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	<title>Letras Miúdas &#187; epifania</title>
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	<description>Letras pequenas, surtos intermináveis</description>
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		<title>Pac chart</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Apr 2009 02:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[eca]]></category>
		<category><![CDATA[epifania]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois de dias caçando reproduções de gráficos antigos &#8212; e depois de um dia longo demais andando 5.8km com uma bolsa cheia de livros&#8230; &#8211;, estou considerando encaixar isso no meu mestrado. (Roubado do blog do Gustavo.)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-474" title="pacman" src="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2009/04/pacman.jpg" alt="pacman" width="450" height="286" /></p>
<p>Depois de dias caçando reproduções de gráficos antigos &#8212; e depois de um dia longo demais andando 5.8km com uma bolsa cheia de livros&#8230; &#8211;, estou considerando encaixar isso no meu mestrado.</p>
<p>(Roubado do <a title="Missing Punchline: Ciência pura" href="http://missingpunchline.wordpress.com/2009/04/23/ciencia-pura/">blog do Gustavo</a>.)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>We are the true believers</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 14:42:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Pollyanna]]></category>
		<category><![CDATA[epifania]]></category>
		<category><![CDATA[idéias brilhantes]]></category>
		<category><![CDATA[Joss Whedon]]></category>

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		<description><![CDATA[Uns anos atrás eu fiquei toda emocionada com o discurso do Joss Whedon no Equality Now. Agora caiu no YouTube um trecho do discurso da última sexta-feira em Harvard, com o Whedon recebendo o Outstanding Lifetime Achievement Award in Cultural Humanism. No discurso, o Joss divide suas boas ideias como o &#8220;So You Think You [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uns anos atrás eu fiquei toda emocionada com o discurso do <a title="YouTube: Joss Whedon's Equality Now speech" href="http://www.youtube.com/watch?v=cYaczoJMRhs">Joss Whedon no Equality Now</a>. Agora caiu no YouTube um trecho do discurso da última sexta-feira em Harvard, com o Whedon recebendo o <a title="Harvard Humanist: 2009 Cultural Humanism Awardee: Joss Whedon! " href="http://www.harvardhumanist.org/news/2009/02/09/joss-whedon-2009-cultural-humanism-award-winner">Outstanding Lifetime Achievement Award in Cultural Humanism</a>.</p>
<p>No discurso, o Joss divide suas boas ideias como o &#8220;So You Think You Can <em>Pope</em>&#8221; ou porque a Terra Santa deveria ser mudada para a Jamaica.</p>
<p><object width="425" height="344" data="http://www.youtube.com/v/dTY8-XPhTzQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/dTY8-XPhTzQ&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
<p>No final, um pouco sobre o nosso problema não ser a fé.</p>
<blockquote><p>The enemy of humanism is not faith. The enemy of humanism is hate, is fear, is ignorance, is the darker part of man that is in every humanist, every person in the world. That is the thing we have to fight. Faith is something we have to embrace. Faith in God means believing, absolutely, in something with no proof whatsoever. Faith in humanity means believing, absolutely, in something with a huge amount of proof to the contrary. We are the true believers.</p></blockquote>
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		<title>Como eu voltei a ler ficção</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 18:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[epifania]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrei a Marcela na quinta-feira. No fretado, claro. Depois de pedir desculpas por ter esquecido o aniversário dela, reparei que ela estava com um livro sobre algum estudo sobre adolescentes (acho que era o &#8220;Teenagers: A Natural History&#8221;, mas não tenho certeza). Eu estava com o &#8220;The Power of News&#8221;, do Schudson. E aí surgiu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrei a Marcela na quinta-feira. No fretado, claro. Depois de pedir desculpas por ter esquecido o aniversário dela, reparei que ela estava com um livro sobre algum estudo sobre adolescentes (acho que era o &#8220;Teenagers: A Natural History&#8221;, mas não tenho certeza). Eu estava com o &#8220;The Power of News&#8221;, do Schudson. E aí surgiu aquele comentário sobre como a gente mal consegue dar conta do que a gente precisa ler.</p>
<p>Aí na sexta-feira, sem fretado, telefonam aqui em casa. Alguém da biblioteca avisando que o meu livro tinha chegado, e que era para eu ir buscar. Ok. Qual livro mesmo?</p>
<p>A coisa é que o site da biblioteca tem um formulário para sugerir títulos. E em algum momento dos últimos seis meses (realmente não me lembro), preenchi o tal formulário. Depois de umas duas horas pensando nisso, decidi que deveria ser o <a title="Record: Uma Coisa de Nada" href="http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=17253">&#8220;Uma Coisa de Nada&#8221;</a>, do Mark Haddon (478 páginas, letras grandes, interessante, revisão <span style="text-decoration: line-through;">questionável</span> lastimável, um dia e meio). E, sim, eu acertei. O que talvez signifique que eu não tenha perdido completamente as minhas&#8230; ahn&#8230; <em>faculdades mentais</em>.</p>
<p>É claro que, 478 páginas depois, a minha fila de leitura inclui um trecho do livro do Kuhn e aquele livro de neurociências para pessoas que não entendem absolutamente nada sobre neurociências. Mas acho que compensa parar por um dia e meio para encontrar um trecho como este:</p>
<blockquote><p>&#8220;Ocorreu-lhe que havia duas partes para ser uma pessoa melhor. Uma parte era pensar nas outras pessoas. A outra parte era não dar a mínima para o que as outras pessoas pensavam.&#8221;</p></blockquote>
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		<title>Confissão #22</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Feb 2009 14:48:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[confessionário]]></category>
		<category><![CDATA[epifania]]></category>
		<category><![CDATA[idéias brilhantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu tento ser cínica quando vejo propaganda na TV (o que é um pouco contraditório com a minha fascinação por informerciais e canais de compras, principalmente quando estou sozinha em casa) desde que minha mãe comprou Cremutcho no começo dos anos 90 e nós decidimos que era preferível comer sabão. Mas eu comprei uma Colgate [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tento ser cínica quando vejo propaganda na TV (o que é um pouco contraditório com a minha fascinação por informerciais e canais de compras, principalmente quando estou sozinha em casa) desde que minha mãe comprou <a title="YouTube: Compra Cremutcho!" href="http://www.youtube.com/watch?v=GmHvhkwhvi4">Cremutcho</a> no começo dos anos 90 e nós decidimos que era preferível comer sabão.</p>
<p>Mas eu comprei uma <a title="Colgate 360º" href="http://www.colgate.com.br/app/Colgate360/BR/HomePage.cvsp">Colgate 360º</a> na semana passada e confesso que <em>estou passada</em>. A que eu comprei é a Deep Clean (que por algum motivo não está no site brasileiro da Colgate, mas está <a title="Colgate 360º Deep Clean" href="http://www.colgate.com/app/Colgate360/US/EN/Products/Deep-Clean.cvsp">aqui</a>). É absolutamente fugly e meio cara (não que seja uma facada muito profunda, mas dava pra comprar umas quatro escovas mais tosquinhas), mas eu nunca fiquei tão emocionada com uma escova de dentes.</p>
<p>A questão é que a escova promete que vai limpar melhor entre os dentes, e isso é super adequado para a minha filosofia de &#8220;eu não tenho paciência para passar fio dental mais do que uma vez por dia. E sabe quando você passa o fio dental depois de escovar os dentes e ainda encontra aquelas sujeirinhas nojentas? Elas praticamente somem com a Deep Clean.</p>
<p>Srsly. <em>Estou passada com uma escova de dentes.</em></p>
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		<title>Repetições</title>
		<link>http://lhys.org/letrasmiudas/2008/05/29/repeticoes/</link>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 02:43:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ego]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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		<category><![CDATA[revival]]></category>

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		<description><![CDATA[Achei em um ex-blog de 2004: É claro que nada disso é compatível com Jornalismo, mas Jornalismo e eu conversamos e decidimos que realmente o melhor é que cada um siga o seu caminho. Uma separação gradual (se arrastando até o meio do ano que vem) e amigável, sem ressentimentos. Por uma, Jornalismo não tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei em um ex-blog de 2004:</p>
<blockquote><p>É claro que nada disso é compatível com Jornalismo, mas Jornalismo e eu conversamos e decidimos que realmente o melhor é que cada um siga o seu caminho. Uma separação gradual (se arrastando até o meio do ano que vem) e amigável, sem ressentimentos. Por uma, Jornalismo não tem 10 milhões de dólares. E nem preciso da segunda.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		<title>Os biellenses, gente dura</title>
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		<pubDate>Thu, 21 Feb 2008 01:49:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[boas intenções]]></category>
		<category><![CDATA[epifania]]></category>

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		<description><![CDATA[(fábula italiana, versão do Calvino) Certo dia, um camponês descia para Biella. O tempo estava tão feio que quase não dava para andar pela estrada. Mas o camponês tinha um compromisso importante e continuava a caminhar de cabeça baixa, enfrentando a chuva e a tempestade. Encontrou um velho que lhe disse: – Bom dia! Aonde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(fábula italiana, versão do Calvino)</em></p>
<blockquote><p>Certo dia, um camponês descia para Biella. O tempo estava tão feio que quase não dava para andar pela estrada. Mas o camponês tinha um compromisso importante e continuava a caminhar de cabeça baixa, enfrentando a chuva e a tempestade.</p>
<p>Encontrou um velho que lhe disse:</p>
<p>– Bom dia! Aonde vai, bom homem, com tanta pressa?</p>
<p>– Para Biella – disse o camponês sem se deter.</p>
<p>– Poderia dizer ao menos: &#8220;se Deus quiser&#8221;.</p>
<p>O camponês parou, encarou o velho e contestou:</p>
<p>– Se Deus quiser, vou para Biella; e, se Deus não quiser, vou do mesmo jeito.</p>
<p>Ora, aconteceu que aquele velho era o Senhor.</p>
<p>– Então, você irá para Biella dentro de sete anos – disse-lhe. – Nesse ínterim, dê um mergulho naquele pântano e fique lá por sete anos.</p>
<p>E o camponês se transformou em rã de um só golpe, deu um salto e sumiu no pântano.</p>
<p>Passaram-se sete anos. O camponês saiu do pântano, virou homem, enfiou o chapéu na cabeça e retomou a estrada para o mercado.</p>
<p>Após alguns passos, eis de novo aquele velho.</p>
<p>– Aonde é que vai, bom homem?</p>
<p>– Para Biella.</p>
<p>– Poderia dizer: &#8220;se Deus quiser&#8221;.</p>
<p>– Se Deus quiser, melhor; caso contrário, já conheço as regras, e posso ir sozinho para o pântano.</p>
<p>E não houve jeito de arrancar nem mais uma palavra dele.</p></blockquote>
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		<title>Italo Calvino me entende</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Feb 2008 05:36:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ego]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[epifania]]></category>

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		<description><![CDATA[Não que eu entenda alguma coisa sobre ele. Mas comecei a ler &#8220;Fábulas Italianas&#8221; (é, estou em fase &#8220;contos populares&#8221;) hoje. Queria um livro com historinhas, porque o da Warner era muita análise com uns poucos resumos das histórias. Enfim, o livro do Calvino é uma compilação de histórias populares italianas, traduzidas (a partir de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não que eu entenda alguma coisa sobre ele.</p>
<p>Mas comecei a ler &#8220;Fábulas Italianas&#8221; (é, estou em fase &#8220;contos populares&#8221;) hoje. Queria um livro com historinhas, porque o da Warner era muita análise com uns poucos resumos das histórias. Enfim, o livro do Calvino é uma compilação de histórias populares italianas, traduzidas (a partir de dialetos) e retocadas por ele. Aí estava lendo a introdução (<em>quase</em> pulei!) e encontro este trecho:</p>
<blockquote><p>&#8230; Trabalhei em material já reunido, publico em livros e revistas especializadas ou disponível em manuscritos inéditos de museus e bibliotecas. <em>Não foi recolher pessoalmente as histórias no regaço das velhotas</em>; e não porque não existam mais na Itália &#8220;lugares de conservação&#8221;, mas porque, com todas aquelas coletas dos folcloristas, sobretudo do século XIX, já dispunha de uma grande massa de material no qual trabalhar, e tentativas de coleta original talvez não trouxessem resultados apreciáveispara os objetivos do meu livro. <em>E, além do mais, afinal de contas não é meu campo, é um trabalho que exige que se saiba fazê-lo, exige que se saiba ganhar a confiança do próximo, e eu já iniciaria com a prevenção de que as pessoas têm mais o que fazer do que me contar as fábulas.</em></p></blockquote>
<p>Porque eu ando pensando (e pensando e pensando e pensando) que 1) Jornalismo é uma área enorme que engloba diversas carreiras ligadas a informação; 2) Reportagem é uma das carreiras englobadas no Jornalismo, mas as duas palavras não são sinônimos; 3) Reportagem é um trabalho que se divide em duas partes: a primeira é a coleta de informação das fontes; a segunda é a transmissão dessa informação para o receptor.</p>
<p>Eu ando pensando nisso porque eu gosto muito de jornalismo, mas nem tanto de reportagem. E eu gosto muito mais da segunda parte da reportagem do que da primeira. Isso pode ser uma questão de poder (na minha cabeça, o dono da informação está sempre em posição privilegiada), pode ser um sintoma de eu gostar mais de ser ouvida do que de ouvir (e quem não gosta?). Não vou analisar muito disso agora.</p>
<p>A questão é que coletar informações &#8220;é um trabalho que exige que se saiba fazê-lo&#8221;. E eu até entendo a teoria, mas a prática me dá muita dor de cabeça. E um dos motivos da dor de cabeça é que &#8220;as pessoas têm mais o que fazer do que me contar&#8221; o que eu preciso ouvir delas.</p>
<p>É um pouco irônico. Na reportagem, <em>ouvir</em> é a atividade invasiva. Já <em>ser ouvido</em> é passivo, depende do interesse do possível receptor.</p>
<p><em>(Mais ou menos relacionado: o Gustavo apontou que eu vivo criando blogs, mas não insisto para que as pessoas entrem, leiam, comentem. Ele disse que os sites são &#8220;uma prova da vontade de se comunicar&#8221;, mas que eu não me comunico &#8220;de fato&#8221;. O motivo de eu não ficar convidando? &#8220;A noção de que eu posso achar que eu sou um tema de simpósio, mas as outras pessoas não precisam se interessar&#8221;. Isso foi na madrugada da terça-feira.)</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>A tradicional explicação (confusa)</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Feb 2008 02:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ego]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[eca]]></category>
		<category><![CDATA[epifania]]></category>

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		<description><![CDATA[Vestibulanda em 2000, bixete em 2001, ecana durante bons cinco anos, formanda em 2005, jornalista desde então. Estou pensando de novo e de novo nessa trajetória desde a semana passada. Desde que eu vi que hoje, dia da minha matrícula no mestrado da ECA, era também dia de matrícula dos novos bixos da USP. (Aliás, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vestibulanda em 2000, bixete em 2001, ecana durante bons cinco anos, formanda em 2005, jornalista desde então.</p>
<p>Estou pensando de novo e de novo nessa trajetória desde a semana passada. Desde que eu vi que hoje, dia da minha matrícula no mestrado da ECA, era também dia de matrícula dos novos bixos da USP. (Aliás, pensei tanto nisso que acabei indo cavar qual foi o dia da minha matrícula na graduação: 12 de fevereiro de 2001.)</p>
<p>Eu lembro demais do dia da minha matrícula. Lembro muito bem qual era a sensação: &#8220;o pior já passou&#8221;. Tudo ia dar certo, como se fosse uma lei da natureza. Inevitável.</p>
<p>É claro que, depois disso, foi aquele tradicional sobe-e-desce de dias de certeza e dias de arrependimento. Até a formatura, que foi as duas coisas ao mesmo tempo. E, para falar a verdade, os últimos meses andavam meio cheios de arrependimento. Porque existe o &#8220;Ganhar bem fazendo o que gosta&#8221;, existe o &#8220;Não gostar muito do trabalho, mas ganhar bem o suficiente para suportar&#8221;&#8230; e existe o &#8220;Aimeudeus, por que é que eu estou fazendo isso comigo mesma? Por quê???&#8221;, velho conhecido de todas as pessoas que deram o azar de caírem no meu MSN.</p>
<p>Mas eu tive uma verdadeira epifania. Daquelas que acontecem naquela hora em que você está morrendo de sono e um pouco incapaz de fazer sentido. Naquela hora em que você não pode mais mandar SMSs hiperempolgados, porque nem os seus melhores amigos precisam aturar essas coisas.</p>
<p>O resumo é que jornalismo não é uma droga. O resumo é que eu adoro jornalismo, mesmo que a carreira não ajude muito. Mesmo que eu não tenha uma carreira. Mesmo que eu não tenha planos.</p>
<p>A epifania é que eu não fiz a maior besteira da minha vida (até porque preciso dar valor a besteiras muito piores do que essa). Nem em 2001 e nem agora, em 2008. Vestibulanda em 2000, bixete em 2001, ecana até agora. E jornalista, sim, mas na minha própria definição da coisa.</p>
]]></content:encoded>
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