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	<title>Letras Miúdas &#187; contos de fadas</title>
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	<description>Letras pequenas, surtos intermináveis</description>
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		<title>&#8220;Da Fera à Loira&#8221;, Marina Warner</title>
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		<pubDate>Thu, 14 Feb 2008 15:38:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[contos de fadas]]></category>

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		<description><![CDATA[A promessa do livro é fazer uma análise sobre as influências trocadas entre sociedade e contos de fadas, destacando o papel feminino (como personagem e como contadora de histórias). A idéia é boa, e aposto que a Warner passou anos e anos pesquisando. Mas fica claro demais que ela passou anos e anos e anos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2008/02/daferaaloira.jpg" alt="Da Fera à Loira, Marina Warner" style="border: 1px solid #000000; margin: 0pt 10px 5px 0pt" align="left" />A promessa do livro é fazer uma análise sobre as influências trocadas entre sociedade e contos de fadas, destacando o papel feminino (como personagem e como contadora de histórias). A idéia é boa, e aposto que a Warner passou anos e anos pesquisando. Mas fica claro demais que ela passou anos e anos e anos pesquisando. São umas 47 páginas só de notas!</p>
<p>É claro, os comentários sobre Cinderellas e Rapunzéis são legais. Na hora que você percebe que todas essas histórias tinham tantas versões diferentes para cada lugar – e que eu só consigo pensar na versão Disney da coisa (adorava meu jogo de carimbos da Cinderella da Disney, com os ratinhos fofos e a carruagem-abóbora)&#8230; Bom, vocês entendem. Mas, sinceramente, eu queria uma versão (mais) pop deste livro!</p>
<p>Fora isso, é hora do momento &#8220;tudo sempre é sobre mim&#8221;. Ou tem a ver comigo. Ou pode ser aplicado a mim.</p>
<p>Na  terça-feira, a Marcela me explicou que os trabalhos podem não ser legais agora, mas a gente precisas fazer tudo porque é só assim que se chega a uma situação melhor mais pra frente. O que faz sentido pelo que a gente ouve e conhece. Primeiro emprego sempre paga menos, depois os salários (em teoria) aumentam. Nos primeiros empregos, você é mandado por todo mundo – mas, eventualmente, começa a escalar a cadeia alimentar profissional. Acho que todo mundo concorda que isso faz muito sentido.</p>
<p>Mas ninguém se incomoda que a lógica da coisa é &#8220;Trabalhar mais para trabalhar menos&#8221;?</p>
<p>Simplificando muito, os contos de fadas trabalham com duas &#8220;morais da história&#8221;: 1) quem faz coisas erradas é punido (nas versões mais antigas e cruéis) e 2) quem sofre será recompensado. Eu sou super a favor de karma, acho que pessoas boas devem ter boas surpresas e pessoas ruins merecem mesmo voltar como mosca (se bem que eu sou a favor de karma, mas não ligo muito para reencarnação).</p>
<p>Mas parece que não basta simplesmente ser bom: é preciso passar por provações.  A Cinderella não é simplesmente uma moça bondosa – ela é também explorada pela madrastá má. O príncipe não pode salvar a Bela Adormecida antes de cruzar espinhos e derrotar monstros. E a Pequena Sereia&#8230; bom, a Pequena Sereia sofre, sofre, sofre e ainda por cima morre (não na versão fofa da Disney, é claro).</p>
<p>Alguém mais liga pra isso?</p>
<p><em>Demorei uns 3 meses para terminar, interrompendo no meio para ler outros 3 livros mais curtos. Comecei a ler&#8230; tá, não sei bem qual foi o motivo. Acho que meu semestre na aula de <a href="http://sistemas1.usp.br:8080/fenixweb/fexDisciplina?sgldis=CJE5996" title="Mídias e Estigmas Sociais">Estigmas</a> teve alguma coisa a ver com isso.</em></p>
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