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	<title>Letras Miúdas &#187; Livros</title>
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	<description>Letras pequenas, surtos intermináveis</description>
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		<title>Como eu voltei a ler ficção (mais uma vez) e não-ficção não-relacionada</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Apr 2010 18:51:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
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		<description><![CDATA[(Continuando o “tudo o que eu tinha que escrever nos últimos meses e não escrevi”.) Começou em setembro passado, quando a Liuca e o Juliano me deram a trilogia Millennium. Que eu tinha pensado em ler porque o autor era sueco ou alguma coisa assim e todo o mundo estava lendo. Só que a Lígia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Continuando o “tudo o que eu tinha que escrever nos últimos meses e não escrevi”.)<br />
</em></p>
<p>Começou em setembro passado, quando a Liuca e o Juliano me deram a <a title="Companhia das Letras: Stieg Larsson" href="http://www.ciadasletras.com.br/autor.php?codigo=02594" target="_blank">trilogia Millennium</a>. Que eu tinha pensado em ler porque o autor era sueco ou alguma coisa assim e todo o mundo estava lendo.</p>
<p>Só que a Lígia tinha me dado o <a title="Companhia das Letras: Por Acaso" href="http://www.ciadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12208" target="_blank">Por Acaso</a> no ano anterior e eu ainda não tinha lido (<em>que vergonha!</em>), então achei melhor passar esse para a frente da fila. Ele é curtinho (narrativa bacana, história meio não muito história) e foi super rápido.</p>
<p>Aí, sim, veio a trilogia. Que é enorme (narrativa cinematográfica) e custou algumas madrugadas (mas bem menos do que o esperado considerando o tamanho dos livros).<span id="more-824"></span></p>
<p>Resolvi voltar para a literatura tipo <a title="The Hugo Awards" href="http://www.thehugoawards.org/" target="_blank">Hugo</a> e achei <a title="Wikipedia: The Dispossessed" href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Dispossessed" target="_blank">Os Possuídos</a>, da Ursula K. Le Guin. Que é meio político, mas para mim era melancólico e eu <strong>fiquei mal</strong> durante toda a leitura. Emendei com <a title="Wikipedia: A Song of Stone" href="http://en.wikipedia.org/wiki/A_Song_of_Stone" target="_blank">Uma Canção de Pedra</a>, do Iain Banks, e entendi porra nenhuma. Ok, até entendi, mas não senti nada. Senti é saudades da melancolia da Le Guin. Foi tipo quando eu tentei ler <a title="Wikipedia: Neuromancer" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Neuromancer" target="_blank">Neuromancer</a> e desisti no meio, com a <em>diferença</em> que desta vez eu não desisti (o que não fez <em>muita diferença</em>, para falar a verdade).</p>
<p>Depois dessa, acabei deixando a ficção de lado. A essa altura, meu pai tinha terminado de ler <a title="Editora Unesp: Em Busca de El Cid" href="http://www.editoraunesp.com.br/titulo_view.asp?IDT=830" target="_blank">Em Busca de El Cid</a> (que eu tinha comprado pra ele na <a title="Letras Miúdas: Observações sobre a XI Feira de Livros da USP" href="http://lhys.org/letrasmiudas/2009/11/26/observacoes-sobre-a-xi-feira-de-livros-da-usp/" target="_blank">Festa do Livro da FFLCH</a>), então coloquei esse na fila. E achei super bacana, fora a parte que todas as pessoas da história medieval têm o mesmo nome. Estava tão entretida que até fui atrás daquele atlas histórico que a Folha publicou uns anos atrás (tinha um mapa lá que ajudava bastante). E lembrei o que é ler um livro com conteúdo acadêmico (sem redação acadêmica), mas divertido.</p>
<p>Mudando de <em>disciplina</em>, achei o <a title="Wikipedia: George's Secret Key to the Universe" href="http://en.wikipedia.org/wiki/George's_Secret_Key_to_the_Universe" target="_blank">livro infantil do Stephen Hawking</a> e a capa é tão brilhante que eu acabei lendo. O que foi bom, porque eu sinceramente esqueci metade de tudo o que tentaram me ensinar de ciências na minha vida.</p>
<p>(Ironicamente, <a title="Letras Miúdas: Como eu não arrumei um emprego" href="http://lhys.org/letrasmiudas/2010/04/03/como-eu-nao-arrumei-um-emprego/" target="_self">aquela prova do IAG</a> pedia para eu escrever um comentário sobre o último livro que eu tinha lido &#8212; e era o do Hawking. Mas achei que seria muita pagação e acabei escrevendo sobre o do El Cid mesmo.)</p>
<p>E aí eu voltei a assistir TV.</p>
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		<title>Observações sobre a XI Feira de Livros da USP</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Nov 2009 16:50:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<category><![CDATA[boas intenções]]></category>
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		<description><![CDATA[Vamos combinar que &#8220;Festa do Livro&#8221; é um nome que incomoda. Parece &#8220;Festa da Uva&#8221;, sei lá. Não chega a ser o fabuloso &#8220;Sorvete in Festival&#8221; (sim, eu fui em uma coisa com esse nome!), mas incomoda. Segundo dia, um pouco antes das 9:00. Mas algumas editoras já estão funcionando. E antes das 9:00 é [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ol>
<li>Vamos combinar que &#8220;Festa do Livro&#8221; é um nome que incomoda. Parece &#8220;Festa da Uva&#8221;, sei lá. Não chega a ser o fabuloso &#8220;Sorvete in Festival&#8221; (sim, eu fui em uma coisa com esse nome!), mas incomoda.</li>
<li>Segundo dia, um pouco antes das 9:00. Mas algumas editoras já estão funcionando. E antes das 9:00 é basicamente a sua melhor chance de chegar perto da Livraria Martins (sim, com livros da Martins Fontes).</li>
<li>Antes das 9:00 também é um bom momento para circular e ver onde fica cada editora. Tudo bem que existe um mapa colado na mesa do segurança, mas dar uma volta pelo vão (quando ainda não está lotado) ajuda bastante.</li>
<li>Observação interessante óbvia: as três editoras mais clicadas <a title="JC: Mesmo em reforma, FFLCH sedia Festa do Livro" href="http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2009/11/mesmo-em-reforma-fflch-sedia-festa-do-livro/" target="_blank">naquela matéria do JC</a> são os três estandes mais <strike>insuportáveis</strike> difíceis: Cosac Naify, Livraria Martins, Editora 34. A Conrad também estava disputada.</li>
<li>A Cosac super não trouxe o <a title="Cosac Naify: Onde Vivem os Monstros" href="http://editora.cosacnaify.com.br/ObraSinopse/11297/Onde-vivem-os-monstros.aspx" target="_blank">Onde Vivem os Monstros</a>. Eu sei que é lançamento, mas eles levaram o livro da Lupton no ano passado (e era lançamento). Se interessar e você ainda tiver dinheiro, está por R$29,90 (preço original: R$49 &#8212; então o desconto é de quase 40%) no <a title="Submarino: Onde Vivem os Monstros" href="http://www.submarino.com.br/produto/1/21629304/onde+vivem+os+monstros" target="_blank">Submarino</a>.</li>
<li>Primeira compra: <a title="Ateliê: Letras e Memória" href="http://atelie.com.br/loja/pagina.php?pag=detl&amp;cdp=1040&amp;categ=ct1&amp;pags=4&amp;page=&amp;cl=" target="_blank">Letras e Memória – Uma Breve História da Escrita</a>, na Ateliê. É um livro bem bonito, aliás. Segunda compra: <a title="Edusp: Comunicação Popular Escrita" href="http://www.edusp.com.br/detlivro.asp?ID=411434" target="_blank">Comunicação Popular Escrita</a>, na Edusp. Terceira compra: <a title="Panda Books: Linha do Tempo" href="https://pandabooks.websiteseguro.com/livro/283/linha-do-tempo.html" target="_blank">Linha do Tempo</a>, na Panda Books. Até aí, seguindo direitinho a listinha que eu tinha preparado na semana passada.</li>
<li>Primeiro desvio: a <a title="Editora Humanitas" href="http://www.editorahumanitas.com.br/" target="_blank">Humanitas</a> estava praticamente um saldão, vai. Aí acabei pegando aqueles quatro livrinhos da coleção &#8220;Metodologias&#8221;. Sabe? Aquela com o livro de como fazer citações bibliográficas, como escrever notas de rodapé? Não que eu vá seguir tudo, mas é sempre bom ter onde conferir. Ah, e não resisti e também peguei o &#8220;Irish Studies in Brazil&#8221;.</li>
<li>O segundo desvio foi super bem intencionado. Achei na editora da Unesp um livro com uma capa super bonita, chamado <a title="Editora Unesp: Em Busca de El Cid" href="http://www.editoraunesp.com.br/titulo_view.asp?IDT=830" target="_blank">Em Busca de El Cid</a>. Pesquisa histórica sobre El Cid. Aquele cara da Espanha. O livro meio que pulou e disse &#8220;me compre, me compre! seu pai vai adorar!&#8221;. Aí ele virou um presente adiantado de Natal. Sim, pai, isso significa que eu não vou rachar um Steinhäger com a Leda.</li>
<li>O terceiro desvio foi ainda mais cheio de boas intenções. Encontrei o <a title="Paulistana: As Consequências do Letramento" href="http://www.editorapaulistana.com.br/livros/letramento.html" target="_blank">As Consequências do Letramento</a> no microestande da Paulistana. O livro é minúsculo e eu já li, mas achei que era uma sacanagem tão grande continuar com o meu xerox grampeado depois de ver que o livrinho custa R$9. Fora que eu consultei meu xerox tantas vezes desde que eu fiz a cópia, em 2008&#8230;</li>
<li>Vamos combinar: quando você recebe 10 moedas de 10 centavos como troco, é hora de ir embora. Até porque o meu total já estava em R$139. Quer saber? Foi menos do que os <a title="Letras Miúdas: Observações sobre a X Feira de Livros da USP" href="http://lhys.org/letrasmiudas/2008/11/12/observacoes-sobre-a-x-feira-de-livros-da-usp/" target="_self">R$177 do ano passado</a>! \o/</li>
</ol>
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		<title>Duas boas notícias</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2009 12:24:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A primeira boa notícia veio ontem, no meio do meu almoço. A secretaria da pós me ligou ontem em casa. &#8220;Saiu a sua renovação da bolsa&#8230;&#8221;. Ah é? Poxa, obrigada. Mas como assim saiu só agora? Eu já estava contando com essa bolsa desde o começo de fevereiro &#8212; e já estava dependendo dela desde o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A primeira boa notícia veio ontem, no meio do meu almoço. A secretaria da pós me ligou ontem em casa. &#8220;Saiu a sua renovação da bolsa&#8230;&#8221;.</p>
<p>Ah é? Poxa, obrigada. Mas como assim saiu só agora? Eu já estava contando com essa bolsa desde o começo de fevereiro &#8212; e já estava dependendo dela desde o <a title="Letras miúdas: A vida só começa depois do carnaval, certo?" href="http://lhys.org/letrasmiudas/2009/02/27/a-vida-so-comeca-depois-do-carnaval-certo/">final de fevereiro</a>!</p>
<p>A segunda boa notícia, eu recebi quando vim assinar a renovação, Agora de manhã. Já que eu estava na secretaria de pós mesmo, achei melhor perguntar qual era o prazo para entregar (&#8220;depositar&#8221; é mala) o texto da qualificação. É agora em maio, mas tem dia? &#8220;Até o último dia útil do mês&#8221;.</p>
<p>Ufa. Meu olho esquerdo está tremendo com menos intensidade.</p>
<p>(E, já que eu estou falando de pós, para variar, vou compartilhar meu plano de lotar minha carteirinha de biblioteca nesta semana, para <a title="JC: Sintusp indica greve para abril" href="http://www.jornaldocampus.usp.br/index.php/2009/03/sintusp-indica-greve-para-abril/">o caso do Sintusp aprovar a greve</a> e a bibliotECA ficar fechada bem quando eu mais preciso dela. Só que agora eu estou quase desejando uma micro-paralisação, para poder ficar com os livros por mais tempo&#8230;)</p>
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		<title>Como eu voltei a ler ficção</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 18:15:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<category><![CDATA[epifania]]></category>

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		<description><![CDATA[Encontrei a Marcela na quinta-feira. No fretado, claro. Depois de pedir desculpas por ter esquecido o aniversário dela, reparei que ela estava com um livro sobre algum estudo sobre adolescentes (acho que era o &#8220;Teenagers: A Natural History&#8221;, mas não tenho certeza). Eu estava com o &#8220;The Power of News&#8221;, do Schudson. E aí surgiu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Encontrei a Marcela na quinta-feira. No fretado, claro. Depois de pedir desculpas por ter esquecido o aniversário dela, reparei que ela estava com um livro sobre algum estudo sobre adolescentes (acho que era o &#8220;Teenagers: A Natural History&#8221;, mas não tenho certeza). Eu estava com o &#8220;The Power of News&#8221;, do Schudson. E aí surgiu aquele comentário sobre como a gente mal consegue dar conta do que a gente precisa ler.</p>
<p>Aí na sexta-feira, sem fretado, telefonam aqui em casa. Alguém da biblioteca avisando que o meu livro tinha chegado, e que era para eu ir buscar. Ok. Qual livro mesmo?</p>
<p>A coisa é que o site da biblioteca tem um formulário para sugerir títulos. E em algum momento dos últimos seis meses (realmente não me lembro), preenchi o tal formulário. Depois de umas duas horas pensando nisso, decidi que deveria ser o <a title="Record: Uma Coisa de Nada" href="http://www.record.com.br/livro_sinopse.asp?id_livro=17253">&#8220;Uma Coisa de Nada&#8221;</a>, do Mark Haddon (478 páginas, letras grandes, interessante, revisão <span style="text-decoration: line-through;">questionável</span> lastimável, um dia e meio). E, sim, eu acertei. O que talvez signifique que eu não tenha perdido completamente as minhas&#8230; ahn&#8230; <em>faculdades mentais</em>.</p>
<p>É claro que, 478 páginas depois, a minha fila de leitura inclui um trecho do livro do Kuhn e aquele livro de neurociências para pessoas que não entendem absolutamente nada sobre neurociências. Mas acho que compensa parar por um dia e meio para encontrar um trecho como este:</p>
<blockquote><p>&#8220;Ocorreu-lhe que havia duas partes para ser uma pessoa melhor. Uma parte era pensar nas outras pessoas. A outra parte era não dar a mínima para o que as outras pessoas pensavam.&#8221;</p></blockquote>
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		<title>Melhor.Dedicatória.Ever.</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Sep 2008 23:14:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<category><![CDATA[boas intenções]]></category>
		<category><![CDATA[idéias brilhantes]]></category>
		<category><![CDATA[Mestrado]]></category>

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		<description><![CDATA[For my son Alok, My home in the world (Appadurai, Arjun. Modernity at large.)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>For my son Alok,<br />
My home in the world</p></blockquote>
<p>(Appadurai, Arjun. <span style="font-style: italic">Modernity at large</span>.)</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Você só interpreta com o repertório que tem</title>
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		<pubDate>Wed, 07 May 2008 03:21:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[aula]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>

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		<description><![CDATA[Onde: FE Quando: hoje à tarde O quê: aula de Leitura, História e História da Leitura (que é legal, de verdade) O que o professor estava falando: Assim temos essas duas funções da biblioteca: preservação (dos livros) e difusão (do conhecimento). Em certos períodos, a questão da conservação dos livros faz do bibliotecário aquela figura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Onde: FE<br />
Quando: hoje à tarde<br />
O quê: aula de <em>Leitura, História e História da Leitura</em> (que é legal, de verdade)<em><br />
</em></p>
<p>O que o professor estava falando:</p>
<blockquote><p>Assim temos essas duas funções da biblioteca: preservação (dos livros) e difusão (do conhecimento). Em certos períodos, a questão da conservação dos livros faz do bibliotecário aquela figura que gosta de livros e da organização e catalogação dos livros, mas não dos leitores.</p></blockquote>
<p>O que eu estava pensando:</p>
<blockquote><p><a title="Madame Pince, a bibliotecária de Hogwarts" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Madame_Pince">Madame Pince</a>.</p></blockquote>
<p>O que o professor estava falando:</p>
<blockquote><p>E então temos esse imaginário do bibliotecário como o <a title="Cérbero, o cão do inferno" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9rbero">Cérbero</a>&#8230;</p></blockquote>
<p>O que eu estava pensando:</p>
<blockquote><p><a title="Fofo, o cão do Hagrid" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Fofo_%28Harry_Potter%29">Fofo</a>!</p></blockquote>
<p>O que o professor estava falando:</p>
<blockquote><p>Nas bibliotecas desses monastérios existe essa relação de permitido e restrito. Os livros que se podia ler, e os que você precisava de uma autorização. São prateleiras com correntes, livros que ficavam presos às estantes&#8230;</p></blockquote>
<p>O que eu estava pensando:</p>
<blockquote><p>Ah, a seção restrita da <a title="Livros em Hogwarts" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hogwarts#Livros-texto">biblioteca de Hogwarts</a>.</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Seria bom ler com vontade</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Apr 2008 22:43:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mestrado]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[meus 2 cents]]></category>

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		<description><![CDATA[Preciso ler alguns pedaços de uma tese, mas estou caindo em momentos de desconcentração total. Do tipo que não adianta nem começar a ler em voz alta – continuam sendo apenas palavras colocadas em uma seqüência que não me faz o menor sentido. Mesmo que eu saiba, lá no fundo, que o encadeamento é lógico [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Preciso ler alguns pedaços de uma tese, mas estou caindo em momentos de desconcentração total. Do tipo que não adianta nem começar a ler em voz alta – continuam sendo apenas palavras colocadas em uma seqüência que não me faz o menor sentido. Mesmo que eu saiba, <em>lá no fundo</em>, que o encadeamento é lógico e elas devem fazer algum sentido. Afinal de contas, eu <strong>sei</strong> que são apenas 20 páginas – mas elas continuam levando uma eternidade.</p>
<p>Isso é uma coisa que vem acontecendo bastante desde que eu comecei a assistir as aulas do mestrado, há quase dois meses. Eu expliquei outro dia para alguém: eu tinha uma fé retardada de que o procedimento de matrícula na pós-graduação incluísse plugar um USB na minha nuca. Só que em vez de abrir os olhos e dizer &#8220;I know kung-fu&#8221;, eu diria uma coisa do tipo &#8220;Eu sei quem é Jesús Martín-Barbero&#8221;. Ou &#8220;Eu não surto com conceitos quando ouço a frase &#8216;O paradigma incorpora no epistemológico e no ontológico&#8217;&#8221;.</p>
<p>Nem preciso dizer que isso não aconteceu e que, de lá pra cá, só <em>estou usando a Força</em>. Ou tentando.</p>
<p>O caminho lógico a seguir, já que não existe uma porta USB na minha nuca, é&#8230; ler. O problema é que, quando eu leio Jesús Martín-Barbero, eu continuo fazendo cara de interrogação. E o pior é que nem dá para ler muita coisa, porque eu demoro horas para ler vinte páginas (ok, metade disso é o tempo que eu levo me convencendo a ler).</p>
<p>Eu poderia pensar que eu sou um pouco retardada, mas não gosto dessa alternativa. Eu sempre li bastante. Algumas coisas boas, muitas coisas ruins, mas sempre li. Então, neste momento, eu vou deslocar a culpa para a minúscula habilidade de um texto acadêmico despertar algum prazer ou interesse durante a leitura. <em>Será que é impossível que um texto científico seja tão interessante quanto uma narrativa?</em></p>
<p><strong>Narrativas funcionam </strong></p>
<p>Em algum ponto do livro do Richard Saul Wurman (que tem historinhas e é perfeitamente interessante) tinha uma teoria falando que a bíblia é uma coleção de historinhas que poderiam muito bem ser trocadas por uma tábua de pedra com dez mandamentos – mas as historinhas são mais eficazes. Nós recordamos e recontamos histórias, nós esquecemos listas. Mitos são formas de passar valores para a frente – e mitos são narrativas.</p>
<p><strong>Narrativas funcionam mesmo com palavras que não pertencem ao cotidiano do leitor</strong></p>
<p>Eu li sete livros &#8220;Harry Potter&#8221;. E alguns deles eram enormes. E eles nem são <a title="Philosopher’s Stone Synopsis" href="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2008/04/harrypotter.jpg">ultra-originais</a> – e, para falar a verdade, eu achei o quinto um porre. E nem vou comentar o <a title="HP ending" href="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2008/04/hpend.gif">final</a>! Mas isso não vem ao ponto.</p>
<p>A questão é que <em>aquela mulher inventa palavras</em>. Para piorar, eu li os primeiros livros em português e os últimos em inglês – e a tradutora brasileira inventou palavras novas para as palavras inventadas. Quadribol/quidditch, horcrux, trouxas/muggles. E tem ainda os encantamentos (alohomora, expelliarmus, obliviate, prior incantatem, wingardium leviosa). Nada disso serve para interromper a leitura porque eles foram  apresentados antes. E a apresentação era clara: um exemplo da coisa funcionando.</p>
<p><strong>Uma nota de rodapé bem escrita é lida mesmo quando é desnecessária e falsa</strong></p>
<p>Existe um livro enorme chamado &#8220;Jonathan Strange &amp; Mr Norrell&#8221;. Foi o primeiro romance da Susanna Clarke, era enorme e ganhou um prêmio Hugo. E, desde o começo do ano passado, é o meu livro preferido.</p>
<p>A história basicamente fala de dois mágicos ingleses na época de Napoleão. Então existem algumas referências ao período, mas ele é praticamente todo inventado. O livro funciona como uma espécie de biografia dos mágicos fictícios, e as notas de rodapé trazem referências a fontes fictícias.</p>
<p>E eu li todas as notas de rodapé desse livro.</p>
<p>(E confesso que vejo notas de rodapé dos textos mais chatos como &#8220;uma redução da quantidade de texto a ser lido em uma página&#8221;.)</p>
<p><strong>Ok, textos científicos não são historinhas</strong></p>
<p>E eu sei que uma estrutura adequada facilita muito na hora de saber se o livro tem aquilo que eu estou procurando – e em que capítulo eu vou encontrar a tal informação. Mas não seria bacana se eu encontrasse o capítulo <strong>e</strong> conseguisse ler aquelas páginas sem querer me matar no meio?</p>
<p>Mas talvez não seja má idéia entender o funcionamento de uma narrativa e tentar tomar emprestado algum elemento. Talvez um caso que exemplifique o assunto – uma coisa que possa ser lembrada na hora em que eu estou afundando em explicações e teorias. Talvez um pouco menos de frescura.</p>
<p>Vou expor a minha capacidade mental limitada e tentar um exemplo: quando eu estou com <strong>muito</strong> sono em uma aula, preciso escolher no que vou concentrar as minhas energias: ou eu continuo com os olhos abertos, ou eu seguro o pescoço reto, ou eu fecho os olhos, apóio a cabeça na carteira e <em>ouço</em>.</p>
<p>E quando eu estou lendo um texto que está me dando uma dor de cabeça psicológica, ou eu entendo a teoria ou eu tento descobrir qual é o sujeito daquele verbo, depois de tantas vírgulas e travessões e parênteses e notas.</p>
<p><strong>A jornada do pesquisador</strong></p>
<p>Estava fazendo um mini-trabalho sobre heróis (aliás, &#8220;O Rei Leão&#8221; e <a title="Memorando de Vogler" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Memorando_de_Vogler">Christopher Vogler</a> ajudam a entender <a title="Monomito" href="http://ias.berkeley.edu/orias/hero/">Joseph Campbell</a>), então estou obviamente influenciada. Mas também estava tentando ler a tal tese (que deu início a esta reclamação) e aquele livro enorme está me dando dor de cabeça, mas até que tenta ser auto-explicativo. No começo, existe todo um capítulo explicando o assunto e quais teorias orientaram a pesquisa, e como a autora fez o trabalho.</p>
<p>Então estou pensando que talvez a pesquisa acadêmica tenha uma narrativa – a jornada do pesquisador. Não estou defendendo que uma tese vire a autobiografia de ninguém, ou que eu acabe com N páginas de dramas sobre as dificuldades dessa pesquisa ingrata.</p>
<p>Mas acho que toda tese/dissertação deveria ter uma orelha sobre o autor. Acho que seria bom entender quem é que escreveu aquilo tudo, e tentar imaginar qual foi a motivação.</p>
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