Archive for the ‘Jornalismo’ Category

WP as CMS 4 JC? OMG!

Monday, October 6th, 2008

Passei a última semana adaptando uma instalação teste de Wordpress para abrigar o site do Jornal do Campus. (Sim, apesar de ter deixado este blog no Kubrick, eu tenho alguma noção do que fazer com WP!) Isso me deu uma dor de cabeça não-literal, mas (por algum motivo xis) eu quero falar sobre isso. (more…)

Todos! Ok, nem todos…

Sunday, October 5th, 2008

Folha Online: todos, mas com exceção

O século 21 começou… há alguns anos

Thursday, September 11th, 2008

(Achei no blog do Kanye West, que eu nunca visito de verdade — mas que precisei abrir por causa de trabalho. Juro. Mas também tem uma nota sobre isso no NYT.)

A revista Esquire fez uma capa especial com E-Ink, que é basicamente… bom, basicamente o letreiro da capa pisca tipo aquelas placas de propaganda em Tóquio, só que de uma forma muito mais modesta. Tipo aquelas roupas geek que piscam e levam pilhas AAA, sabe?

Posso estar muito errada. Assim, muito errada. Do tipo “pessoas no futuro vão ler este post e rir”. Mas alguém mais acha que teria sido muito mais interessante se a Esquire tivesse lançado uma revista tipo Kindle? Mas, ok, vamos dar um desconto para a Esquire. Ela acabou de entrar no século 21.

Por algum motivo, o blog do Kanye West tem um vídeo (do tipo “é só isso?”) e umas fotos sobre o mecanismo da coisa (”tudo isso para fazer essa merrequinha?”). Sei lá, talvez o efeito seja mais bacana usando esses óculos bizarros…

Kanye West

Notícias que você já sabia # 1

Thursday, August 21st, 2008

Britney Spears canta mal ao vivo. (Mas nessa época, pelo menos, ela ainda se mexia no palco.)

Só para falar que eu ganhei da Folha

Monday, August 18th, 2008

(em relação ao post anterior)

Folha Online: Quadro de medalhas maquiado nos EUA

E quem ler a matéria vai ver qu não é so CBS e Fox: NY Times, LA Times, Sports Illustrated e USA Today também reordenaram a lista. Ainda acho feio, mas devo dizer que pelo menos a CBS colocou a China no primeiro lugar quando o número total ficou empatado (por alguns momentos, hoje de manhã), já que o critério de desempate da lista bizarra é o número de medalhas de ouro.

Mas não é por isso que eu ganhei da Folha. Eu ganho da Folha porque eu reconheço um elephant in the room e não chuto cachorro morto.

Só para falar das Olimpíadas

Monday, August 18th, 2008

Quem está acompanhando um pouquinho das Olimpíadas deste ano (que, por sinal, estão destruindo meus horários) percebeu que a medalha de ouro do César Cielo fez o Brasil dar um salto na classificação geral de medalhas. Isso porque a tabela é ordenada primeiro pelo número de ouros, depois desempatada pelo número de pratas e, finalmente, pelo número de medalhas de bronze.

Quem está acompanhando um pouquinho dos Jogos de Pequim (aliás, essa cidade tem nome em português! Não precisa ficar falando “Beijing”!) também percebeu que os chineses estão realmente determinados a arrasar em casa. Dez dias de jogos, e eles continuam liderando o ranking de medalhas.

Mas nada disso é verdade nos sites norte-americanos.

Ok, não fiz uma super investigação. O que eu vou comentar aqui foi uma coisa que eu percebi por acaso enquanto procurava um placar online da final de tênis (duplas masculinas, aquela com Federer/Wawrinka).

A questão é que tanto no CBS Sports quanto no Fox Sports o quadro de medalhas está ordenado pelo número total de conquistas. Assim, indiscriminadas. Quer ver?

Quadro de medalhas - CBS Sports

Isso, é claro, gera algumas perguntas inevitáveis:

  • Será que eles pretendem manter essa ordenação bizarra se/quando os norte-americanos somarem as medalhas do atletismo e conseguirem mais ouros?
  • Tipo, os chineses também estão encostando no número total. O que inventar se eles passarem?
  • Um desempenho fantástico em bronzes poderia colocar o Brasil nesse top 20?

Enfim, vai saber o que é que eles estão pensando.

Mas, sendo honesta, tenho que admitir essa história de achar injusta a classificação do quadro de medalhas super centrada no ouro não é só dos americanos. Meu pai, por exemplo, acha um abuso que um país bizarro do leste europeu conquiste um ourozinho em levantamento de peso e termine os Jogos à frente de toda a galera com montes de bronzes e uma ou outra prata.

Tanto que, em alguma olimpíada passada (acho que foi 2004), sob a influência do meu pai, eu perdi uma boa hora da minha vida retabelando o quadro de medalhas no Excel e distribuindo pontos de normalização. Não lembro bem qual foi a pontuação (o critério foi discutido via MSN com algumas pessoas que deram o azar de aparecer online na hora), se foram 5 pontos para ouro, 3 para prata e 1 para bronze, ou se foi 3 para ouro, 2 para prata e 1 para bronze.

Enfim, foi alguma coisa parecida com isso. E devo dizer que pouca coisa mudou na classificação final.

Espirais

Tuesday, August 5th, 2008

Faço neste semestre um estágio PAE. A minha disciplina é “Laboratório de Jornalismo Impresso II” aka “Jornal do Campus” aka “JC”.

Minha turma de JC foi a do segundo semestre de 2002. Entre milhares de optativas e um clima de empolgação da classe toda, eu tinha a impressão de morar na ECA – e nem pensava em reclamar. Uma “comissão” inventou a reforma gráfica. Alguém cria um site. Alguém monta um mini-manual de redação. Alguém organiza um debate com candidatos. Alguém idealiza uma seção que era só nossa. Alguém distribui a distribuição. Média de 12 e-mails por dia, todos os dias. Omelete no Sweden. Fechamento até qualquer hora da madrugada no Labri (quando o departamento não fechava às 22:50). Horas e horas na sala 18.

Eu tentei não entrar na auto-análise sobre tentar reviver a minha graduação (retorno à ECA; estágio naquela que é possivelmente a aula mais marcante ou importante do curso), mas tudo volta. Acabei relendo alguns dos e-mails de despedida com piadas internas que ainda fazem algum sentido.

Eu ia falar só sobre… sobre o que é ver uma reunião de um JC que não é seu. Seis anos depois. E é absolutamente surreal. Alguns momentos de pura identificação, um pouco de déjà vu, uma vontade de falar (de)mais. Muita vontade de falar que não se faz JC porque é uma aula obrigatória, mas porque é trabalhar com os seus melhores amigos. Porque é. Ou porque foi.

Talvez toda turma seja megalomaníaca. Talvez todo mundo queira criar alguma coisa só sua em um jornal de enésima mão e deixar alguma coisa quando essas oito edições acabarem. Talvez todas as turmas tenham as mesmas discussões sobre o que cortar e o como fazer.

É tudo muito igual, mas muito diferente.

Tudo o que aconteceu nos últimos dois meses

Monday, August 4th, 2008

_A reportagem que eu escrevi foi publicada. Ah, sim, as duas. Na verdade, isso aconteceu em maio, mas eu só fiquei sabendo em junho. Enfim, saiu, eu achei, me pagaram, tudo deu certo. Enfim, não tenho planos de fazer isso de novo por algum tempo.
_Participei de mais um concurso de emprego. Enfim, não passei. Enfim, já superei.
_As aulas do primeiro semestre chegaram ao fim em junho, com direito a seminário deprê. Os trabalhos ficaram para julho – e foram feitos somente em julho, obviamente. Construí um casulo de livros em um dos cubículos da biblioteca e entrei em altas crises existenciais, mas eventualmente rolou aquela sensação de que eu estou fazendo alguma coisa certa. Mais certa que o resto das coisas que eu vinha fazendo. Enfim, foi bom.
_As aulas da especialização de sábado chegaram ao fim – mas eu ainda estou devendo a monografia. Estou fazendo, juro. Vai ficar pronta.
_Ah, meu irmão qualificou o doutorado. E eu não paro de me divertir no PHPComics.
_Comprei uma mini cama elástica. Sim, estou pulando com alguma regularidade. Não, não fiz nada hoje. Não deu tempo, ok? E estava morrendo de sono também. Enfim, prometo fazer amanhã.
_Isto provavelmente deveria aparecer mais para cima nesta lista, mas a imigração japonesa no Brasil completou 100 anos. Não que isso faça muita diferença na minha vida. Mas isso foi motivo de festinha em Vinhedo, e a festinha ganhou de todas as comemorações do centenário.
_Meus pais foram viajar em algum momento de julho. Eu passei uma semana comendo quantidades absurdas de carboidratos.
_Viciei em Picross. Porque eu obviamente já não perdia tempo jogando Hanidoku.
_Ainda não consegui ver o filme do Arquivo-X. Mas compensei com horas de tênis na TV. Enfim, minha mãe odeia o esporte mais do que nunca.
_Dei um nome para o carro do meu pai. Mas só converso com a geladeira, que não tem nome.
_Sinto um pouco de saudades de livros que não tinham referências bibliográficas nas últimas páginas.
_Julho foi mês de Dr. Horrible. Cantei muito. Mas agora eu estou numa fase totalmente Middleman. Isso significa que eu estou avaliando a possibilidade de usar um middlebelt.

Repetições

Thursday, May 29th, 2008

Achei em um ex-blog de 2004:

É claro que nada disso é compatível com Jornalismo, mas Jornalismo e eu conversamos e decidimos que realmente o melhor é que cada um siga o seu caminho. Uma separação gradual (se arrastando até o meio do ano que vem) e amigável, sem ressentimentos. Por uma, Jornalismo não tem 10 milhões de dólares. E nem preciso da segunda.

Meus 2 centavos sobre a garota de US$ 18,2 milhões

Monday, April 28th, 2008

Miley Cyrus tem 15 anos, dois álbuns lançados (ambos chegaram ao #1 nos EUA), um programa de TV (que já virou turnê que já virou versão para o cinema) e mais dinheiro do que você sonha em ganhar em toda a sua vida. Os tais US$ 18,2 milhões representam o faturamento de Miley só no ano passado, segundo contas da revista Parade. Há quem diga que nos próximos anos a Disney vai atingir um faturamento de US$ 1 bilhão só em cima dela.

Miley Cyrus também tem um histórico de tirar fotos com as amigas fazendo caras e bocas (ou dividindo um doce com uma amiga em uma cena meio “A Dama e o Vagabundo”), e depois colocar tudo na internet. Nada que chegue perto das fotos daquela Miss Nevada, e bem mais comportada que a foto da Vanessa Hudgens. Aliás, eram mais discretas do que muita coisa que se vê no MySpace. Mas Miley Cyrus tem 15 anos e seus fãs são ainda mais novos, e realmente não é muito apropriado sair mostrando um sutiã verde por aí.

Então Miley Cyrus ganhou um perfil na Vanity Fair, com direito a fotos da Annie Leibovitz, que é basicamente a fotógrafa que fez a capa da Rolling Stone com John Lennon e Yoko Ono, além da capa da Vanity Fair com a Demi Moore grávida. Annie Leibovitz é ultra famosa – e obviamente fez fama com fotos de pessoas sem roupas.

Em algum momento do ensaio para a Vanity Fair, a Annie Leibovitz sugeriu uma foto na qual Miley Cyrus cobriria o corpo (e mostraria as costas) com um lençol. No behind the scenes, dá pra ver que a Miley está com roupas por baixo do lençol. Mas, vendo a foto final (que está aqui), não dá para saber isso. É uma foto bonita, mas sugere uma garota de 15 anos nua.

Agora, Miley Cyrus disse que se arrependeu da foto e pediu desculpas aos fãs. A Disney disse que a equipe da Vanity Fair manipulou uma menina de 15 anos. E a Vanity Fair se defende dizendo que, na hora, a Miley Cyrus adorou a foto e achou super artística – mas, ao contrário do título da reportagem, Miley doesn’t know best – e que, além disso, ela estava acompanhada da avó e de uma professora (os pais já haviam ido embora).

O que acontece agora é que a foto virou debate. Famosa ou não, é uma adolescente sendo exposta. Algumas pessoas criticam a revista, outras criticam os pais.

Mas eu não estou reparando na culpa dos pais, da Disney ou da Vanity Fair. Eu estou vendo uma pesquisa entre os leitores do site da People e entendendo muito bem o que é essa foto:

People Poll: Miley Cyrus

79% das pessoas que votaram acharam a foto inapropriada para uma garota de 15 anos (21% responderam que é “apropriada para uma estrela”). Mas 49% das pessoas acharam que as fotos vão ajudar a carreira de Miley Cyrus. Aceitando que todas as pessoas que consideraram a foto apropriada avaliaram que a foto vai ajudar, falta explicar ainda 28% das pessoas.

Falta explicar por que é que 28% das pessoas que responderam à pesquisa acham que uma foto inapropriada ajuda a sua carreira.