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	<title>Letras Miúdas &#187; filmes</title>
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	<description>Letras pequenas, surtos intermináveis</description>
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		<title>Tudo o que eu posso falar sobre os 5 minutos que eu vi do Oscar</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 20:03:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<category><![CDATA[caso perdido]]></category>
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		<category><![CDATA[Leda]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais uma vez, isto aqui está virando o meu blog &#8220;vida com a Leda&#8221;. Mas a minha irmã está mais ou menos de férias, então suck it up. Estava ontem vendo o finzinho do Oscar (mais ou menos na hora em que a Sandra Bullock fazia o discurso dela) e a Leda estava na sala. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Mais uma vez, isto aqui está virando o meu blog &#8220;vida com a Leda&#8221;. Mas a minha irmã está mais ou menos de férias, então suck it up.</em></p>
<p>Estava ontem vendo o finzinho do Oscar (mais ou menos na hora em que a Sandra Bullock fazia o discurso dela) e a Leda estava na sala. Aí a Kathryn Bigelow foi agradecer o prêmio de melhor direção e eu comentei &#8220;ah, ela é a ex-esposa do James Cameron&#8221; (uma das muitas, aliás). Porque essa era afinal a informação mais falada da disputa.</p>
<p>Felizmente, minha irmã não teve aquele momento &#8220;ié!&#8221; sobre a mulher ganhar em cima do ex-marido-mais-famoso (<a title="IMDb: Strange Days" href="http://www.imdb.com/title/tt0114558/" target="_blank">aparentemente</a>, eles continuaram amigos e tal, então ninguém estava descontando nada ontem). Só que aí eu mostrei a foto do James Cameron com a quinta e atual esposa, a Suzy Amis. E a reação da Leda foi &#8220;Ele trocou a diretora por ela? Mas ela é velha!&#8221;.</p>
<div id="attachment_800" class="wp-caption aligncenter" style="width: 505px"><img class="size-full wp-image-800 " title="Ela é mais velha que ele que é mais velho que ela (foto roubada tão descaradamente que eu nem lembro qual era o site original)" src="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2010/03/lm_bigelowcameronamis.jpg" alt="Ela é mais velha que ele que é mais velho que ela (foto roubada tão descaradamente que eu nem lembro qual era o site original)" width="495" height="340" /><p class="wp-caption-text">Ela é mais velha que ele que é mais velho que ela<br />(foto roubada tão descaradamente que eu nem lembro qual era o site original)</p></div>
<p><span id="more-799"></span><br />
Se alguém se importa, a Amis não é velha. Ela tem 48 – são 10 a menos que a Bigelow (58). E não deixe o cabelo de avó do James Cameron enganar você: ele tem 55.</p>
<p>Se alguém se importa, eu também acho que a Bigelow está muito mais bonita do que a Amis. E do que a Linda Hamilton, para falar a verdade.</p>
<p>Mas isso não importa aqui.</p>
<p>A questão é que a minha irmã imaginou que o James Cameron tivesse feito o <em>upgrade</em> do tipo &#8220;mais jovem e mais bonita&#8221;. Não pode ser &#8220;eu gosto mais dela&#8221; ou &#8220;nós combinamos&#8221; ou &#8220;essa mulher consegue suportar meu workaholismo&#8221;.</p>
<p>Sei lá. Achei triste.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Muita sensibilidade, pessoas!</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Mar 2010 21:47:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem minha irmã meio que forçou a minha mãe a assistir &#8220;Slumdog Millionaire&#8221;. Eu já tinha visto no ano passado, mas acabei ficando no sofá por pura inércia. E porque estava um pouco preocupada com a reação da minha mãe (que anda reclamando que eu só assisto &#8220;porcaria&#8221; &#8212; embora a única coisa que ela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ontem minha irmã meio que forçou a minha mãe a assistir &#8220;Slumdog Millionaire&#8221;. Eu já tinha visto no ano passado, mas acabei ficando no sofá por pura inércia. E porque estava um pouco preocupada com a reação da minha mãe (que anda reclamando que eu só assisto &#8220;porcaria&#8221; &#8212; embora a única coisa que ela realmente não goste entre tudo o que eu assisto seja <a title="Goma de Mascar: Jurados de “American Idol” pedem consistência, mas ficam devendo" href="http://gomademascar.virgula.uol.com.br/2010/03/04/jurados-de-american-idol-pedem-consistencia-mas-ficam-devendo/" target="_blank">&#8220;American Idol&#8221;</a>). Sei lá, é Danny Boyle. Tem a cena übernojenta, tem aquela outra dos olhos&#8230; sei lá, não é o tipo de coisa que ela gosta muito de ver.</p>
<p>Por outro lado, o filme é todo mágico (nas partes que não são deprimentes). E, pelo menos no ano passado, eu achei que o filme era do tipo <a title="Letras Miúdas: It is written" href="http://lhys.org/letrasmiudas/2009/01/16/it-is-written/" target="_self"><em>happy ending</em></a>. E ainda tem aquele momento feliz de &#8220;Jai Ho&#8221; (que é particularmente mais feliz sem a Nicole Scherzinger) e você esquece total das favelas.</p>
<p>O filme termina, minha irmã pergunta o que a minha mãe achou e minha mãe diz que &#8220;ainda bem que dá tudo certo no final&#8221;. Aí (eu sei que eu falei do <em>happy ending</em>, mas era um teste) eu perguntei &#8220;Mas ninguém liga que o irmão do Jamal morre no final???&#8221;. Bom, ninguém ligou.</p>
<p>E, se a minha irmã não liga, ninguém liga.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Enganando alguém como você</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 04:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de S. Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[meus 2 cents]]></category>
		<category><![CDATA[tv]]></category>

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		<description><![CDATA[No ano passado, eu reclamei (um pouco) sobre como uma notícia existe/cresce em dezembro só porque mais nada está acontecendo. Não que isso seja novidade &#8212; a São Silvestre, afinal, foi inventada para achar assunto para a Gazeta Esportiva (mas hoje em dia o Globo Esporte preenche espaço com a final do campeonato de várzea [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No ano passado, eu <a title="Letras Miúdas: O processo de reaquecimento da notícia" href="http://lhys.org/letrasmiudas/2008/12/29/o-processo-de-reaquecimento-da-noticia/" target="_blank">reclamei (um pouco)</a> sobre como uma notícia existe/cresce em dezembro só porque mais nada está acontecendo. Não que isso seja novidade &#8212; a São Silvestre, afinal, foi inventada para achar assunto para a Gazeta Esportiva (mas hoje em dia o Globo Esporte preenche espaço com a <a title="Globo Esporte: Longe do glamour dos profissionais, campeonato paulista de várzea é disputado com paixão" href="http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1173506-7824-LONGE+DO+GLAMOUR+DOS+PROFISSIONAIS+CAMPEONATO+PAULISTA+DE+VARZEA+E+DISPUTADO+COM+PAIXAO,00.html" target="_blank">final do campeonato de várzea</a> e o <a title="Globo Esporte: Enquanto espera um novo clube, Nei Paraíba joga no time dos casados" href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1430428-9825,00-ENQUANTO+ESPERA+UM+NOVO+CLUBE+NEI+PARAIBA+JOGA+NO+TIME+DOS+CASADOS.html" target="_blank">casamento do Nei Paraíba</a> &#8212; sim, meu pai vê TV antes do almoço).</p>
<p><em>Enfim.</em></p>
<p>Tem duas coisas que eu deveria acrescentar à reclamação original: 1) se algum dia na sua vida você quiser chamar a atenção da imprensa, tente esperar até dezembro; 2) <em>de vez em quando</em>, essa falta de assunto significa que rola espaço para uma matéria até que interessante.</p>
<p>Hoje (ou ontem, dependendo da hora que eu terminar de escrever), depois de <strike>acordar</strike> me arrastar da cama, fui fingir ler a Folha por meio segundo e acabei achando a reportagem da capa da Ilustrada: <a title="FSP: Caindo na real" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq3012200908.htm" target="_blank">Caindo na real</a>. Basicamente são cinco artigos escritos por especialistas comentando a distância entre realidade e as séries de TV (no caso: <em>House</em>, <em>Bones</em>, <em>Lie to Me</em>, <em>Sons of Anarchy</em>, <em>Capadócia</em>).<span id="more-698"></span> O coordenador do <a title="Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica" href="http://www.hcnet.usp.br/ipq/nufor/" target="_blank">Nufor</a>, Antonio de Pádua Serafim, escreveu o seguinte sobre <em>Bones</em>:</p>
<blockquote><p>A série <em>Bones</em> mostra a prática da análise cadavérica de uma maneira muito real. É como os países desenvolvidos conduzem os procedimentos. Mas força a mão em como soluciona o caso e chega ao suspeito. Parece até mágica.</p></blockquote>
<p>Na hora, lembrei deste quadrinho aqui, do <a title="PHD Comics: If TV Science was more like real Science" href="http://www.phdcomics.com/comics/archive.php?comicid=1156" target="_blank">PHD Comics</a>:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-699" title="If TV Science was more like real Science (PHD Comics)" src="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2009/12/lm_tvscience.png" alt="" width="495" height="450" /></p>
<p>E, em seguida, eu lembrei de uma <a title="Experience.com: Are TV Characters' Salaries Realistic?" href="http://www.experience.com/alumnus/article?channel_id=Entertainment&amp;source_page=additional_articles&amp;article_id=article_1156540335156" target="_blank">coluna relacionando o estilo de vida de personagens e o salário médio de suas profissões</a>:</p>
<blockquote><p>Carrie is a Prada-buying, cosmopolitan-drinking, Manolo Blahnik-collecting kind of girl. She eats out constantly, resides in a roomy one-bedroom Manhattan apartment, and never seems to think twice before slapping down her credit card for more designer duds.</p>
<p>Even her job – sex columnist for a New York City newspaper – is glamorous. But don&#8217;t let the <em>Sex and the City</em> writers fool you: Carrie&#8217;s annual columnist salary wouldn&#8217;t come close to affording her that luxurious lifestyle (trust me). According to Payscale.com, a New York City journalist with 10 years of experience earns a median annual salary of about $57,000.</p></blockquote>
<p>Resumindo bastante, temos duas situações aqui:</p>
<ol>
<li>Aspectos técnicos são desvirtuados para favorecer a narrativa (não dá para esperar semanas pelo resultado do toxicológico; não dá para perder todos os julgamentos&#8230;).</li>
<li>A não ser que a dificuldade financeira seja um <em>plot</em> a ser explorado, as limitações financeiras são esquecidas sem remorso porque personagem pobre é tão ruim quanto personagem feio.</li>
</ol>
<p>O objetivo dos lapsos de irrealidade, portanto, fazem parte da produção de um pacote que seja atraente e que não seja um tédio. <strong>Esse tipo de deslize incomoda quem tem um pé nessa área</strong>: advogados podem se irritar com séries de julgamento, médicos podem se incomodar com séries de hospital, <em>jornalistas hollywoodificados me incomodam muito mais do que um chef de cozinha fictício</em>.</p>
<p>O problema é que eu achei uma terceira situação: as <em>chick-flicks</em> deixaram de me enganar mesmo quando eu quero ser enganada. Mesmo que eu me prepare com sorvete e bolo e calda de chocolate. Ou seja:</p>
<ol start="3">
<li>Situações altamente <strike>improváveis</strike> impossíveis são inseridas na história para permitir um <em>happy ending</em>.</li>
</ol>
<p>Aceitando que os lapsos <strong>1</strong> e <strong>2</strong> incomodam quem tem alguma capacidade de <em>expert</em> no assunto, o que fazer quando estamos falando de <em>chick-flicks</em>, comédias românticas, filmes de mulherzinha &#8212; aqueles que insistem no &#8220;alguém como você&#8221;?</p>
<p>Aceitando que os lapsos <strong>1</strong> e <strong>2</strong> possam ser traduzidos como &#8220;a vida não funciona bem assim, mas vamos agilizar para encerrar a história neste episódio&#8221;, podemos traduzir a situação <strong>3</strong> como &#8220;a vida não funciona bem assim, mas vamos fingir um pouco para que as coisas deem certo no final&#8221;? E, se podemos, isso quer dizer que não existe <em>happy ending</em> para &#8220;alguém como você&#8221;?</p>
<p>Tem um terceiro ponto nessa história: dramas forenses se sustentam no voyerismo. Em todos vocês que gostam de ler sobre os crimes mais bizarros nos jornais. Você não é nem o serial-killer (espero), nem o agente do FBI, nem o médico legista. Só que a <em>chick-flick</em> se sustenta na identificação (o &#8220;alguém como você&#8221;).</p>
<p><strong>Sim, você está ouvindo isso de uma pessoa que aceita o paradoxo do tempo de </strong><em><strong>Terminator</strong></em><strong>. </strong>Porque <em>Terminator</em> se propõe como uma fantasia e é assim que eu o vejo. Mas chick-flicks são (de novo) uma coisa de &#8220;alguém como você&#8221;.</p>
<p>Por uma lógica similar à do <em>Terminator</em>, eu consigo ver Jane Austen (a propósito: acabo de assistir o <em>Sense &amp; Sensibility</em> da BBC sem a decepção da <em>chick-flick</em> que não me engana &#8212; o que indica que eu ainda não estou anestesiada pela exposição constante). É a Inglaterra do século XIX; é praticamente outro planeta.</p>
<p>Só que hoje eu acabei assistindo <a title="The Holiday" href="http://www.sonypictures.com/homevideo/theholiday/" target="_blank">aquele filme de mulherzinha</a> com a Kate Winslet e a Cameron Diaz e <em>deusdocéu aquele filme de mulherzinha não cumpriu a função dele</em>! Umas semanas atrás, estava assistindo <a title="Post Grad" href="http://www.foxsearchlight.com/postgrad/" target="_blank">aquele filme da Alexis Bledel</a> por causa do trailer (tinha uma cena sobre aparecer em entrevista de emprego e encontrar milhares de pessoas atrás da mesma vaga, e outra cena sobre não fazer a menor ideia de qual é a empresa onde você foi fazer a entrevista) mas comecei a sentir vergonha alheia por <strong>todos</strong> os envolvidos (<em>por quê, Jane Lynch? por quê?</em>).</p>
<p>Não dá para aceitar que o velhinho de 90 anos consiga largar o andador e saltitar sobre os degraus depois de uma semana de pseudo-fisioterapia-não-profissional-na-piscina. Não dá para acreditar na Kate Winslet (mesmo sendo a Kate Winslet) decidindo que dar o fora no Dr. Jakob Hood depois de três anos de obsessão &#8212; só porque ela assistiu uns filmes com mulheres fortes. É tipo quando a Ashlee Simpson disse que superou a anorexia porque a mãe dela levou a família para comer <a title="ashlee-star.com: Marie Claire - July 2006" href="http://www.gallery.ashlee-star.com/displayimage.php?pid=12487&amp;fullsize=1" target="_blank">churrasco com batata frita</a>.</p>
<p>Só que umas semanas atrás a Marcela me perguntou sobre &#8220;um filme que representa fielmente as mulheres, que mostre as mulheres como elas são, sem ser histéricas&#8221;. Nos exemplos dela estava a Bridget Jones. <em>Peeeeeraí, a Bridget Jones</em>?</p>
<p>Aí a Marcela defendeu a Bridget como uma mulher irresistível &#8220;mesmo sendo atrapalhada, gordinha, fazendo gafes&#8221;, ou <em>uma mulher como todas nós</em>. <em>Peeeeraí</em>. A própria Marcela não é atrapalhada, não é gordinha e não faz gafes. E, mais importante: não é uma caricatura. <strong>Por que se identificar com a Bridget Jones? <span style="font-weight: normal;"><strong>Será que mais pessoas estão se identificando com a Bridget Jones?</strong> (E, poxa vida, eu li/assisti a Bridget Jones!)</span></strong></p>
<p>A autora do artigo sobre os Manolo Blahnik impossíveis de uma jornalista escreveu: <em>não deixe que os roteiristas enganem você</em>. Mas <strong>eu quero ser enganada</strong>, de vez em quando (principalmente quando estou vendo TV). Por isso eu vou adaptar o conselho para um que eu considero mais útil: pode se enganar o quanto você quiser, mas esqueça isso assim que desligar a TV.</p>
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		<title>Confissão #28</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 17:59:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eu nunca tinha percebido que &#8220;Todos os homens do presidente&#8221; era uma referência a Humpty Dumpty. (Obrigada, Bougnoux.)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu nunca tinha percebido que &#8220;Todos os homens do presidente&#8221; era uma referência a Humpty Dumpty. (<em>Obrigada, Bougnoux.</em>)</p>
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		<title>10 coisas que eu odeio em T4</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 15:23:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualquer coisa]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu tinha alguma esperança com T4. Foi lá pela época em que T:TSCC tinha uma minúscula chance de ser renovada (o que obviamente não aconteceu). Por causa dessa esperança, eu senti alguma culpa por não ter ido ao cinema para assistir &#8220;Terminator Salvation&#8221; (mas a minha falta de amigos geograficamente práticos não é o assunto). [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tinha alguma esperança com T4. Foi lá pela época em que T:TSCC tinha uma minúscula chance de ser renovada (o que obviamente não aconteceu). Por causa dessa esperança, eu senti alguma culpa por não ter ido ao cinema para assistir &#8220;Terminator Salvation&#8221; (mas a minha falta de amigos geograficamente práticos não é o assunto). Aí ontem eu resolvi assistir o tal filme e fiquei muito feliz&#8230; por não ter ido ao cinema. Lá se foi uma hora e meia da minha vida que eu nunca vou recuperar, mas pelo menos o prejuízo não incluiu a (meia-)entrada, a fila, a pipoca e a tentativa de achar alguém que fosse ao cinema comigo (de novo: minha falta de amigos geograficamente práticos não é o assunto).</p>
<p>Antes de mais nada, duas coisas:</p>
<p>a) Eu não sou uma purista completamente mala. Eu assisto &#8220;Star Wars&#8221; na edição nova sem entrar em polêmica sobre o Han Solo ter atirado primeiro, e assisto a prelogia sem ficar reclamando do Jar Jar Binks ou das habilidades dramáticas de todos os intérpretes de Anakin Skywalker. Eu assisti &#8220;Terminator 3: Rise of the Machines&#8221;. Eu adorava &#8220;Terminator: The Sarah Connor Chronicles&#8221;. Resumindo: eu não vou discursar que nada vai ser melhor que &#8220;Terminator 2: Judgment Day&#8221;.</p>
<p>b) A partir deste momento, não vou me preocupar se você conseguiu demorar mais do que eu e ainda não viu T4. Vou falar do final do filme (que, surpreendentemente, eu não tinha ouvido até ontem) sem nenhuma culpa.</p>
<p>Se você ainda liga: <strong>as 10 coisas que eu odeio em T4:</strong><span id="more-651"></span></p>
<p>1) <em>O John Connor do Christian Bale</em> – como tantas outras pessoas, eu achei que o Bale seria uma coisa boa para T4. O Nick Stahl é meio limitado, e desisti da campanha pelo retorno do Edward Furlong porque <a title="MySpace: Edwardfurlongforever" href="http://viewmorepics.myspace.com/index.cfm?fuseaction=viewImage&amp;friendID=63372957&amp;albumID=629457&amp;imageID=381050" target="_blank">esta pessoa</a> não tem cara de salvador da humanidade. E, sei lá, o Christian Bale tem bagagem dramática e tal. Mas o resultado é que o John Connor é&#8230; dramático. E meio sem graça. Eu entendo que a vida está dura em 2018, mas nem um programa de rádio vai consertar aquela falta de carisma (o &#8220;future John&#8221; descrito pela Cameron era infinitamente mais interessante). Como líder, John Connor é o cara-que-está-lá-na-frente. Ele precisa responder aos <span style="text-decoration: line-through;">senadores</span>, digo, generais! Tanto trabalho da Sarah Connor jogado no lixo.</p>
<p>2) <em>Cadê a viagem no tempo que estava aqui?</em> – olhe bem para <a title="InformationIsBeautiful.net: Timelines – Time travel in popular film and tv" href="http://cache.gawker.com/assets/images/io9/2009/08/timetravel_960.gif" target="_blank">este gráfico maravilhoso</a> (aliás: encomendei ontem <a title="InformationIsBeautiful.net: The Visual Miscellaneum" href="http://www.informationisbeautiful.net/book/" target="_blank">este livro aqui</a>, que está em pré-venda). Achou &#8220;Terminator&#8221;? Achou T2? Achou T3? E, se você não souber, também tem timetravel em T:TSCC. Agora procure T4 nesse gráfico. Pois é, nada de viagem no tempo. E tudo bem que os robôs são o foco da fraquia (não é &#8220;Back to the Future&#8221;), mas viagem no tempo continua fazendo parte. No caso de Terminator, aliás, quanto maior o paradoxo, melhor. Mas talvez alguém tenha achado que viagens no tempo atrapalhariam toda a dramaticidade do filme. Afinal de contas, <span><span><a title="Twitter: @deniscp" href="http://twitter.com/deniscp/statuses/3595140380" target="_blank">timetraveling is fucking distracting</a>.</span></span></p>
<p><span><span>3) <em>A personalidade da </em></span></span><em>Kate Brewster</em> – reproduzo o comentário que ouvi do <a title="Twitter: @deniscp" href="http://www.twitter.com/deniscp" target="_blank">@deniscp</a> ontem: &#8220;<span><strong></strong><span>nunca pensei que diria isso, mas eu quero a Claire Danes de volta&#8221;</span></span>. A Kate Brewster já incomodava um pouco em T3, mas lamento dizer que Bryce Dallas Howard tem menos atitude que a Claire Danes. A Kate Brewster da Danes mandou um terminator para o passado/presente. Mandou no John Connor (Stahl) perdidaço. A Kate Brewster da Howard é uma grávida letárgica. A Sarah Connor ficaria decepcionadíssima com a nora. Mesmo que ela tenha sido a única mulher presa no abrigo.</p>
<p>4) <em>Senso de humor? Eu?</em> (outra do <a title="Twitter: @deniscp" href="http://www.twitter.com/deniscp" target="_blank">@deniscp</a>) – não me importa se não é uma comédia. Não é para ser comédia. Não precisa ser comédia. Não precisa de um alívio cômico óbvio e ineficiente como Jar Jar Binks. Mas o roteiro simplesmente não tem nenhuma graça. O que significa uma falta de <em>wit</em> nos personagens. De novo: eu entendo que 2018 seja uma droga, mas o mínimo de sarcasmo sobreviveria ao dia do julgamento. Até o futuro matrixiano, que também é uma droga (e T4 ficou <em>beeeem</em> parecido), tem um pouco.</p>
<p>5) <em>O plano criativo da Resistência</em> – <span style="text-decoration: line-through;">o Império</span>, quero dizer, a Skynet deixou vazar <span style="text-decoration: line-through;">os planos da Estrela da Morte</span>, quero dizer, uma possível arma contra as máquinas para que <span style="text-decoration: line-through;">os rebeldes</span> a Resistência tentasse<span style="text-decoration: line-through;">m</span> destruir a arma. O objetivo, é claro, era deixar <span style="text-decoration: line-through;">os rebeldes</span> a Resistência vulnerável a um ataque final <span style="text-decoration: line-through;">do Império</span> das máquinas. Mas tudo bem. <span style="text-decoration: line-through;">Luke Skywalker</span> John Connor dá um jeito de evitar o apocalipse. Mas alguém me explica outra coisa: como é que a Skynet nunca foi capaz de encontrar a porcaria do sinal do programa de rádio do John Connor?</p>
<p>6) <em>John Connor odeia as máquinas. Odeia!</em> – a reação do John Connor ao Marcus não é&#8230; <em>consistente</em>. Sim, o John Connor está em guerra contra as máquinas. Ele passou a vida tentando evitar/destruir a Skynet. Mas ele mesmo não é máquina e, portanto, tem todo o direito de ser confuso e ambíguo. E John Connor sempre foi confuso e ambíguo. Ele foi criado para ser ótimo com computadores. O John Connor do Edward Furlong ficou apegado ao Terminator-Arnie em apenas um filme. Uma coisa meio figura paterna, provavelmente. O apego é tanto que, em T3, o Terminator-Arnie explica que foi usado para matar o John Connor justamente por causa do rosto familiar. Sim, estou usando a lógica de T3 para argumentar contra T4 – <em>that&#8217;s how bad it is</em>. E o &#8220;future John&#8221; de T:TSCC (aquele que ninguém conheceu, mas que foi eventualmente comentado por Cameron e Jessie) confiava mais na bot do que nas pessoas.</p>
<p>7) <em>A falta de um terminator de verdade</em> – vilões são mais legais do que o Batman, terminators são mais legais do que as pessoas. Em T4, nossa dieta de robôs é basicamente restrita ao Marcus (sim, existem outros bots, mas são&#8230; <em>figurantes</em>). E ele melhora bastante ao longo da história (aquele começo gritando me incomodou, mas a tentativa de replicar a relação Arnie-Furlong com o teenageKyle não é tão ruim). Mas tem dois problemas com o Marcusbot: a) ele não é um terminator de verdade; ele não tem uma missão de matar ninguém e luta como uma pessoa-muito-forte, não um robô; b) uma parte importante da graça dos terminators são eles se descobrindo gente – o Furlong ensinando o Arnie a falar &#8220;Hasta la vista, baby&#8221;, a Cameron dançando balé –; o soldado se descobrindo bot não funcionou tão bem.</p>
<p>8&#41; <em>Marcus meets his maker</em> – Marcus coloca a mão no terminal e encontra todas as informações do mundo. O dia do julgamento, onde está Kyle Reese. Mas, para entender o como-assim-eu-sou-um-robô, ele precisa de uma conversa com <span style="text-decoration: line-through;">o Arquiteto</span>, quero dizer, <span style="text-decoration: line-through;">a Bellatrix Lestrange</span>, quero dizer, a Dra. Kogan, quero dizer, Skynet se apropriando de um rosto familiar para contar qual era a sua missão. Afinal de contas, até dá para aprender kung fu via USB – mas não dá para discutir o sentido da vida e o destino do universo sem um bom papo.</p>
<p>9) <em>Stop being such a girl!</em> – deve ser culpa do <a title="YouTube: Joss Whedon's Equality Now speech" href="http://www.youtube.com/watch?v=cYaczoJMRhs" target="_blank">Joss Whedon</a>, mas eu espero uma strong-women-character nesse tipo de coisa. Em Terminator, a Sarah Connor teve que ser resgatada no começo, mas ficou forte – o auge óbvio é T2. Em T3, como a Sarah Connor não estava mais lá, fizeram a Kate Brewster fazer alguma coisa e colocaram uma she-terminator. Em T:TSCC temos as duas coisas: a Sarah Connor (que, apesar de não ser mais a Linda Hamilton, tinha suas qualidades) e a she-terminator aka riverbot aka Cameron (aka Summer Glau). Aí, em T4, a Kate Brewster é a grávida letárgica (ver #3). Então tentaram salvar isso com a Blair Williams (aquela que se apaixona perdidamente pelo bot em menos de 2 dias), mas ela não é lá muito importante.</p>
<p>10) <em>Mi corazón, tu corazón</em> – até aqui, eu estava sobrevivendo. Você estava sobrevivendo. Não é lá uma obra-prima, mas o que você esperava do McG? Era um filme com robôs e explosões e armas, e embora faltasse um diálogo inteligente e um personagem gostável&#8230; ainda não dava aquela vontade de apagar T4 da memória para ocupar meu cérebro com coisas mais importantes. Tipo T3. Só que aí chegamos na <em>cena final</em> da coisa. John Connor precisa de um coração e não viverá o suficiente para ir até Oz procurar o dele. Então eis que Marcus oferece o coração dele. Gente, esse negócio de coração disponível pra transplante é o fim. Aquele filme com o David Duchovny? O mundo podia ter ficado sem. Também podia ter ficado sem essa no final de &#8220;Eli Stone&#8221;. Quando fizeram isso em &#8220;Pushing Daisies&#8221; (&#8220;Corpsicle&#8221;), rolou um humor negro. Quando fizeram isso em T4, rolou uma pausa para vômito.</p>
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		<title>Confissão #26</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 14:35:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[confessionário]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>

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		<description><![CDATA[Não estou nem planejando ver o sexto &#8220;Harry Potter&#8221; no cinema. Talvez vá se minha mãe quiser e tal, mas realmente nem estou com muita vontade. Em parte, porque meio que superei HP faz uns 5 anos &#8212; meio que li os últimos livros feliz por saber que estava acabando. Em parte, porque os filmes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não estou nem planejando ver o sexto &#8220;Harry Potter&#8221; no cinema. Talvez vá se minha mãe quiser e tal, mas realmente nem estou com muita vontade. Em parte, porque meio que superei HP faz uns 5 anos &#8212; meio que li os últimos livros feliz por saber que estava acabando. Em parte, porque os filmes de HP nunca me animaram muito. Em parte, porque sinto um pouco de culpa de não ter ido ao cinema por coisas que me interessavam mais, tipo &#8220;Terminator&#8221;. Em parte, porque acho que gosto mais de TV do que de cinema.</p>
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		<title>Notas de rodapé #4</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 19:31:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[boas intenções]]></category>
		<category><![CDATA[caso perdido]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[notas de rodapé]]></category>

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		<description><![CDATA[Enquanto eu escrevo meu relatório de qualificação com meu jornalismo cor-de-rosa, não consigo deixar de pensar nesta cena (mais ou menos entre 1:00 e 1:10):]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Enquanto eu escrevo meu relatório de qualificação com meu jornalismo cor-de-rosa, não consigo deixar de pensar nesta cena (mais ou menos entre 1:00 e 1:10):</p>
<p><object width="480" height="295" data="http://www.youtube.com/v/nF8U0P8uvSw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/nF8U0P8uvSw&amp;hl=pt-br&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /></object></p>
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		<title>Minha irmã vendo Harry Potter</title>
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		<pubDate>Sat, 23 May 2009 02:49:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Leda]]></category>

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		<description><![CDATA[É o final do quarto filme, que minha mãe está fingindo que assiste (ela não consegue não deixar a TV ligada se está passando HP, mas tb não consegue ver filmes inteiros sem dormir no sofá). Minha irmã chegou do meio para o final. Estamos na cena em que Harry e Cedric vão parar no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É o final do <a title="Wikipedia: Harry Potter and the Goblet of Fire (film)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Harry_Potter_and_the_Goblet_of_Fire_(film)" target="_blank">quarto filme</a>, que minha mãe está fingindo que assiste (ela não consegue não deixar a TV ligada se está passando HP, mas tb não consegue ver filmes inteiros sem dormir no sofá). Minha irmã chegou do meio para o final. Estamos na cena em que Harry e Cedric vão parar no cemitério, depois de tocarem a Taça/Portkey, e minha irmã tem as melhores perguntas do mundo:</p>
<p><strong>– Mas o Cedrico morreu para o Voldemort voltar?</strong><br />
Não, Leda, ele morreu porque estava lá. Não era para ele ter chegado até a Taça/Portkey, o alvo era o Harry.</p>
<p><strong>– Ué, ele [Rabicho/Pettigrew] não tem um braço?</strong><br />
Ele acabou de cortar a mão fora para fazer a magia para o Voldemort virar o Paciênte Inglês. Lembra? Aquela coisa do osso do pai, da carne do servo&#8230;?</p>
<p><strong>– Espera, mas o Rabicho é o pai do Voldemort?</strong><br />
Não, Leda! Ela deu a carne! O osso era do pai morto do Voldemort. Eles estão em um cemitério.</p>
<p><strong>– Mas o que eles estão fazendo aí?</strong><br />
A Taça do torneio tribruxo era um Portkey. O Voldemort levou eles até aí justamente para fazer a mágica.</p>
<p>(E, então, minha mãe acorda e diz &#8220;Poxa, perdi toda a batalha!&#8221;)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Deve ser importante reforçar suas diferenças com os seus pais</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 18:55:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[boas intenções]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de S. Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu pai recebeu a tradicional carta-boleto da Folha para você, assinante que quer comprar nossa nova estratégia anabolizante com uma coleção de filmes velhos clássicos em DVD. Muito educado, meu pai resolve perguntar para a minha mãe se ela se interessa. O que dá início a um discurso sobre como ela nem desempacotou a trilogia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu pai recebeu a tradicional carta-boleto da Folha para você, assinante que quer comprar nossa nova <span style="text-decoration: line-through;">estratégia <a title="Intercom: Crise do jornalismo impresso e perspectivas para o futuro: um estudo dos dois maiores jornais diários impressos do Brasil" href="http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2008/resumos/R3-2032-1.html">anabolizante</a> com uma</span> coleção de filmes <span style="text-decoration: line-through;">velhos</span> <a title="Coleção Folha Clássicos do Cinema" href="http://classicosdocinema.folha.com.br/">clássicos em DVD</a>. Muito educado, meu pai resolve perguntar para a minha mãe se ela se interessa. O que dá início a um discurso sobre como ela nem desempacotou a trilogia <em>Bourne</em> que veio com o Chivas (embora assista Bourne em todas as ocasiões que passa por qualquer um deles na TV a cabo).</p>
<p>O discurso foi tradicionalmente cortado pelo meu &#8220;tudo bem, mãe, não é preciso se exaltar&#8221; (ela, como sempre, respondeu que não está exaltada &#8212; a voz dela só sai assim).</p>
<p>Por algum motivo, meus pais insistiram em continuar falando sobre a coleção de filmes que eles não vão comprar. <span id="more-420"></span>Desta vez, o meu pai sugeriu comprar na banca, avulso, um ou outro filme que eles gostem. &#8220;Por exemplo, o <em>Casablanca</em>, que é muito bom&#8221;.</p>
<p>Eu nunca vi meu pai assistindo <em>Casablanca</em>, ever &#8212; e eu já tive a oportunidade de presenciar meu pai enfrentando <em>Ben Hur</em>, <em>El Cid</em> e até aquele <em>The Messenger</em>, com o Kevin Costner. Mas isso foi faz uns anos. Ultimamente, anda difícil de acreditar que ele tenha assistido a um episódio de uma hora sem dormir. Então eu não resisti e perguntei: &#8220;Mas você tem planos de assistir <em>Casablanca</em> nos próximos cinco anos?&#8221;</p>
<p>(Refletindo sobre isso, eu percebo que essa pergunta muito vai me custar uma tarde do meu pai assistindo <em>Casablanca</em> no DVD.)</p>
<p>Meu pai desviou da resposta Sim/Não e decidiu falar que &#8220;Mas é um filme muito bom mesmo. Você já assistiu?&#8221;. Olha, não. &#8220;Pois deveria. É muito bom&#8221;.</p>
<p>(A essa altura eu já ouvi que <em>Casablanca</em> é um filme muito bom. Três vezes. Fora todas as críticas e referências de uma vida inteira não vivendo em uma bolha. Não é que eu duvide da sua palavra, mas eu estou comprometida com meu <a title="Letras miúdas: It is written" href="http://lhys.org/letrasmiudas/2009/01/16/it-is-written/">esforço <span style="text-decoration: line-through;">enorme</span> nem tão grande assim para evitar os clássicos e vencedores de Oscar em geral</a>.)</p>
<p>Eu tenho plena confiança de que meu pai gosta de mim, que meu pai só quer o melhor para mim. Por isso, eu concluo que, se ele está recomendando <em>Casablanca</em>, é porque acha que é um bom filme.</p>
<p>Então eu digo exatamente isso &#8212; e ainda acrescento que &#8220;eu só recomendei para você as coisas que eu acho muito boas&#8221; (a parte &#8220;e nem por isso você assistiu <em>Buffy</em> comigo&#8221; fica subentendida).</p>
<p>E o meu pai? Meu pai responde que &#8220;É, mas não sou só eu que recomendo <em>Casablanca</em>&#8220;.</p>
<p>Sim, minha capacidade de escolher produtos de entretenimento está sendo questionada por uma pessoa que assistiu um épico do Kevin Costner.</p>
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		<title>Vikings! Alienígenas! Predadores! Hidromel!*</title>
		<link>http://lhys.org/letrasmiudas/2009/03/17/vikings-alienigenas-predadores-hidrome/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 Mar 2009 22:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[idéias brilhantes]]></category>
		<category><![CDATA[jane austen]]></category>

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		<description><![CDATA[Graças à chuva e ao óbvio congestionamento de hoje, tive a incrível oportunidade de ver todo o filme que estava passando no fretado. Aliás, vamos combinar que filme de ônibus precisa ser mais &#8220;True Lies&#8221; e menos holocausto, como atestam as longas experiências minha e do meu irmão sobre cinema-fretado. Enfim. O filme de hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Graças à chuva e ao óbvio congestionamento de hoje, tive a incrível oportunidade de ver todo o filme que estava passando no fretado. Aliás, vamos combinar que filme de ônibus precisa ser mais &#8220;True Lies&#8221; e menos holocausto, como atestam as longas experiências minha e do meu irmão sobre cinema-fretado.</p>
<p>Enfim.</p>
<p>O filme de hoje se chama &#8220;Outlander&#8221;. Só que eu perdi as cenas iniciais** e comecei a ver na hora em que a Sophia Myles (fiquei tentando reconhecer por um tempo; ela fez &#8220;Moonlight&#8221;) estava limpando os ferimentos do Jim Caviezel (aka JC aka Jesus Christ &#8212; no filme do Mel Gibson). Aí imaginei que fosse um épico nórdico com dragões. Ok.</p>
<p>Aí, de repente, rola um flashback do Jesus com uma nave espacial e alienígenas e coisas assim. WTF, certo? Lembrei desta cena (a partir de 1:00):</p>
<p><object width="480" height="385"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1gBZD_BFQhk&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/1gBZD_BFQhk&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;color1=0x3a3a3a&#038;color2=0x999999" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"></embed></object></p>
<p>Mal posso esperar para ver <a title="Guardian: Pride and Predator to give Jane Austen an extreme makeover" href="http://www.guardian.co.uk/film/2009/feb/17/pride-and-predator-to-give-jane-austen-extreme-makeover">&#8220;Pride and Predator&#8221;</a>.<br />
<hr />
<p><em>*O título do post tem a ver com <a title="Wikipedia: Zombies! Aliens! Vampires! Dinosaurs!" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Zombies!_Aliens!_Vampires!_Dinosaurs!">aquele disco do Hellogoodbye</a>.<br />
</em></p>
<p><em>**As cenas iniciais tinham a nave espacial do Jesus caindo na Terra e um pseudo-<a title="Wikipedia: Chuck (TV series)" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Chuck_(TV_series)">Intersect</a> ensinando Terra e norueguês em alguns segundos dolorosos.</em></p>
]]></content:encoded>
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