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	<title>Letras Miúdas &#187; Folha de S. Paulo</title>
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	<description>Letras pequenas, surtos intermináveis</description>
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		<title>Enganando alguém como você</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Dec 2009 04:01:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de S. Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[meus 2 cents]]></category>
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		<description><![CDATA[No ano passado, eu reclamei (um pouco) sobre como uma notícia existe/cresce em dezembro só porque mais nada está acontecendo. Não que isso seja novidade &#8212; a São Silvestre, afinal, foi inventada para achar assunto para a Gazeta Esportiva (mas hoje em dia o Globo Esporte preenche espaço com a final do campeonato de várzea [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No ano passado, eu <a title="Letras Miúdas: O processo de reaquecimento da notícia" href="http://lhys.org/letrasmiudas/2008/12/29/o-processo-de-reaquecimento-da-noticia/" target="_blank">reclamei (um pouco)</a> sobre como uma notícia existe/cresce em dezembro só porque mais nada está acontecendo. Não que isso seja novidade &#8212; a São Silvestre, afinal, foi inventada para achar assunto para a Gazeta Esportiva (mas hoje em dia o Globo Esporte preenche espaço com a <a title="Globo Esporte: Longe do glamour dos profissionais, campeonato paulista de várzea é disputado com paixão" href="http://video.globo.com/Videos/Player/Esportes/0,,GIM1173506-7824-LONGE+DO+GLAMOUR+DOS+PROFISSIONAIS+CAMPEONATO+PAULISTA+DE+VARZEA+E+DISPUTADO+COM+PAIXAO,00.html" target="_blank">final do campeonato de várzea</a> e o <a title="Globo Esporte: Enquanto espera um novo clube, Nei Paraíba joga no time dos casados" href="http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Futebol/0,,MUL1430428-9825,00-ENQUANTO+ESPERA+UM+NOVO+CLUBE+NEI+PARAIBA+JOGA+NO+TIME+DOS+CASADOS.html" target="_blank">casamento do Nei Paraíba</a> &#8212; sim, meu pai vê TV antes do almoço).</p>
<p><em>Enfim.</em></p>
<p>Tem duas coisas que eu deveria acrescentar à reclamação original: 1) se algum dia na sua vida você quiser chamar a atenção da imprensa, tente esperar até dezembro; 2) <em>de vez em quando</em>, essa falta de assunto significa que rola espaço para uma matéria até que interessante.</p>
<p>Hoje (ou ontem, dependendo da hora que eu terminar de escrever), depois de <strike>acordar</strike> me arrastar da cama, fui fingir ler a Folha por meio segundo e acabei achando a reportagem da capa da Ilustrada: <a title="FSP: Caindo na real" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq3012200908.htm" target="_blank">Caindo na real</a>. Basicamente são cinco artigos escritos por especialistas comentando a distância entre realidade e as séries de TV (no caso: <em>House</em>, <em>Bones</em>, <em>Lie to Me</em>, <em>Sons of Anarchy</em>, <em>Capadócia</em>).<span id="more-698"></span> O coordenador do <a title="Núcleo de Estudos e Pesquisas em Psiquiatria Forense e Psicologia Jurídica" href="http://www.hcnet.usp.br/ipq/nufor/" target="_blank">Nufor</a>, Antonio de Pádua Serafim, escreveu o seguinte sobre <em>Bones</em>:</p>
<blockquote><p>A série <em>Bones</em> mostra a prática da análise cadavérica de uma maneira muito real. É como os países desenvolvidos conduzem os procedimentos. Mas força a mão em como soluciona o caso e chega ao suspeito. Parece até mágica.</p></blockquote>
<p>Na hora, lembrei deste quadrinho aqui, do <a title="PHD Comics: If TV Science was more like real Science" href="http://www.phdcomics.com/comics/archive.php?comicid=1156" target="_blank">PHD Comics</a>:</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-699" title="If TV Science was more like real Science (PHD Comics)" src="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2009/12/lm_tvscience.png" alt="" width="495" height="450" /></p>
<p>E, em seguida, eu lembrei de uma <a title="Experience.com: Are TV Characters' Salaries Realistic?" href="http://www.experience.com/alumnus/article?channel_id=Entertainment&amp;source_page=additional_articles&amp;article_id=article_1156540335156" target="_blank">coluna relacionando o estilo de vida de personagens e o salário médio de suas profissões</a>:</p>
<blockquote><p>Carrie is a Prada-buying, cosmopolitan-drinking, Manolo Blahnik-collecting kind of girl. She eats out constantly, resides in a roomy one-bedroom Manhattan apartment, and never seems to think twice before slapping down her credit card for more designer duds.</p>
<p>Even her job – sex columnist for a New York City newspaper – is glamorous. But don&#8217;t let the <em>Sex and the City</em> writers fool you: Carrie&#8217;s annual columnist salary wouldn&#8217;t come close to affording her that luxurious lifestyle (trust me). According to Payscale.com, a New York City journalist with 10 years of experience earns a median annual salary of about $57,000.</p></blockquote>
<p>Resumindo bastante, temos duas situações aqui:</p>
<ol>
<li>Aspectos técnicos são desvirtuados para favorecer a narrativa (não dá para esperar semanas pelo resultado do toxicológico; não dá para perder todos os julgamentos&#8230;).</li>
<li>A não ser que a dificuldade financeira seja um <em>plot</em> a ser explorado, as limitações financeiras são esquecidas sem remorso porque personagem pobre é tão ruim quanto personagem feio.</li>
</ol>
<p>O objetivo dos lapsos de irrealidade, portanto, fazem parte da produção de um pacote que seja atraente e que não seja um tédio. <strong>Esse tipo de deslize incomoda quem tem um pé nessa área</strong>: advogados podem se irritar com séries de julgamento, médicos podem se incomodar com séries de hospital, <em>jornalistas hollywoodificados me incomodam muito mais do que um chef de cozinha fictício</em>.</p>
<p>O problema é que eu achei uma terceira situação: as <em>chick-flicks</em> deixaram de me enganar mesmo quando eu quero ser enganada. Mesmo que eu me prepare com sorvete e bolo e calda de chocolate. Ou seja:</p>
<ol start="3">
<li>Situações altamente <strike>improváveis</strike> impossíveis são inseridas na história para permitir um <em>happy ending</em>.</li>
</ol>
<p>Aceitando que os lapsos <strong>1</strong> e <strong>2</strong> incomodam quem tem alguma capacidade de <em>expert</em> no assunto, o que fazer quando estamos falando de <em>chick-flicks</em>, comédias românticas, filmes de mulherzinha &#8212; aqueles que insistem no &#8220;alguém como você&#8221;?</p>
<p>Aceitando que os lapsos <strong>1</strong> e <strong>2</strong> possam ser traduzidos como &#8220;a vida não funciona bem assim, mas vamos agilizar para encerrar a história neste episódio&#8221;, podemos traduzir a situação <strong>3</strong> como &#8220;a vida não funciona bem assim, mas vamos fingir um pouco para que as coisas deem certo no final&#8221;? E, se podemos, isso quer dizer que não existe <em>happy ending</em> para &#8220;alguém como você&#8221;?</p>
<p>Tem um terceiro ponto nessa história: dramas forenses se sustentam no voyerismo. Em todos vocês que gostam de ler sobre os crimes mais bizarros nos jornais. Você não é nem o serial-killer (espero), nem o agente do FBI, nem o médico legista. Só que a <em>chick-flick</em> se sustenta na identificação (o &#8220;alguém como você&#8221;).</p>
<p><strong>Sim, você está ouvindo isso de uma pessoa que aceita o paradoxo do tempo de </strong><em><strong>Terminator</strong></em><strong>. </strong>Porque <em>Terminator</em> se propõe como uma fantasia e é assim que eu o vejo. Mas chick-flicks são (de novo) uma coisa de &#8220;alguém como você&#8221;.</p>
<p>Por uma lógica similar à do <em>Terminator</em>, eu consigo ver Jane Austen (a propósito: acabo de assistir o <em>Sense &amp; Sensibility</em> da BBC sem a decepção da <em>chick-flick</em> que não me engana &#8212; o que indica que eu ainda não estou anestesiada pela exposição constante). É a Inglaterra do século XIX; é praticamente outro planeta.</p>
<p>Só que hoje eu acabei assistindo <a title="The Holiday" href="http://www.sonypictures.com/homevideo/theholiday/" target="_blank">aquele filme de mulherzinha</a> com a Kate Winslet e a Cameron Diaz e <em>deusdocéu aquele filme de mulherzinha não cumpriu a função dele</em>! Umas semanas atrás, estava assistindo <a title="Post Grad" href="http://www.foxsearchlight.com/postgrad/" target="_blank">aquele filme da Alexis Bledel</a> por causa do trailer (tinha uma cena sobre aparecer em entrevista de emprego e encontrar milhares de pessoas atrás da mesma vaga, e outra cena sobre não fazer a menor ideia de qual é a empresa onde você foi fazer a entrevista) mas comecei a sentir vergonha alheia por <strong>todos</strong> os envolvidos (<em>por quê, Jane Lynch? por quê?</em>).</p>
<p>Não dá para aceitar que o velhinho de 90 anos consiga largar o andador e saltitar sobre os degraus depois de uma semana de pseudo-fisioterapia-não-profissional-na-piscina. Não dá para acreditar na Kate Winslet (mesmo sendo a Kate Winslet) decidindo que dar o fora no Dr. Jakob Hood depois de três anos de obsessão &#8212; só porque ela assistiu uns filmes com mulheres fortes. É tipo quando a Ashlee Simpson disse que superou a anorexia porque a mãe dela levou a família para comer <a title="ashlee-star.com: Marie Claire - July 2006" href="http://www.gallery.ashlee-star.com/displayimage.php?pid=12487&amp;fullsize=1" target="_blank">churrasco com batata frita</a>.</p>
<p>Só que umas semanas atrás a Marcela me perguntou sobre &#8220;um filme que representa fielmente as mulheres, que mostre as mulheres como elas são, sem ser histéricas&#8221;. Nos exemplos dela estava a Bridget Jones. <em>Peeeeeraí, a Bridget Jones</em>?</p>
<p>Aí a Marcela defendeu a Bridget como uma mulher irresistível &#8220;mesmo sendo atrapalhada, gordinha, fazendo gafes&#8221;, ou <em>uma mulher como todas nós</em>. <em>Peeeeraí</em>. A própria Marcela não é atrapalhada, não é gordinha e não faz gafes. E, mais importante: não é uma caricatura. <strong>Por que se identificar com a Bridget Jones? <span style="font-weight: normal;"><strong>Será que mais pessoas estão se identificando com a Bridget Jones?</strong> (E, poxa vida, eu li/assisti a Bridget Jones!)</span></strong></p>
<p>A autora do artigo sobre os Manolo Blahnik impossíveis de uma jornalista escreveu: <em>não deixe que os roteiristas enganem você</em>. Mas <strong>eu quero ser enganada</strong>, de vez em quando (principalmente quando estou vendo TV). Por isso eu vou adaptar o conselho para um que eu considero mais útil: pode se enganar o quanto você quiser, mas esqueça isso assim que desligar a TV.</p>
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		<title>Você não precisa mudar de opinião, mas podia me ouvir mesmo assim</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2009 03:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[apocalipse]]></category>
		<category><![CDATA[caso perdido]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de S. Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Saiu no NYT (em inglês, aqui) no dia 19 de março e foi republicado pela FSP (traduzido e para assinantes, aqui). É um artigo do Nicholas Kristof sobre o fechamento de jornais, a seleção de notícias na internet e a cristalização de opiniões. &#8230; existem provas bastante convincentes de que, em geral, não desejamos realmente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Saiu no NYT (em inglês, <a title="NYT: The Daily Me" href="http://www.nytimes.com/2009/03/19/opinion/19kristof.html?_r=1">aqui</a>) no dia 19 de março e foi republicado pela FSP (traduzido e para assinantes, <a title="FSP: O meu jornal diário" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2903200908.htm">aqui</a>). É um artigo do Nicholas Kristof sobre o fechamento de jornais, a seleção de notícias na internet e a cristalização de opiniões.</p>
<blockquote><p>&#8230; existem provas bastante convincentes de que, em geral, não desejamos realmente informações confiáveis, e sim as que confirmem nossas ideias preconcebidas. Podemos acreditar intelectualmente no valor do choque de opiniões, mas na prática gostamos de nos encerrar no útero tranquilizador de uma câmara de ecos.</p></blockquote>
<p>Sei lá, leiam o artigo. Eu gostaria de sugerir o hábito de acessar mais do que um portal &#8212; mas, para falar a verdade, todos eles republicam as mesmas agências.</p>
<p>Então&#8230; sei lá. Converse com seus amigos de vez em quando, principalmente aqueles <span style="text-decoration: line-through;">mais irracionais</span> que te irritam bastante. Pode fazer bem.</p>
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		<title>Deve ser importante reforçar suas diferenças com os seus pais</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2009 18:55:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[boas intenções]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de S. Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Meu pai recebeu a tradicional carta-boleto da Folha para você, assinante que quer comprar nossa nova estratégia anabolizante com uma coleção de filmes velhos clássicos em DVD. Muito educado, meu pai resolve perguntar para a minha mãe se ela se interessa. O que dá início a um discurso sobre como ela nem desempacotou a trilogia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu pai recebeu a tradicional carta-boleto da Folha para você, assinante que quer comprar nossa nova <span style="text-decoration: line-through;">estratégia <a title="Intercom: Crise do jornalismo impresso e perspectivas para o futuro: um estudo dos dois maiores jornais diários impressos do Brasil" href="http://www.intercom.org.br/papers/nacionais/2008/resumos/R3-2032-1.html">anabolizante</a> com uma</span> coleção de filmes <span style="text-decoration: line-through;">velhos</span> <a title="Coleção Folha Clássicos do Cinema" href="http://classicosdocinema.folha.com.br/">clássicos em DVD</a>. Muito educado, meu pai resolve perguntar para a minha mãe se ela se interessa. O que dá início a um discurso sobre como ela nem desempacotou a trilogia <em>Bourne</em> que veio com o Chivas (embora assista Bourne em todas as ocasiões que passa por qualquer um deles na TV a cabo).</p>
<p>O discurso foi tradicionalmente cortado pelo meu &#8220;tudo bem, mãe, não é preciso se exaltar&#8221; (ela, como sempre, respondeu que não está exaltada &#8212; a voz dela só sai assim).</p>
<p>Por algum motivo, meus pais insistiram em continuar falando sobre a coleção de filmes que eles não vão comprar. <span id="more-420"></span>Desta vez, o meu pai sugeriu comprar na banca, avulso, um ou outro filme que eles gostem. &#8220;Por exemplo, o <em>Casablanca</em>, que é muito bom&#8221;.</p>
<p>Eu nunca vi meu pai assistindo <em>Casablanca</em>, ever &#8212; e eu já tive a oportunidade de presenciar meu pai enfrentando <em>Ben Hur</em>, <em>El Cid</em> e até aquele <em>The Messenger</em>, com o Kevin Costner. Mas isso foi faz uns anos. Ultimamente, anda difícil de acreditar que ele tenha assistido a um episódio de uma hora sem dormir. Então eu não resisti e perguntei: &#8220;Mas você tem planos de assistir <em>Casablanca</em> nos próximos cinco anos?&#8221;</p>
<p>(Refletindo sobre isso, eu percebo que essa pergunta muito vai me custar uma tarde do meu pai assistindo <em>Casablanca</em> no DVD.)</p>
<p>Meu pai desviou da resposta Sim/Não e decidiu falar que &#8220;Mas é um filme muito bom mesmo. Você já assistiu?&#8221;. Olha, não. &#8220;Pois deveria. É muito bom&#8221;.</p>
<p>(A essa altura eu já ouvi que <em>Casablanca</em> é um filme muito bom. Três vezes. Fora todas as críticas e referências de uma vida inteira não vivendo em uma bolha. Não é que eu duvide da sua palavra, mas eu estou comprometida com meu <a title="Letras miúdas: It is written" href="http://lhys.org/letrasmiudas/2009/01/16/it-is-written/">esforço <span style="text-decoration: line-through;">enorme</span> nem tão grande assim para evitar os clássicos e vencedores de Oscar em geral</a>.)</p>
<p>Eu tenho plena confiança de que meu pai gosta de mim, que meu pai só quer o melhor para mim. Por isso, eu concluo que, se ele está recomendando <em>Casablanca</em>, é porque acha que é um bom filme.</p>
<p>Então eu digo exatamente isso &#8212; e ainda acrescento que &#8220;eu só recomendei para você as coisas que eu acho muito boas&#8221; (a parte &#8220;e nem por isso você assistiu <em>Buffy</em> comigo&#8221; fica subentendida).</p>
<p>E o meu pai? Meu pai responde que &#8220;É, mas não sou só eu que recomendo <em>Casablanca</em>&#8220;.</p>
<p>Sim, minha capacidade de escolher produtos de entretenimento está sendo questionada por uma pessoa que assistiu um épico do Kevin Costner.</p>
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		<title>Tem uma foto de uma criança morta na capa da Folha</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 12:13:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
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		<description><![CDATA[E é uma foto fodíssima (e quando eu digo &#8220;fodíssima&#8221;, serve de aviso para quem resolver clicar nos links). Dá para ver hoje (só hoje) no site da FSP. Para assinantes UOL/Folha, continua online para sempre (ou, pelo menos, por muito mais tempo do que o link anterior). Para quem não é assinante, vai um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E é uma foto fodíssima (e quando eu digo &#8220;fodíssima&#8221;, serve de aviso para quem resolver clicar nos links). Dá para ver hoje (só hoje) no <a title="FSP: Capa (07/01/2009)" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/">site da FSP</a>. Para assinantes UOL/Folha, <a title="FSP: Capa (07/01/2009)" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cp07012009.htm">continua online</a> para sempre (ou, pelo menos, por muito mais tempo do que o link anterior). Para quem não é assinante, vai um <a title="FSP: Capa (07/01/2009)" href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/cp07012009.jpg">link-gambiarra da imagem</a>.</p>
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