(Uma coisa antes de começar a ler: tente erguer um braço e deixá-lo para cima, esticado, até eu dizer “chega”.)

Nem preciso falar que a Mia ocupa uma boa parte da minha lista de preocupações desde que a adotamos, em novembro passado. Agora, com uns 6 meses de vida, a Mia começa a dar sinais de adolescência (estamos agendando a castração).

Uma das coisas “novas” da Mia é que agora ela quer sair da casa. Nós não deixamos, porque é perigoso. Lugar de gatinha é dentro de casa, sinceramente. Eu sei, eu sei. Gatos já nasceram livres. Mas gatos livres são atropelados, perseguidos por cachorros, envenenados e vítimas de outras maldades.

Como é obviamente muito difícil explicar essas coisas para a Mia (nós bem que tentamos, mas ela é uma gatinha!), nós simplesmentes deixamos a porta da frente e a janelinha que dá para a garagem fechadas. Aí, de vez em quando, quando ela surta e mia triste para a janela, nós pegamos ela no colo e levamos para a garagem, onde ela faz questão de cheirar tudo o que o narizinho dela consegue alcançar. Se der sorte, tem algum passarinho na calçada ou na árvore ou nos fios de eletricidade.

Para tentar melhorar a qualidade de vida da Mia (e a nossa também), estamos pensando em comprar uma coleirinha (tem que ser peitoral ou coletinho, porque gatos se livram de coleiras de pescoço — nem que morram tentando!). Então eu estava inocentemente procurando vídeos e artigos sobre gatos que andam de coleira e encontrei crianças andando de coleira. Na Amazon, por exemplo, há vários modelos (alguns que disfarçam com mochilinhas e bichinhos de pelúcia).

Alguns tipos de "kid harness" vendidos na Amazon

Confesso que primeiro eu fiquei meio desconfiada. Eu entendo que isso não seja nada novo, mas eu nunca vi uma mãe levando o filho passear de coleira (ok, não é bem coleira. é mais um peitoral. mas vou chamar de coleira).

E, como várias pessoas apontaram, não seria melhor se você conseguir manter o seu filho por perto porque ele é educada, e não porque está amarrado? Sim, claro. Mas isso é realmente seguro? Quando você dá a mão para uma criança, você não está garantindo que ela fique perto e segura?

Aí, pensando melhor… sei lá, comecei a ver algumas vantagens na coleira:

  • Lembra aquilo que eu pedi no começo deste post? Então: “CHEGA”. Pode abaixar o braço. Agora pensa na criança que passeia segurando a mão de um adulto. Pois é. Cansa. É desconfortável.
  • A criança, na verdade, tem mais liberdade. Ela tem pelo menos um metro e meio (ou alguma coisa assim) de espaço, em vez de ficar colada à sua perna.
  • O adulto consegue segurar a guia de um jeito muito mais seguro. É muito mais fácil deixarescorregar uma mãozinha gordinha (e suada) do que uma tira que você enrola no punho.
  • Imagina que você também precisa carregar outra criança. Ou um saco de compras. Gente, essa coleira é tudo!

Então eu prometo não ficar chocada se encontrar alguém passeando com o filho na coleira. Desde que a pessoa não esteja fazendo isto aqui:


 

Mais uma vez, isto aqui está virando o meu blog “vida com a Leda”. Mas a minha irmã está mais ou menos de férias, então suck it up.

Estava ontem vendo o finzinho do Oscar (mais ou menos na hora em que a Sandra Bullock fazia o discurso dela) e a Leda estava na sala. Aí a Kathryn Bigelow foi agradecer o prêmio de melhor direção e eu comentei “ah, ela é a ex-esposa do James Cameron” (uma das muitas, aliás). Porque essa era afinal a informação mais falada da disputa.

Felizmente, minha irmã não teve aquele momento “ié!” sobre a mulher ganhar em cima do ex-marido-mais-famoso (aparentemente, eles continuaram amigos e tal, então ninguém estava descontando nada ontem). Só que aí eu mostrei a foto do James Cameron com a quinta e atual esposa, a Suzy Amis. E a reação da Leda foi “Ele trocou a diretora por ela? Mas ela é velha!”.

Ela é mais velha que ele que é mais velho que ela (foto roubada tão descaradamente que eu nem lembro qual era o site original)

Ela é mais velha que ele que é mais velho que ela
(foto roubada tão descaradamente que eu nem lembro qual era o site original)

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Ontem minha irmã meio que forçou a minha mãe a assistir “Slumdog Millionaire”. Eu já tinha visto no ano passado, mas acabei ficando no sofá por pura inércia. E porque estava um pouco preocupada com a reação da minha mãe (que anda reclamando que eu só assisto “porcaria” — embora a única coisa que ela realmente não goste entre tudo o que eu assisto seja “American Idol”). Sei lá, é Danny Boyle. Tem a cena übernojenta, tem aquela outra dos olhos… sei lá, não é o tipo de coisa que ela gosta muito de ver.

Por outro lado, o filme é todo mágico (nas partes que não são deprimentes). E, pelo menos no ano passado, eu achei que o filme era do tipo happy ending. E ainda tem aquele momento feliz de “Jai Ho” (que é particularmente mais feliz sem a Nicole Scherzinger) e você esquece total das favelas.

O filme termina, minha irmã pergunta o que a minha mãe achou e minha mãe diz que “ainda bem que dá tudo certo no final”. Aí (eu sei que eu falei do happy ending, mas era um teste) eu perguntei “Mas ninguém liga que o irmão do Jamal morre no final???”. Bom, ninguém ligou.

E, se a minha irmã não liga, ninguém liga.

Depois de dois semestres de Gaeilge na FFLCH, não rolou módulo 3 neste ano. Então estou usando aquele livro que comprei em 2008 e outro dia até escrevi a minha linda redação do tipo “Minha família” (que incluía a frase “Is fisiteirípí í”).

Aí, já que não terei mais aula de Gaeilge, acabei me inscrevendo para o primeiro módulo de Língua e Cultura Galegas, também na FFLCH. Não me pergunte. Eu estava até lendo a página da Wikipedia em galego sobre a língua galega e a única conclusão que eu tive até agora é “parece português, mas com um monte de X” (sério, “fonema farínxeo fricativo xordo“?). continue lendo »

Realizei meu sonho de pós-infância de comentar American Idol em qualquer lugar. No caso, foi no Goma de Mascar. Ah, sim, tem gif animado.

Semana dos bixos e meio que ninguém planejava ter aulas. O CJE estava ridiculamente vazio nas noites da segunda e da terça-feira (e sem porteiro/vigilante) e eu estava lá. Foi dada a largada para a quarta temporada de “oi, eu sou a estagiária PAE de Jornal do Campus”.