Ano passado, eu resolvi dar uma melhorada no meu comportamento televisivo. Cortei várias coisas questionáveis (sim, estou falando de One Tree Hill) e uma dose pesada de séries de mulherzinha (adeus, Grey’s Anatomy!). Para completar, algumas das minhas séries preferidas foram canceladas (snif, T:TSCC).

Por conta dessa limpeza (voluntária e involuntária), estou meio que sem coisas para cortar neste ano. E as coisas meio que pioraram, porque a minha busca por metadona me levou a guilty pleasures (olá, 10 Things I Hate About You). Sem contar que as previsões iniciais parecem indicar mais renovações do que cancelamentos no meu grid particular. As minhas chances de detox estão em algumas séries mais ou menos estabelecidas (oi, House) que eu meio que não estou seguindo muito fielmente.

Mas vamos lá…

TV Relapse 2010

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Umas duas semanas depois de adotar a Mia, eu brincava com ela usando uma bolinha de papel amarrada em um pedaço de lã. Eu puxava a lã bem devagar, a bolinha se arrastava pelo chão e a Mia ia atrás. Só que ela não ia simplesmente atrás — ela encostava a barriga no chão e ia preparando o bote. Aí a gente tirava altos sarros sobre “Mia, a grande caçadora“. Da bolinha de papel.

Ontem a Mia caçou o primeiro passarinho dela. continue lendo »

Eu sinto um pouco de angústia com viagens no tempo. Assim, viagens no tempo da ficção mesmo. Já que o tempo não é uma linha contínua, eu imagino tudo simultâneo. E aí eu imagino o Marty McFly preso em loops neste exato momento. Para sempre.

Fazia menos de uma semana desde que a minha irmã e eu tínhamos ganhado nossa primeira Barbie (isso foi há muitos e muitos anos). Aí a minha irmã estava penteando o cabelo da Barbie dela com toda aquela delicadeza e arrancou a cabeça da boneca. Tragédia.

Se você nunca teve uma Barbie ou nunca teve o desprazer de arrancar a cabeça de uma, deixa eu explicar: tem uma pecinha de plástico que se acomoda metade dentro do pescoço da Barbie, metade dentro da cabeça. Aí a cabeça fica no lugar certo e tem alguma mobilidade.

Bom, a minha irmã arrancou a cabeça da Barbie, mas não tinha feito nenhum estrago devastador no pescoço. A pecinha de plástico estava presa nele (e não ficou perdida dentro da cabeça). Na hora, vem aquele “Paaaai, a cabeça da Barbie saiiiiu“. Meu pai, cheio de boas intenções, tentou recolocar aquilo no lugar… e quebrou o pescoço da Barbie. Na hora, a minha irmã liberou aquele “O pai quebrou a cabeça da Barbie!!!!“. Tadinho. Tadinha. Minha irmã ficou com uma Barbie baixinha e sem pescoço até ganhar uma nova (o jeito era entuchar o pescoço da boneca dentro da cabeça, sem a pecinha de ligação).

Eu lembrei dessa história porque acabei de ver uma foto de alguma coisa em forma de coelho (não pergunte o que era, eu me distraí em seguida). A foto do objeto esquecido em forma de coelho me fez lembrar que eu tinha uma tesoura em forma de coelho. Era obviamente uma tesoura infantil, de ponta redonda, de plástico. E a parte que corta formava as orelhas do coelho. E eu gostava daquela tesoura. continue lendo »

Em algum momento de 2009, John & Edward fizeram um karaokê de “As long as you love me” nos testes do “X Factor”. O veredicto do Simon foi “Not very good and particularly annoying”, mas Cheryl, Dannii e Louis votaram a favor dos dois. Eles são gêmeos idênticos, eles entraram no palco gritando “Glasgow, how you feelin’ tonight?”, eles sentiram a necessidade de se apresentar começando com “We’re twins”. De algum jeito, eles ficaram entre os 12 finalistas. De algum jeito, eles terminaram na sexta posição.

Isso foi lá pelo meio de novembro do ano passado. Em situações normais, o prazo de validade deles já teria passado faz tempo. Alguém aí se lembra do Lloyd Daniels (eliminado na semana seguinte)? Pois é.

Só que Jedward não passou. continue lendo »

Na semana passada, a Mia completou dois meses de residência aqui em casa. Quando eu disse isso, minha mãe perguntou “Só???”. Isso porque em apenas dois meses a Mia precisou ser levada ao veterinário umas 4 ou 5 vezes e meio que bagunçou a vida do mundo. continue lendo »