do que quando a fonte era nova. Fora isso, o Windows pede a instalação de alguma coisa de vídeo — que ele não pedia antes.

Ligo na loja, pedem para levar o computador de volta para ver o problema. Aí os técnicos me chamam para ver o computador aberto, lá na área de consertos. Ok.

Aqui é o negócio: idealmente, uma assistência técnica deveria funcionar tipo o Nerd Herd. Chuck Bartowski compreende o seu drama, conserta seu computador e salva a sua vida.

Mas, para começar… os técnicos não acham que a fonte nova faz barulho. Eles me chamam para ouvir e falam “não, mas é normal”. Tá, pode ser normal naquela loja no centro da cidade com ar condicionado e servidores funcionando ao fundo. Mas eu 1) moro em um bairro residencial; 2) uso o computador no meu quarto, mais para o fundo do terreno e 3) percebo (e odeio) barulhos de aparelhos eletrônicos.

Diagnóstico 1: qualquer fonte normal vai fazer esse tipo de barulho. Aí eles fazem o teste com uma super fonte de servidores. Muito mais silenciosa. Mas, tá, não faz o menor sentido gastar em uma fonte de servidores para um desktop doméstico. Então… bom, tudo bem, eu aumento o volume da música.

Aí vamos para o segundo problema: alguma coisa com a placa de vídeo. Que… está fora do meu computador, neste momento. Nessas horas, eu me sinto levando meu computador para o Princeton-Plainsboro Teaching Hospital. Ele entra com uma gripe, e de repente está com falência renal.

Diagnóstico 2? Bom ainda, não existe. Porque… bom, porque a placa tem uma saída DVI. Eu imaginei que algum outro LCD da loja tivesse o mesmo tipo de cabo, mas não é o caso. Então o computador passa o resto do final de semana na loja, e na segunda eu levo meu LCD 19″ com entrada DVI.

Mas tudo bem, tudo bem. I’m not attached to this computer.

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Segunda-feira. Enfim, levo o monitor (descobri que as ventosas do meu monitor LCD são realmente poderosas) para a loja, rodam os testes, me dizem que o modem da CPU não funciona (foda-se), mas que a placa de vídeo vai funcionar sem problemas.
Felizmente, tudo está ligado agora aqui em casa (por algum motivo, voltaram a data para 2006; também aproveitei para reativar meu profile normal de Firefox e ainda tive que arrumar o maldito MTU pela enésima vez).
Mas essa fonte é realmente barulhenta. Duvido que não exista uma fonte doméstica mais silenciosa do que essa coisa que instalaram no meu computador. Acho que vou migrar em definitivo para o notebook…
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É por isso que o Google faz browsers, não HQs

Tuesday, September 2nd, 2008

Enquanto meio mundo espera pelo tal do browser do Google, o Google tenta distrair os mais ansiosos com uma HQ explicando a proposta do Chrome. Acho que eles ganharam mais umas duas horas, enquanto as pessoas tentam chegar até a página 38 desse quadrinho chato e interminável (não, eu não fui até o final).

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Google GeniusGoogle Chrome disponível (e instalando). Sou só eu ou esse logotipo lembra muito o jogo Genius?
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Mais sobre a HQ. O Q&A é melhor do que o produto, mas enfim. Bom saber que não era uma webcomic. Ainda não me empolgou.
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