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	<title>Letras Miúdas &#187; Mestrado</title>
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	<description>Letras pequenas, surtos intermináveis</description>
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		<title>11-08-10. O-M-G.</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2010 23:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
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		<description><![CDATA[UPDATE: Reparou que o blog não atualiza faz tempo? Pois é. A auto-destruição não será completa porque eu adoro um arquivo, mas não vai ter nada de novo por aqui não. Reparou nessa faixa cinza ridícula aí embaixo? Pois é, esses são os sites que você deveria visitar agora. &#8230; e o dia 11 de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong style="background: #FFFF00">UPDATE: Reparou que o blog não atualiza faz tempo? Pois é. A auto-destruição não será completa porque eu <em>adoro</em> um arquivo, mas não vai ter nada de novo por aqui não. Reparou nessa faixa cinza ridícula aí embaixo? Pois é, esses são os sites que você <em>deveria</em> visitar agora.</strong></p>
<p>&#8230; e o dia 11 de agosto de 2010 chegou. Chegou e meio que passou (quase), sem nem perceber que era um dia nível #2012.</p>
<p>Hoje se completaram <a title="LM: A tradicional explicação confusa" href="http://lhys.org/letrasmiudas/2008/02/11/a-tradicional-explicacao-confusa/" target="_self">30 meses desde minha matrícula na pós</a>. Também conhecido como &#8220;deadline&#8221;. E, sim, <a title="Twitter: @Lhys" href="http://twitter.com/lhys/status/20407285674" target="_blank">eu entreguei o mestrado dentro do prazo</a>, ok? Com praticamente uma semana de sobra. Sim, fantástico.</p>
<p>Também se completaram <a title="LM: Como eu envelheci dez anos em uma semana" href="http://lhys.org/letrasmiudas/2010/05/17/como-eu-envelheci-dez-anos-em-uma-semana/" target="_self">3 meses desde que eu comecei a trabalhar</a>. Também conhecido como &#8220;fim do período de experiência&#8221;, &#8220;estabilidade no emprego&#8221; e &#8220;agora você vai ter que entrar para o Sintusp, invadir a biblioteca da FAU e fazer sei-lá-mais-o-que para ser demitida&#8221;. E eu posso estar reclamando sem motivos, mas este aqui é o meu .org então eu posso reclamar sem motivos: estabilidade é uma coisa assustadora.</p>
<p>Falando em &#8220;este aqui é meu .org&#8221;, hoje também é o marco de <a title="LM: A tradicional explicação confusa" href="http://lhys.org/letrasmiudas/2008/02/11/a-tradicional-explicacao-confusa/" target="_self">30 meses da criação do blog</a>. Ele vai sobreviver até a defesa do mestrado e depois se auto-destruirá.</p>
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		<title>O quarto reboot</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Feb 2010 22:25:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[eca]]></category>
		<category><![CDATA[JC]]></category>

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		<description><![CDATA[Semana dos bixos e meio que ninguém planejava ter aulas. O CJE estava ridiculamente vazio nas noites da segunda e da terça-feira (e sem porteiro/vigilante) e eu estava lá. Foi dada a largada para a quarta temporada de &#8220;oi, eu sou a estagiária PAE de Jornal do Campus&#8221;.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana dos bixos e meio que ninguém planejava ter aulas. O CJE estava ridiculamente vazio nas noites da segunda e da terça-feira (e sem porteiro/vigilante) <em>e eu estava lá</em>. Foi dada a largada para a quarta temporada de &#8220;oi, eu sou a estagiária PAE de Jornal do Campus&#8221;.</p>
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		<title>Não parece, mas eu sou super qualificada</title>
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		<pubDate>Thu, 13 Aug 2009 22:33:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[eca]]></category>

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		<description><![CDATA[Umas semanas atrás, quando finalmente entreguei o relatório de qualificação, comentei que pensava na banca como uma audição no American Idol: Eu canto por um minuto e meio, aí a Kara diz que faltou artistry, o Randy fala que foi meio pitchy, a Paula resmunga alguma coisa sem sentido e o Simon chama de indulgent [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Umas semanas atrás, quando finalmente entreguei o relatório de qualificação, <a title="Letras Miúdas: Euforia pós-relatório" href="http://lhys.org/letrasmiudas/2009/06/03/euforia-pos-relatorio/">comentei</a> que pensava na banca como uma audição no <em>American Idol</em>:</p>
<blockquote><p>Eu canto por um minuto e meio, aí a Kara diz que faltou <em>artistry</em>, o Randy fala que foi meio <em>pitchy</em>, a Paula resmunga alguma coisa sem sentido e o Simon chama de <strong>indulgent rubbish</strong>.</p></blockquote>
<p>A qualificação aconteceu nesta segunda-feira. Fiquei sabendo meio que por acaso na quarta-feira passada, e a confirmação de verdade só veio na sexta &#8212; mas a qualificação foi na segunda. Mas, calma. Nada de pânico. Tudo vai dar certo.<span id="more-625"></span></p>
<p>E, para falar a verdade, eu esperava coisas muito piores. Qualificação é quando apontam tudo o que está problemático, para consertar tudo na dissertação. Esperava sair da sala como se tivesse sido atropelada por um trator. Mas, como haviam me adiantado, as bancas andam simpáticas na qualificação.</p>
<p>Nada de Randy, Simon, Paula ou Kara &#8212; na minha frente estavam o <a title="Lattes: José Coelho Sobrinho" href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4789870Z0" target="_blank">Coelho</a> (claro &#8212; é meu orientador), a <a title="Lattes: Sandra Maria Ribeiro de Souza" href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4773926P8" target="_blank">Sandra Souza</a> (com quem tive aula no CRP) e a <a title="Lattes: Clice de Toledo Sanjar Mazzilli" href="http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4787818Z8" target="_blank">Clice Mazzilli</a> (do curso de Design da FAU). Pessoas devidamente qualificadas e que não caíram de paraquedas no assunto e que não cantaram Mariah de biquini e que, infelizmente, nunca tocaram com o Journey.</p>
<p>Acabei não cantando por 30 segundos &#8212; até tinha uma apresentação montada, mas achei que a qualificação era para ouvir o que as pessoas achavam que era mais importante. O que eu acho sobre o assunto já estava no relatórico, certo? E preciso admitir que ouvir outras pessoas falando sobre o que você está obcecando solitariamente é bem bacana.</p>
<p>Pela etiqueta pós-gradua&#8230;<em>cista?</em>, quem vem de mais longe fala primeiro. Aí você vai anotando os pontos, marca o que precisa responder e comenta, no final. Depois fala quem vem de mais perto. De novo &#8212; anota os pontos, marca o que precisa responder, tenta falar coisas que façam sentido. Preciso confessar que fazia muito tempo que eu não passava duas horas ouvindo sem viajar para <em>beeeem longe</em>. Desta vez, fiquei plantadinha no aquário (vazio) do CJE.</p>
<p>Até, é claro, pedirem para eu sair da sala enquanto a banca decidia alguma coisa (ou colocava a conversa em dia). Na volta&#8230; <em>você ganhou o golden ticket e vai para Hollywood</em>! Woooohhh!!! Ok, não vou para Hollywood. [empolgação] Mas fui aprovada e posso continuar a pesquisa! Wooohhh!!! [/empolgação]</p>
<p>Mas&#8230; espera&#8230; e todos aqueles pontos? Aquelas observações? Bom, aquilo fica para os próximos 12 meses. Sim, 12 meses. Porque, um dia depois da qualificação, quando completou 18 meses da minha matrícula, chegou uma mensagem automática no meu e-mail dizendo exatamente isso:</p>
<blockquote><p>Informamos que restam apenas 12 meses para que se encerre o prazo para o depósito de sua tese ou dissertação.</p></blockquote>
<p>Então&#8230; I&#8217;m still in the running to become <span style="text-decoration: line-through;">America&#8217;s Next Top Model</span> a feliz <em>proprietária</em> de um título de mestre. Desde que eu termine tudo em 11 meses e 29 dias. Mas, calma. Nada de pânico. Tudo vai dar certo.</p>
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		<title>Como as greves na USP nunca mudaram a minha vida</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Jun 2009 18:48:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[eca]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu conheci a greve antes da USP &#8212; escola estadual do prézinho à oitava série. Nesses anos, passei por aquela situação estranha de férias fora de época, para voltar e ter pseudo-aulas de sábado. Aí veio o colégio particular. Aí veio a USP. Era 2001. Acho que tivemos uma paralisação aqui e ali (sempre de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu conheci a greve antes da USP &#8212; escola estadual do prézinho à oitava série. Nesses anos, passei por aquela situação estranha de férias fora de época, para voltar e ter pseudo-aulas de sábado.</p>
<p>Aí veio o colégio particular.</p>
<p>Aí veio a USP.<span id="more-581"></span></p>
<p>Era 2001. Acho que tivemos uma paralisação aqui e ali (sempre de sexta-feira, matando várias aulas do Ricardo).</p>
<p>A greve que veio ano ano seguinte também não era bem uma greve normal &#8212; foi a greve dos estudantes da FFLCH, que acamparam no meio da rua (melhor que invadir a reitoria, convenhamos). Atrapalhou muito pouco &#8212; eu tinha uma optativa na FFLCH e precisei cancelar porque ia interferir no meu horário do semestre seguinte. Só isso.</p>
<p>Acho que 2003 passou mais ou menos como 2001. Aí chegou 2004&#8230;</p>
<p>Não lembro muito bem quantos dias passamos em greve. A essa altura, tínhamos talvez duas aulas por semana &#8212; e ninguém mais ia para a ECA. Uma das aulas era Babel &#8212; e não existia aula de Babel. No fim, aliás, nem fechamos a nossa Babel (embora a maior parte das pessoas tenha fechado o texto, e eu tenha fechado um terço das páginas para a edição que não foi impressa). E, se havia outra aula, ela foi concluída sem problemas memoráveis.</p>
<p>Nessa época, eu também estava em estágio na Pró-Reitoria de Cultura e Extensão Universitária (o nome é tudo isso mesmo). E pró-reitorias não param durante a greve. Naquele ano, a reitoria foi fechada antes que o tumulto começasse. E, como foi fechada pela administração da coisa, tivemos tempo de transportar nossos materiais e computadores para uma salinha do anfiteatro.</p>
<p>Durante a greve, pude ver ensaios da Osusp. Durante toda a greve, tinha uma televisão providencial na sala (para acompanhar Eurocopa e Olimpíadas). Durante toda a greve, me davam vale para comer no restaurante ali do lado &#8212; e eu nem como no bandejão em períodos normais. Durante toda a greve, eu trabalhei até mais feliz do que no período normal.</p>
<p>2005 foi tranquilo, de novo. Em 2006, eu já não estava na USP. Em 2007, fiz aulas como aluna especial na época da invasão da reitoria &#8212; e as aulas seguiram normalmente. Em 2008, meu primeiro ano matriculada na pós, também estava pacífico.</p>
<p>Aí começa 2009. Eu nem estava confiante nessa greve, e de repente ela começa a bombar. Mas, quer saber? Minha aula na pós continua. Meu prazo de qualificação não mudou (a secretaria fica com a janela fechada, mas as pessoas estão ali na porta ao lado). E meu estágio PAE é com o <a title="Jornal do Campus" href="http://www.jornaldocampus.usp.br/" target="_blank">JC</a>, que não para (de jeito nenhum) em greves.</p>
<p>Este é meu oitavo ano não-consecutivo na USP (contando o meu ano de TCC e meu ano como aluna especial). Se eu vou ou não vou para o campus, isso nunca teve a ver com greve nenhuma.</p>
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		<title>Euforia pós-relatório</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Jun 2009 02:35:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[eca]]></category>
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		<description><![CDATA[No último dia e com cópias feitas no xerox da ECA, mas entreguei o relatório de qualificação dentro do prazo. Na sexta-feira passada. Considerando que passei um belo tempo deste ano preparando isso, acho adequado comentar um pouco&#8230; Meu volume deu 123 páginas impressas, no total. Destas, umas 80 eram de conteúdo realmente relacionado à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No último dia e com cópias feitas no xerox da ECA, mas entreguei o relatório de qualificação dentro do prazo. Na sexta-feira passada. Considerando que passei um belo tempo deste ano preparando isso, acho adequado comentar um pouco&#8230;<span id="more-534"></span></p>
<p>Meu volume deu 123 páginas impressas, no total. Destas, umas 80 eram de conteúdo realmente relacionado à pesquisa &#8212; o resto inclui coisas como anexos e relatório de disciplinas cursadas. Daquelas 80, 10 eram uma linha do tempo ilustrada que é a parte mais legal da pesquisa até agora.</p>
<p>Minha lista de imagens deu acho que 3 páginas, com título/descrição e fonte. Fiz 6 páginas de referências bibliográficas, com uns 70 títulos (entre livros, artigos, capítulos).</p>
<p>O que eu quero dizer com isso é&#8230; dá trabalho. E demanda tempo. Não viajei com a família, rejeitei um fondue e tirei férias da academia (porque estava ocupada dormindo). Não perdi nenhuma aula, mas parei de fazer dever de irlandês. E desencanei de cortar o cabelo.</p>
<p>Mas é o máximo. Até a quinta-feira passada, tudo o que eu li, escrevi e imaginei era um arquivo salvo 23 vezes e com backup no meu e-mail. De repente, são 123 páginas impressas e sólidas. Sim, seu trabalho existe. Pode não estar incrível, mas existe.</p>
<p>Estou meio ansiosa para marcar a banca, mesmo esperando muita porrada. Assisti o meu irmão defendendo o doutorado dele umas semanas atrás (até fiz uma semi-cobertura ao vivo no Twitter) e desde então eu fico imaginando e descrevendo a minha como se fosse uma apresentação de <em>American Idol</em>: eu canto por um minuto e meio, aí a Kara diz que faltou <em>artistry</em>, o Randy fala que foi meio <em>pitchy</em>, a Paula resmunga alguma coisa sem sentido e o Simon chama de <strong>indulgent rubbish</strong>.</p>
<p>Mal posso esperar.</p>
<p>Mas, tá, ficarei <em>bastante</em> surtada a partir do momento em que marcarem a data.</p>
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		<title>Notas de rodapé #4</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 19:31:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[boas intenções]]></category>
		<category><![CDATA[caso perdido]]></category>
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		<description><![CDATA[Enquanto eu escrevo meu relatório de qualificação com meu jornalismo cor-de-rosa, não consigo deixar de pensar nesta cena (mais ou menos entre 1:00 e 1:10):]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto eu escrevo meu relatório de qualificação com meu jornalismo cor-de-rosa, não consigo deixar de pensar nesta cena (mais ou menos entre 1:00 e 1:10):</p>
<p><object width="480" height="295" data="http://www.youtube.com/v/nF8U0P8uvSw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/nF8U0P8uvSw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>Notas de rodapé #3</title>
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		<pubDate>Mon, 04 May 2009 14:52:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[Leda]]></category>
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		<description><![CDATA[Depois do baque do imposto de renda, minha irmã está considerando deixar um dos seus dois empregos e fazer uma coisa mais interessante &#8212; tipo estudar. Pós. Aparentemente, meu irmão terminando o doutorado nas férias e minha histeria de qualificação não são suficientes para assustar ninguém. Bom. Em um dos passos do projeto &#8220;estou pensando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois do baque do imposto de renda, minha irmã está considerando deixar um dos seus dois empregos e fazer uma coisa mais interessante &#8212; tipo estudar. Pós. Aparentemente, meu irmão terminando o doutorado nas férias e minha histeria de qualificação não são suficientes para assustar ninguém.</p>
<p>Bom. Em um dos passos do projeto &#8220;estou pensando em largar um emprego e fazer uma pós&#8221;, minha irmã fez um curso sobre redação científica. Aí a gente estava conversando sobre isso e eu comentei que, realmente, a gente deveria tomar cuidado com os títulos criativos para ajudar a identificar qual parte é qual parte.E ela disse &#8220;como assim, títulos criativos?&#8221;</p>
<p>Como assim títulos criativos? Bom, depois dessa conversa, baixei algumas dissertações apresentadas na ECA e mostrei os exemplos &#8212; não vou citar aqui porque acho desagradável, mas tem alguns <em>realmente</em> criativos. A maior parte é meio &#8220;sou poético&#8221; ou &#8220;olha meu trocadilho&#8221;. Mas talvez ser criativo seja a regra na ECA.</p>
<p>Minha irmã, fisioterapeuta, achou tudo isso um absurdo. O trabalho, aparentemente, deve ter: resumo/abstract, sumário, introdução, &#8220;material e métodos&#8221;, resultados, discussão e conclusão (eu posso ter errado algum desses).</p>
<p>Quer saber? Acho que vou seguir a regra ecana e ser criativa. Meu TCC, por exemplo? Nada científico&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Notas de rodapé #2</title>
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		<pubDate>Fri, 01 May 2009 13:07:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[eca]]></category>
		<category><![CDATA[notas de rodapé]]></category>

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		<description><![CDATA[Em algum momento desses últimos cinco ou seis meses, eu li aquele livro do Kuhn. Não exatamente o livro inteiro, mas uma parte significativa. Segundo essa parte significativa, as ciências sociais não são lá muito científicas &#8212; ou, pelo menos, ainda não amadureceram como ciências &#8212; porque as N escolas ainda disputam quem é que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em algum momento desses últimos cinco ou seis meses, eu li aquele <a title="Google Books: The structure of scientific revolutions" href="http://books.google.com/books?id=9LDdUH8Szb8C&amp;dq=kuhn&amp;hl=pt-BR">livro do Kuhn</a>. Não exatamente o livro inteiro, mas uma parte significativa. Segundo essa parte significativa, as ciências sociais não são lá muito científicas &#8212; ou, pelo menos, ainda não amadureceram como ciências &#8212; porque as N escolas ainda disputam quem é que orienta a coisa.</p>
<p>Se a definição de Kuhn para <em>paradigma</em> é &#8220;aquilo que os membros de uma comunidade partilham&#8221;, é meio complicado falar sobre um paradigma nas comunicações porque ninguém partilha nada. Tem um trechinho interessante nessa parte significativa no qual o Kuhn (que era da física) conta sobre a experiência de passar um ano em um centro de estudos sociais, no final dos anos 50:</p>
<blockquote><p>Fiquei especialmente impressionado com o número e a extensão dos desacordos expressos existentes entre os cientistas sociais no que diz respeito à natureza dos métodos e problemas científicos legítimos.</p></blockquote>
<p>Pensando na ECA, minha filosofia geek sempre me diz: &#8220;Always<em> two</em> there are, a master and an apprentice&#8221; &#8212; de resto, são apenas brigas.</p>
<p>O problema é que o Kuhn (de novo o Kuhn) diz que os paradigmas são &#8220;as realizações científicas universalmente reconhecidas que, durante algum tempo, fornecem problemas e soluções modulares para uma comunidade de praticantes de uma ciência&#8221;.</p>
<p>Se eu estou no meio de uma pseudociência que não tem paradigmas porque ninguém se concorda muito, então eu não tenho nenhum guia de validade sobre o que eu estou fazendo.</p>
<p>Então&#8230; o que é que eu estou fazendo?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Notas de rodapé #1</title>
		<link>http://lhys.org/letrasmiudas/2009/04/25/notas-de-rodape-1/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Apr 2009 22:21:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[eca]]></category>
		<category><![CDATA[notas de rodapé]]></category>

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		<description><![CDATA[Desde que comecei a pesquisa do mestrado, no ano passado, pedaços de teses e dissertações entraram nas minhas pilhas de leitura. Dizem que é para ter algum cuidado com esses trabalhos que não foram publicados, mas 1) tem muito livro publicado cheio de abominações e 2) eu leio teses e dissertações da ECA, então prefiro [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Desde que comecei a pesquisa do mestrado, no ano passado, pedaços de teses e dissertações entraram nas minhas pilhas de leitura. Dizem que é para ter algum cuidado com esses trabalhos que não foram publicados, mas 1) tem muito livro publicado cheio de abominações e 2) eu leio teses e dissertações da ECA, então prefiro confiar na instituição que aceitou o meu projeto.</p>
<p>Fora isso, existem duas vantagens muito importantes nesse tipo de bibliografia. A primeira é que dá para encontrar trabalhos recentes, com coisas que estão em poucos (e novos) livros. A segunda é que teses e dissertações já fazem a coleção da bibliografia que você precisa ler, indicando autores e resumindo relações.</p>
<p>Mas uma coisa que eu sempre sinto falta é o <em>blurb</em> do autor. Acho que toda tese e toda dissertação deveria ter uma orelha com um resuminho sobre a pessoa &#8212; como acontece nos livros.</p>
<p>É claro que dá para dar uma olhadinha nos currículos Lattes, mas seria muito mais fácil se já estivesse ali, no mesmo volume. E eu também gosto da ideia de encontrar o <em>tom</em> da pessoa. Às vezes eu não quero saber em qual faculdade ela estudou &#8212; eu queria é saber quando foi. Eu queria saber se a pessoa é de esquerda, se é de direita ou se simplesmente não liga para nada disso.</p>
<p>No fim, eu acabo olhando a lista de agradecimentos e a dedicatória. Tem os que agradecem &#8220;a Deus&#8221;, tem os que escrevem clichês, tem os que têm filhos, tem os que têm alunos&#8230;</p>
<p>Seria tão ruim tirar essa cor neutra (e não muito verdadeira) da produção acadêmica?</p>
<p>A propósito, fiz o meu (em 600 caracteres). E morro de vontade de usar.<span id="more-490"></span></p>
<blockquote><p><strong>Blurb</strong><br />
Luciana Silveira gosta de letras, gosta de números (principalmente os múltiplos de cinco) e, há alguns anos, conseguia desenhar retratos a lápis – mas, atualmente, se contenta em encontrar valor artístico em rabiscos e setas.</p>
<p>Resolveu estudar jornalismo pela USP e ficou por lá até 2005. No começo de 2007, voltou a fazer aulas na ECA – como aluna especial. A matrícula regular na pós-graduação veio no ano seguinte.</p>
<p>Nos dias úteis, lê sobre infografia. Nas horas vagas, assiste séries de ficção científica, se arrisca em puzzles de raciocínio e sente culpa por não estar lendo sobre infografia.</p></blockquote>
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		<title>Chamam de &#8220;zona de conforto&#8221; por um motivo</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 03:15:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[aula]]></category>
		<category><![CDATA[eca]]></category>

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		<description><![CDATA[USP, oito e alguma coisa da manhã. E de repente eu começo a achar que deveria fazer um bookmark do site do Sintusp para não ser pega desprevinida nessas ocasiões. Paralisação. Tudo bem&#8230; Três livros (meio pesados, aliás) que eu não posso devolver. Eu já disse que preciso de um armário na USP? Preciso. Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>USP, oito e alguma coisa da manhã. E de repente eu começo a achar que deveria fazer um bookmark do <a title="Sintusp" href="http://www.sintusp.org.br/">site do Sintusp</a> para não ser pega desprevinida nessas ocasiões. <span id="more-477"></span></p>
<p>Paralisação. Tudo bem&#8230;</p>
<p>Três livros (meio pesados, aliás) que eu não posso devolver. Eu já disse que preciso de um armário na USP? Preciso. Um dos livros, o do Tufte, não cabia na minha bolsa. E tem dustjacket branca. E eu precisava carregar esse livro até o prédio do <a title="Destak" href="http://www.destakjornal.com.br/">Destak</a>. Eu já disse que o prédio do Destak é na Faria Lima e eu ainda ia pegar o trem?</p>
<p>Mas tudo bem, tudo bem. Tirei duas cópias no xerox da ECA e pedi um saquinho. Sempre me dão aquele saco meio tosco de comprar legumes no supermercado &#8212; hoje me deram um plástico super decente. Assim, super decente para colocar papel &#8212; ele era meio apertado para o livro. Aquele livro que não cabia na bolsa, sabe?</p>
<p>Bom, depois de espremer o livro no saquinho (é tipo colocar uma meia-calça pequena demais para você) e almoçar&#8230; vamos para aquela portaria de pedestres da USP para quem quer pegar trem. Eu já falei que não tinha circular?</p>
<p>São uns 1,6 km da ECA até a portaria, indo pela raia. Aí você precisa atravessar duas ruas &#8212; o acesso da ponte à marginal e o acesso da marginal para o bairro. Tudo bem não ter um semáforo de pedestres, mas podia ter uma lombada. Sinceramente&#8230;</p>
<p>São uns 450 metros até a estação Cidade Universitária. Aí meu lado mais jeca desperta. Cruzar a ponte Cidade Universitária a pé é&#8230; <em>overwhelming</em>. E não digo isso no bom sentido, digo isso no sentido mais literal. <em>Over-whelm-ing</em>. Tem o cheiro do rio. Tem os carros passando do seu lado e embaixo de você. E, quando passam caminhões, o chão dá uma tremidinha. Aí tem um rio nojento passando ali embaixo. <em>Overwhelming</em>.</p>
<p>Mas&#8230; que fantástico! Minha sugestão mental de acesso direto da ponte à estação foi realizada! Não sei bem quando isso aconteceu, porque fazia basicamente um ano que eu não ia para lá. Mas, olha só. Minha nova sugestão mental é um acesso direto da ponte à Cidade Universitária.</p>
<p>Bom, CPTM. Quem conhece o trem que faz a linha de Francisco Morato pode te explicar que o trem da marginal Pinheiros é praticamente incrível. De verdade. Uma, duas, três estações. Cidade Jardim.</p>
<p>Da estação Cidade Jardim até o prédio do Destak, dava uns 700 metros. Garoa fina, guarda-chuva protegendo o livro do Tufte embalado no saquinho plástico, tudo vai dar certo.</p>
<p>Cheguei super cedo. Super cedo. Entrei no prédio torcendo por um lugar para esperar (tem um sofá!). Explico para o segurança da portaria que tenho uma reunião, mas só daqui a uns 40 minutos (eu já disse que cheguei cedo?). Ele deixa eu sentar no sofá, mas pede para eu &#8220;não chegar cedo da próxima vez&#8221;. Gente, que tipo de porteiro aconselha uma pessoa a não chegar cedo? Whatever, pelo menos tem um sofá.</p>
<p>A Liuca chega e eu não preciso mais ficar esperando no sofá, porque aparentemente isso irrita muito o porteiro. Dá mais uma meia-hora e, quando eu estava achando que ninguém ia aparecer&#8230; bom, começa a reunião. Que será resumida aqui como &#8220;bla-bla-bla&#8221; porque eu ainda não tive tempo ou vontade de transcrever as informações.</p>
<p>Então&#8230; &#8220;bla-bla-bla&#8221;.</p>
<p>Vamos começar a somar o caminho inverso, então (estávamos em 2,75 km). A chuva aperta um pouco (e eu ali, protegendo o livro do Tufte, por culpa da biblioteca) nos 700 metros até a estação Cidade Jardim (3,45 km). Trem. Estação, estação, estação Cidade Universitária. Ponte, 450 metros (3,9 km). Aí atravessar a rua. Quase ser atropelada.</p>
<p>USP, finalmente. Em situações normais, acho que ia rolar uma daquelas experiências religiosas de ir para o chão e adorar a direção do Relógio. Sério, o relógio é o equivalente ao grande ícone religioso da USP. Maaaas hoje não tem experiência religiosa com o Relógio porque eu ainda estou no lugarzinho mais remoto da USP e eu já disse que não tem Circular? Pois é&#8230;</p>
<p>No ponto de ônibus perto da portaria de pedestres, uma pessoa mais perdida do mundo me pergunta como chegar ao &#8220;ponto final do Circular&#8221;. Aquele da portaria 3? Olha, é longe&#8230; e é uma subida. E não tem Circular. Tem um mapa da USP no ponto de ônibus. &#8220;Você está aqui&#8230; e o ponto final é&#8230; bom, é nessa parte que está rasgada&#8221;. Enfim.</p>
<p>A pessoa mais perdida do mundo fica lá no ponto, contemplando suas opções. Eu resolvo andar mais um pouco, até a Faculdade de Educação, que é o ponto mais perto onde passa o fretado.</p>
<p>Só que eu chego na Educação e percebo que falta quase uma hora até o fretado. Então eu ando mais um pouco e mais um pouco e mais um pouco&#8230; até a ECA, de novo. Nesse caminho, dá 1,9 km &#8212; e chegamos, enfim, à marca de 5,8 km percorridos a pé, carregando três livros (além das minhas coisas normais) e equilibrando um guarda-chuva.</p>
<p><em>Highlight of my day?</em> Croissant de chocolate no Sweden.</p>
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