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	<title>Letras Miúdas &#187; Mia</title>
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	<description>Letras pequenas, surtos intermináveis</description>
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		<title>Sobre rédeas, crianças e gente que é filmada na rua</title>
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		<pubDate>Mon, 15 Mar 2010 19:17:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[boas intenções]]></category>
		<category><![CDATA[meus 2 cents]]></category>
		<category><![CDATA[Mia]]></category>

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		<description><![CDATA[(Uma coisa antes de começar a ler: tente erguer um braço e deixá-lo para cima, esticado, até eu dizer &#8220;chega&#8221;.) Nem preciso falar que a Mia ocupa uma boa parte da minha lista de preocupações desde que a adotamos, em novembro passado. Agora, com uns 6 meses de vida, a Mia começa a dar sinais de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Uma coisa antes de começar a ler: tente erguer um braço e deixá-lo para cima, esticado, até eu dizer &#8220;chega&#8221;.)</em></p>
<p>Nem preciso falar que a <a title="Letras Miúdas: Mia" href="http://lhys.org/letrasmiudas/tag/mia/" target="_self">Mia</a> ocupa uma boa parte da minha lista de preocupações desde que a adotamos, em novembro passado. Agora, com uns 6 meses de vida, a Mia começa a dar sinais de adolescência (estamos agendando a castração).</p>
<p>Uma das coisas &#8220;novas&#8221; da Mia é que agora ela quer sair da casa. Nós não deixamos, porque é perigoso. Lugar de gatinha é dentro de casa, sinceramente. Eu sei, eu sei. <em>Gatos já nasceram livres</em>. Mas gatos livres são atropelados, perseguidos por cachorros, envenenados e vítimas de outras maldades.</p>
<p>Como é obviamente muito difícil explicar essas coisas para a Mia (nós bem que tentamos, mas ela é uma gatinha!), nós simplesmentes deixamos a porta da frente e a janelinha que dá para a garagem fechadas. Aí, de vez em quando, quando ela surta e mia triste para a janela, nós pegamos ela no colo e levamos para a garagem, onde ela faz questão de cheirar tudo o que o narizinho dela consegue alcançar. Se der sorte, tem algum passarinho na calçada ou na árvore ou nos fios de eletricidade.</p>
<p>Para tentar melhorar a qualidade de vida da Mia (e a nossa também), estamos pensando em comprar uma coleirinha (tem que ser peitoral ou coletinho, porque gatos se livram de coleiras de pescoço &#8212; nem que morram tentando!). Então eu estava inocentemente procurando vídeos e artigos sobre gatos que andam de coleira e encontrei crianças andando de coleira. Na Amazon, por exemplo, há vários modelos (alguns que disfarçam com mochilinhas e bichinhos de pelúcia).</p>
<p><a href="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2010/03/lm_harness.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-806" title="Alguns tipos de &quot;kid harness&quot; vendidos na Amazon" src="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2010/03/lm_harness.png" alt="Alguns tipos de &quot;kid harness&quot; vendidos na Amazon" width="495" height="300" /></a></p>
<p>Confesso que primeiro eu fiquei meio desconfiada. Eu entendo que isso não seja nada novo, mas eu nunca vi uma mãe levando o filho passear de coleira (ok, não é bem coleira. é mais um peitoral. mas vou chamar de coleira).</p>
<p>E, como várias pessoas apontaram, não seria melhor se você conseguir manter o seu filho por perto porque ele é educada, e não porque está amarrado? Sim, claro. Mas isso é realmente seguro? Quando você dá a mão para uma criança, você não está garantindo que ela fique perto e segura?</p>
<p>Aí, pensando melhor&#8230; sei lá, comecei a ver algumas vantagens na coleira:</p>
<ul>
<li>Lembra aquilo que eu pedi no começo deste post? Então: &#8220;CHEGA&#8221;. Pode abaixar o braço. Agora pensa na criança que passeia segurando a mão de um adulto. Pois é. Cansa. É desconfortável.</li>
<li>A criança, na verdade, tem mais liberdade. Ela tem pelo menos um metro e meio (ou alguma coisa assim) de espaço, em vez de ficar colada à sua perna.</li>
<li>O adulto consegue segurar a guia de um jeito muito mais seguro. É muito mais fácil deixarescorregar uma mãozinha gordinha (e suada) do que uma tira que você enrola no punho.</li>
<li>Imagina que você também precisa carregar outra criança. Ou um saco de compras. <em>Gente, essa coleira é tudo!</em></li>
</ul>
<p>Então eu prometo não ficar chocada se encontrar alguém passeando com o filho na coleira. Desde que a pessoa não esteja fazendo isto aqui:<br />
<center><br />
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/aEtzWY_VwhQ&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/aEtzWY_VwhQ&#038;hl=en_US&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>&nbsp;</center></p>
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		<title>Mia, a grande caçadora</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 11:59:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[Mia]]></category>

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		<description><![CDATA[Umas duas semanas depois de adotar a Mia, eu brincava com ela usando uma bolinha de papel amarrada em um pedaço de lã. Eu puxava a lã bem devagar, a bolinha se arrastava pelo chão e a Mia ia atrás. Só que ela não ia simplesmente atrás &#8212; ela encostava a barriga no chão e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Umas duas semanas depois de adotar a Mia, eu brincava com ela usando uma bolinha de papel amarrada em um pedaço de lã. Eu puxava a lã bem devagar, a bolinha se arrastava pelo chão e a Mia ia atrás. Só que ela não ia simplesmente atrás &#8212; ela encostava a barriga no chão e ia preparando o bote. Aí a gente tirava altos sarros sobre &#8220;<em>Mia, a grande caçadora</em>&#8220;. Da bolinha de papel.</p>
<p>Ontem a Mia caçou o primeiro passarinho dela. <span id="more-759"></span>Não sei qual era o tamanho dele, porque ninguém estava em casa na hora. Dei uma passadinha aqui no meio de uma peixada, para ver se estava tudo bem. Peguei a Mia no colo assim que abri a porta e aí encontrei um monte de penas espalhadas pelo quintal. E um passarinho morto e meio destruído.</p>
<p>Aí eu gritei &#8220;Paaaaaai, acho que a Mia matou um passarinho&#8221;. <em>Tadinho</em>. E que nojo. O potinho de água dela ficou sujo e tal.</p>
<p>Comecei a recolher as penas (um pouco, porque varrer penas é muito ingrato) e a Mia foi brincar com o <em>cadáver</em>. <strong>O horror</strong>. Aí eu recolhi o passarinho, dei um nó na sacola e joguei dentro do lixo. Aí eu peguei a Mia e fiz um pouco de carinho porque eu joguei fora o brinquedo/almoço dela (é tipo o Kinder Ovo).</p>
<p>E eu tirei fotos, porque foi o primeiro passarinho da Mia. Mas não vou colocar aqui porque super tenho noção.</p>
<p>Mas posso confessar que senti um orgulhinho da Mia?</p>
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		<title>Adote um gato, aumente sua pegada ecológica</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 17:49:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[Mia]]></category>

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		<description><![CDATA[Na semana passada, a Mia completou dois meses de residência aqui em casa. Quando eu disse isso, minha mãe perguntou &#8220;Só???&#8221;. Isso porque em apenas dois meses a Mia precisou ser levada ao veterinário umas 4 ou 5 vezes e meio que bagunçou a vida do mundo. Teve gripe, conjuntivite, pulga, verme, ácaro&#8230; e micose. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter size-full wp-image-738" title="A foto obrigatória mostrando a fofice da gata" src="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2010/01/lm_miadorme.jpg" alt="" width="495" height="330" /></p>
<p>Na semana passada, <a title="Letras Miúdas: A gata Mia (mia)" href="../../../../2009/11/17/a-gata-mia-mia/" target="_self">a Mia completou dois meses de residência aqui em casa</a>. Quando eu disse isso, minha mãe perguntou &#8220;Só???&#8221;. Isso porque em apenas dois meses a Mia precisou ser levada ao veterinário umas 4 ou 5 vezes e meio que bagunçou a vida do mundo.<span id="more-735"></span> Teve gripe, conjuntivite, pulga, verme, <a title="Letras Miúdas: Smelly cat, smelly cat..." href="../../../../2009/12/07/smelly-cat-smelly-cat/" target="_self">ácaro</a>&#8230; e micose. Pois é, micose. E a micose de gato passa para gente.</p>
<p>No caso, passou para mim. Não é grave, não me deixou contagiosa. Mas, tá, eu passei as festas de final de ano com uma <a title="Twitpic: Olha o estado do meu braço" href="http://twitpic.com/tnfc8" target="_blank">estampa de bolinhas nos braços e nas pernas</a> (dizem que some). E tivemos que transferir a festa de Natal, que estava marcada para a minha casa.</p>
<p>De lá pra cá, eu descobri que sou ridiculamente fraca com micose. Passo o ano todo sem pegar uma gripe de verdade, mas estou tendo sérias dificuldades para me livrar desta tatuagem. Tomei uma semana de remédio. Depois de uma semana de pausa, as bolinhas começaram a dar sinal de vida – de novo. Então tomei mais duas semanas de remédio. Depois de uma semana de pausa (que foi agora), meus cotovelos e joelhos ficaram vermelhos e inchados e quentes. Quando eles diminuíram de tamanho, descobri que estava meio empipocada. Sim, de novo. Elas parecem ter desaparecido depois que eu passei quantidades obscenas de pomada durante três dias.</p>
<p>Além disso, a Mia e eu estamos nos evitando. <a title="Twitpic: Me deixa entrar!" href="http://twitpic.com/xxknh" target="_blank">Ela</a> <a title="Twitpic: Td bem. Vou ficar aqui msm." href="http://twitpic.com/xxlz4" target="_blank">lamenta</a> <a title="Twitpic: Ô dó!" href="http://twitpic.com/xxpwx" target="_blank">bastante</a> e chora na porta da cozinha; eu fico toda sentida aqui dentro. <em>Muito sentida</em>. Porque <a title="YouTube: Mia e a chantagem emocional" href="http://www.youtube.com/watch?v=c7E3qPC5D1A" target="_blank">a Mia sabe fazer chantagem emocional</a> (sim, eu sou uma dessas pessoas que coloca vídeos do bicho de estimação no YouTube) e acabo vestindo calça comprida para ficar um pouquinho com ela nos horários em que eu já ia tomar banho.</p>
<p>Com toda essa brincadeira, estou sujando mais roupas, tomando mais banhos, lavando as mãos enloquecidamente (os sabonetes de pia estão sumindo). Aliás, isso vale para a casa inteira. De verdade. Até <a title="Twitpic: A alegria da Mia depois do banho" href="http://twitpic.com/utv3r" target="_blank">a Mia está ganhando dois banhos semanais</a> com shampoo anti-micose. E isso apareceu na conta de água daqui de casa.</p>
<p>Para completar, o gasto diário de areia sanitária é um absurdo. <em>Eu sei, é uma gatinha tão pequena&#8230; mas é um absurdo</em>. Uns dias atrás, a minha irmã (em um momento sem-noção) estranhou quando eu disse que ia limpar a caixinha de areia da Mia. &#8220;Ué, mas você não limpou ontem?&#8221;. Sim, limpei ontem. Tenho que limpar hoje. Vou limpar amanhã.</p>
<p>Nesses últimos dias de solidão, vivendo de comida (caseira) congelada, minha produção de lixo anda bem reduzida. A maior contribuição é aquele saquinho diário que vem dos domínios da gata. <em>Eu sei, é uma gatinha tão pequena&#8230; mas ela realmente faz um estrago enorme</em>.</p>
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		<title>Smelly cat, smelly cat&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Dec 2009 12:31:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[boas intenções]]></category>
		<category><![CDATA[Mia]]></category>

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		<description><![CDATA[Considerando que a Mia é uma gatinha adotada em uma feira do abrigo de animais no estacionamento do Carrefour, até que ela se deu bem. Porque ela veio acabada pra minha casa, mas agora está com uma pancinha a caminho de se tornar respeitável. Pra começar, a Mia veio meio subnutrida porque era muito pequena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Considerando que a Mia é uma gatinha adotada em uma feira do abrigo de animais no estacionamento do Carrefour, até que ela se deu bem. Porque ela veio acabada pra minha casa, mas agora está com uma <em>pancinha</em> a caminho de se tornar respeitável.<span id="more-687"></span></p>
<p>Pra começar, a Mia veio meio subnutrida porque era muito pequena e fraquinha e não conseguia comer ração seca. Assim, até conseguia, mas com <em>muito</em> custo. Então acabamos comprando aquelas rações de <em>sachet</em>, que são pedacinhos de carne com molho. O molho deve der fenomenal, porque a gata ficava enlouquecida. O problema é que aquele saquinho é meio caro, principalmente para uma gatinha tão esfomeada quanto a Mia.</p>
<p>Mas, enfim, ela pelo menos estava comendo. Só que ela veio com pulgas. O que significa que ela veio com verme. Blergh. Tratamos as duas coisas, é claro.</p>
<p>Em seguida, o espirro bonitinho da Mia virou uma gripe feia. Ela não queria comer nem a ração com molhinho. No outro dia, acordou com uma conjuntivite assustadora. Aí a veterinária deu injeção de antibiótico e receitou um colírio.</p>
<p>A outra coisa que a veterinária fez? Bom, sabe a musiquinha <a title="YouTube: The Smelly Cat Song" href="http://www.youtube.com/watch?v=ETQfuzNGT58" target="_blank">&#8220;Smelly cat&#8221;</a>? A letra era &#8220;<em>Smelly cat, smelly cat / What are they feeding you?</em>&#8220;. E a gente meio que achava que o bafo <strong>horroroso</strong> da Mia era culpa da ração com molhinho. Estávamos ansiosos para trocar a ração e ver se aquilo melhorava.</p>
<p>Bom, a culpa não era da ração. Ou da gata (&#8220;<em>It&#8217;s not your fault&#8230;</em>&#8220;). Se a sua gatinha tem um bafo horroroso, a culpa é dos ácaros na orelha dela. Pois é. Nojento. Aí que estamos traumatizando a Mia com o tratamento (aparentemente, o líquido que é para pingar na orelha dela irrita bastante), mas o cheiro foi embora.</p>
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		<title>A gata Mia (mia)</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Nov 2009 22:18:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Qualquer coisa]]></category>
		<category><![CDATA[idéias brilhantes]]></category>
		<category><![CDATA[Mia]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando eu era criança, minha mãe achou que a gente deveria ter um bichinho de estimação. Meu pai disse &#8220;deixa comigo!&#8221; e trouxe para casa&#8230; um passarinho. Sim, a maior diversão do universo. Tivemos uns três passarinhos (acho. pode ter sido só um e parecido uma eternidade.) até que minha mãe arrumou uma gatinha pra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_675" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><img class="size-full wp-image-675" title="Sim, eu fiz um gif animado da gata." src="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2009/11/gatobol.gif" alt="Sim, eu fiz um gif animado da gata." width="450" height="300" /><p class="wp-caption-text">Sim, eu fiz um gif animado da gata.</p></div>
<p>Quando eu era criança, minha mãe achou que a gente deveria ter um bichinho de estimação. Meu pai disse &#8220;deixa comigo!&#8221; e trouxe para casa&#8230; um passarinho. Sim, a maior diversão do universo. Tivemos uns três passarinhos (acho. pode ter sido só um e parecido uma eternidade.) até que minha mãe arrumou uma gatinha pra gente. <em>Obrigada, mãe!</em></p>
<p>Por essa época, eu descobri que gatos são os melhores bichos de estimação. Assim, superam cachorros sem nem se esforçar muito, sabe? São mais bonitinhos e menores e dormem e roncam. Minha única reclamação é que eles não gostavam muito do <a title="YouTube: Tiny Toon Adventures Season 1, Vol 1 - New Puppy" href="http://www.youtube.com/watch?v=LAlQoei16AM" target="_blank">meu lado Elmyra</a>. Eu queria tanto que eles parassem de subir na árvore e simplesmente dormissem no meu colo&#8230; só que isso não acontecia.</p>
<p>Depois de uma sequência de gatos, simplesmente paramos de ter bichinhos. Meus pais trabalhavam, a gente tinha mais aulas e resolveram que era melhor assim. <em>Funf</em>.<span id="more-672"></span> Tudo bem, tudo bem. Sobrevivi à abstinência brincando com o meu Furby e amolando bichinhos alheios. E meio que fazia uma campanha relativamente discreta para ganhar um novo gatinho. Eu nem contava muito com a campanha, para falar a verdade. Não ia ter mais bichinhos e pronto. Até que minha mãe resolveu apoiar a ideia.</p>
<div id="attachment_673" class="wp-caption alignright" style="width: 235px"><img class="size-full wp-image-673" title="Tente dizer 'não' para uma gatinha-bebê..." src="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2009/11/mia.png" alt="mia" width="225" height="300" /><p class="wp-caption-text">Tente dizer &#39;não&#39; para uma gatinha-bebê...</p></div>
<p>O resultado é que no sábado fomos buscar uma gatinha-bebê na <a title="Uipa Jundiaí" href="http://www.uipa.1br.net/" target="_blank">Uipa</a> (mais especificamente, no estacionamento de um supermercado). A viagem de volta foi absolutamente terrível – a gatinha estava obviamente histérica, eu estava tentando manter ela dentro de uma caixa e tentando desviar de unhadas. Fiquei até meio <em>carsick</em> quando chegamos em casa.</p>
<p>Eventualmente o trauma passou e ela agora não tem mais nenhum problema comigo. Ou com a casa. Ou com caixas. Passamos o primeiro dia chamando &#8220;vem, gatinha&#8221;, aí aceitamos que era melhor escolher logo um nome. Eu queria Novembro, minha mãe queria Lady (seriously!) e ela acabou virando a Mia. Porque a Mia mia. Assim, muito. Se continuar assim, os vizinhos vão achar que vamos vender a Mia para um restaurante coreano.</p>
<p>A Mia mia (muito) porque não quer ficar sozinha. De jeito nenhum. Ela quer dormir, mas quer dormir onde estão pessoas. De preferência, pessoas que deixem ela ficar deitadinha no colo. Amassando pão no seu colo. Sim, fincando as unhas e destruindo as suas roupas.</p>
<p>Eu não sei se a Mia é carente demais, ou se é porque meus irmãos não moram mais aqui para dividir a necessidade de atenção. Estou torcendo para ser uma fase. Este é só o quarto dia da Mia aqui em casa; ela é uma gatinha-bebê. Vai melhorar. Assim, não sei se vai melhorar muito porque estamos mimando ela demais. Subir na mesa de jantar continua absolutamente proibido em qualquer circunstância (mesmo que não tenha jantar em cima dela), mas o sofá já entrou para os domínios da gata.</p>
<p>A questão é que precisa melhorar porque tem horas que a Mia fica tão difícil que eu começo a pensar &#8220;por que foi que a gente adotou uma gata mesmo?&#8221;. Claro que aí ela me olha com aquela carinha de gatinha-bebê e isso passa.</p>
<p>A questão é que eu estou me esforçando para não virar uma dona de gato louca (por que tantas donas de gatos são loucas?). E a Mia não está me ajudando.</p>
]]></content:encoded>
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