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	<title>Letras Miúdas &#187; revival</title>
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	<description>Letras pequenas, surtos intermináveis</description>
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		<title>Como se fosse 2002</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 23:59:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Momentos sentimentais na madrugada, lendo e-mails de 2002 e revivendo o fim do &#8220;semestre em que fomos felizes&#8221;. Tudo porque mais uma turma chegou ao final do semestre em que foram felizes. Morrendo de vontade de falar que essa história de &#8220;as pessoas se afastam depois do JC&#8221; é mentira. Tá, a gente não tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Momentos sentimentais na madrugada, lendo e-mails de 2002 e revivendo o fim do &#8220;semestre em que fomos felizes&#8221;. Tudo porque mais uma turma chegou ao final do semestre em que foram felizes. Morrendo de vontade de falar que essa história de &#8220;as pessoas se afastam depois do JC&#8221; é mentira.</p>
<p>Tá, a gente não tem mais aula do Ed pra ficar batendo papo via papelzinho. Não estamos sentados no chão do CJE pensando que seria incrível organizar uma corrida pelo corredor. Mas <em>ainda estamos</em>, sabe? No &#8220;bom dia&#8221; via MSN com a Ná. No fretado da terça da manhã com a Má. Comendo no McDonald&#8217;s de Jundiaí e depois assistindo &#8220;In Treatment&#8221; com a Li. Comemorando o apartamento da Liuca. Passando o endereço do Telhanorte pro Shimizu. No Twitter do Gustavo. No Flickr do Jonathan. Emprestando livros na bibliotECA para o Juliano. Na festinha de Natal que virou tradição.</p>
<p><em>Ainda estamos</em>.</p>
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		<title>Vocabulário obsoleto</title>
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		<pubDate>Sat, 08 Nov 2008 01:55:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<category><![CDATA[revival]]></category>

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		<description><![CDATA[Depois deste post, aparece alguém neste blog perguntando para o Google: &#8216;o que significa dial de uma rádio analógico&#8217;. Pois é. Eu sou do tempo do dial de rádio analógico.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois <a href="http://lhys.org/letrasmiudas/2008/10/10/minha-vida-lo-tech/" title="Minha vida lo-tech">deste post</a>, aparece alguém neste blog perguntando para o Google: &#8216;o que significa dial de uma rádio analógico&#8217;. Pois é. Eu sou do tempo do dial de rádio analógico.</p>
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		<title>Minha vida lo-tech</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Oct 2008 04:05:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estávamos conversando sobre o logotipo da Rádio USP na aula de quarta-feira (que é sobre design e comunicação). Basicamente, teve um concurso para escolher um logotipo novo (nota da Agência USP), embora ele ainda não tenha sido modificado no site da rádio. Para facilitar, logo velho e logo novo: Devo confessar que, até esse momento, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estávamos conversando sobre o logotipo da Rádio USP na aula de quarta-feira (que é sobre design e comunicação). Basicamente, teve um concurso para escolher um logotipo novo (<a href="http://www.usp.br/agen/UOLnoticia.php?nome=noticia&amp;codntc=21720" title="Estudantes da FAU ganham concurso de escolha de novo Logo da Rádio USP">nota da Agência USP</a>), embora ele ainda não tenha sido modificado no <a href="http://www.radio.usp.br/" title="Rádio USP">site da rádio</a>. Para facilitar, logo velho e logo novo:</p>
<p><img src="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2008/10/uspfm.gif" alt="Logotipos da USP FM" /></p>
<p>Devo confessar que, até esse momento, eu nunca tinha reparado no logotipo (antigo) da rádio. Mas, olhando pra ele, naquela hora&#8230; sei lá, achei simpático. E eu gostei do logotipo novo (apesar de algumas discussões sobre ele ter ficado pesado demais), mas achei ele super internet. Escrever (uspfm))) é super internet. Podia funcionar pra um last.fm, Blip, sei lá.</p>
<p>Então eu pensei: &#8220;ué, mas por que quiseram mudar?&#8221;.  Aí eu percebi que o antigo podia funcionar bem, mas não vejo um dial de rádio analógico faz uns dez anos. Será que os bixos sabem o que é esse negocinho azul no logotipo antigo? Aí, nesse caso, se tiver alguma motivação demográfica&#8230; bom, até faz sentido um logotipo meio web. Certo?</p>
<p>Corta, adianta um pouco mais de 24 horas, e estou no Gtalk e a <a href="http://twitter.com/iana" title="Twitter da Iana">Iana</a> lembra de uma mixtape com uma música do Bon Jovi. Rola um revival de ouvir &#8220;Always&#8221; e tal. Aí ela fala que gravou &#8220;coisas por cima [da mixtape] depois <img src='http://lhys.org/letrasmiudas/wp-includes/images/smilies/icon_sad.gif' alt=':(' class='wp-smiley' /> &#8220;. Aí eu aponto que o menino que fez a mixtape deveria ter quebrado o coisinho de plástico da fita. Ou será que ele quebrou, mas ela colou uma fita adesiva por cima para gravar assim mesmo?</p>
<p>Bom, aí a Iana não entende mais nada e eu preciso explicar que existia um lacre nas fitas cassetes. Um pedacinho de plástico que você quebrava para impedir gravações acidentais (e eventualmente, nos momentos de pobreza, colava uma fita adesiva em cima para poder voltar a gravar). E se uma pessoa nunca percebeu uma coisa tão importante e necessária e essencial em uma fita cassete&#8230; é porque viveu muito pouco tempo com fitas cassetes. Essas pessoas (que não reconhecem um dial analógico e nunca protegeram uma fita contra gravação) encontraram o CDR muito cedo em suas vidas!</p>
<p>Enfim, pela utilidade pública:</p>
<p><img src="http://lhys.org/letrasmiudas/wp-content/uploads/2008/10/k7.jpg" alt="Fita cassete" /></p>
<p>Esta é uma fita cassete (foto poética via <a href="http://www.sxc.hu/photo/772638" title="stock.xchng">stock.xchng</a>). No detalhe, tem o cantinho superior ampliado. A seta vermelha indica onde ficava o pedacinho de plástico da proteção anti-regravação. Se você ainda tem videocassete em casa, pode reparar que existe uma coisa parecida na parte da frente das fitas. E, sim, colar uma fita adesiva por cima também funciona no VHS.</p>
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		<title>WP as CMS 4 JC? OMG!</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Oct 2008 14:02:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Passei a última semana adaptando uma instalação teste de WordPress para abrigar o site do Jornal do Campus. (Sim, apesar de ter deixado este blog no Kubrick, eu tenho alguma noção do que fazer com WP!) Isso me deu uma dor de cabeça não-literal, mas (por algum motivo xis) eu quero falar sobre isso. 1. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Passei a última semana adaptando uma instalação teste de WordPress para abrigar o site do Jornal do Campus. (Sim, apesar de ter deixado este blog no Kubrick, eu tenho alguma noção do que fazer com WP!) Isso me deu uma dor de cabeça não-literal, mas (por algum motivo xis) eu quero falar sobre isso.<span id="more-86"></span></p>
<p><strong>1. Sobre o JC</strong></p>
<p>O Jornal do Campus é um jornal (supostamente) quinzenal produzido pelos alunos de Jornalismo da USP. É parte de uma disciplina obrigatória para todos (todos mesmo, nada daquele &#8220;todos&#8221; da Folha!) os estudantes de graduação do curso de Jornalismo da ECA. Eu fiz JC em 2002, e sou PAE do JC agora.</p>
<p>Pelos números atuais, são 8 edições por semestre (não circula durante as férias), com 8 páginas e tiragem de 10.200 cópias (quase todas distribuídas pela própria redação no campus da capital).</p>
<p><strong>2. Sobre o site do JC </strong></p>
<p>A primeira tentativa de site do JC que eu conheço aconteceu em 1998. Durou uma edição.</p>
<p>O site foi ressuscitado pela primeira vez em 2002, com a publicação das edições do meu semestre e de pdfs dos números de 2001. A partir daí, ele durou mais ou menos um ano e foi mumificado mais uma vez.</p>
<p><strong>3. O(s) projeto(s) do JC Online/2008 </strong></p>
<p>O plano original era fazer tudo em três etapas durante este semestre:</p>
<p>a) Definição (envolvendo, é claro, mais uma das famosas &#8220;comissões&#8221; do JC) dos objetivos e da estrutura do site.</p>
<p>b) Criação de uma versão (já online) com os conteúdos das primeiras edições, para que este semestre tenha versão online sem grandes atrasos.</p>
<p>c) Adaptação do site a uma ferramenta de publicação relativamente fácil/simples de ser usada, para que a própria redação possa cuidar da atualização e para que a turma seguinte também possa seguir atualizando &#8212; assim como a seguinte e a seguinte e a seguinte. (Essa história de trocar a redação do JC a cada semestre dá esses problemas para a continuidade de projetos&#8230;)</p>
<p>É claro que planos originais nunca dão certo. (Meu plano original era criar um grupo pop e ser rica aos 21 anos, e neste exato momento eu estou ouvindo músicas de gosto duvidoso e falando sobre meu trabalho como PAE.) Por uma coisa ou outra, foi necessário apressar a criação da versão online do JC, invertendo as fases &#8216;a&#8217; e &#8216;b&#8217;.</p>
<p>Depois disso, eu descobri que publicar todas as reportagens do JC manualmente era um porre. De verdade. Nem é super difícil nem nada, mas é uma coisa que jamais seria mantida por mais de um semestre. Foi por isso que eu passei a semana passada brigando com o WordPress para dar continuidade a essa história. O que significa que as fases agora são &#8216;b&#8217;, &#8216;c&#8217; e, finalmente, &#8216;a&#8217; (ainda em andamento).</p>
<p><strong>4. WP as CMS 4 JC? OMG!</strong></p>
<p>Colocar o site do JC em um publicador não é simplesmente uma coisa que vai poupar minha saúde mental neste semestre. O objetivo da coisa é deixar a atualização super fácil, do tipo que poderá ser feita neste semestre e nos semestres seguintes, e por integrantes reais do JC (ou seja, que não sejam apêndices malas como eu). O objetivo da coisa é tentar evitar a mumificação do &#8216;JC Online&#8217; em &#8216;JC Online 2008&#8242;.</p>
<p>O WordPress tem algumas vantagens básicas nessa hora. Para começar, é de graça. Aí tem toda aquela história de código aberto, o que atrai usuários apaixonados que dão suporte no fórum e criam ferramentazinhas que fazem tudo o que você precisa. E é super popular, então dá para acreditar que o WP continuará sendo atualizado com alguma freqüência nos próximos anos.</p>
<p>Fora isso, é uma ferramenta de blog. Mesmo com todos os plugins necessários para dar um jeito de jornal para o site, ainda é extremamente provável que pelo menos três ou quatro pessoas de cada turma tenham alguma familiaridade com ele. E mesmo com todos os ajustes, acho que a atualização do modelo criado é tão simples quando o upload de notícias e definição de destaques que eu fazia no antigo site da MTV. Acho que eu posso dizer que saber atualizar o site do JC exige o mínimo de habilidade necessária para qualquer estudante de jornalismo que vá trabalhar com sites.</p>
<p>E, finalmente, eu sei um mínimo de WordPress para não me complicar demais nas configurações. Para que brigar com outro CMS?</p>
<p>(<em>Tudo bem que existe um problema que eu ainda não resolvi: o site da ECA roda ASP, e WP é PHP. Mas praticamente todos os CMSs gratuitos são em PHP. Mas depois eu penso nisso.</em>)</p>
<p>Deixando a enrolação para trás, vamos às três (sempre são três!) etapas de adaptação do WP para virar o CMS do JC:</p>
<p>a) Instalação do WordPress (fácil) e instalação de plugins (isso foi mais complicado, porque nem tudo funciona como eu quero, e às vezes é preciso dar umas adaptadas&#8230; e isso sempre gera um erro de PHP, porque eu realmente não sei o que estou fazendo no PHP&#8230; mas deu para consertar, e é isso o que importa) para as funcionalidades mais ligadas a um site jornalístico. Exemplos? &#8220;Imprimir esta notícia&#8221;, &#8220;enviar por e-mail&#8221;, &#8220;notícias mais lidas&#8221;&#8230;</p>
<p>b) Com tudo funcionando no Kubrick, era hora de criar &#8220;páginas semi-estáticas&#8221;  (aka &#8220;pages&#8221;, que são diferentes de &#8220;posts&#8221;) para servir de home/capa, capas de editorias&#8230; Aí é preciso encontrar funções para que os destaques entre as notícias (as notícias são &#8220;posts&#8221;) apareçam automaticamente nessas páginas. Então é preciso criar categorias que façam sentido e editar funções encontradas no Codex do WordPress ou nos fóruns de ajuda (do tipo &#8220;recuperar os &#8216;posts&#8217; da categoria &#8216;destaque&#8217;, mas somente um e somente se ele também pertencer à categoria &#8216;universidade&#8217;&#8221;). Depois disso, é só dar um jeito para que os destaques dessas &#8220;pages&#8221; sejam acompanhados por uma imagem editável (a solução foi encontrada em um template pronto de WordPress para a publicação de revistas).</p>
<p>c) Com tudo funcionando e modelos de páginas no Kubrick, chega a vez de passar tudo isso para o layout do site do JC. Isso até que correu com poucos erros, mas deu um pouco de trabalho com todas as coisas condicionais (&#8220;se a notícia pertencer à categoria/editoria &#8216;universidade&#8217;, destacar a opção &#8220;universidade&#8221; no menu de editorias&#8221;; &#8220;se esta for a página inicial/capa, publicar o &#8216;blog da redação&#8217; na coluna lateral&#8221;; &#8220;como publicar o rss de um outro WordPress &#8212; o tal &#8216;blog da redação&#8217; &#8212; neste site&#8221;&#8230;). E depois foi preciso criar um modelo de capa e editorias que fosse razoavelmente agradável e funcional.</p>
<p><strong>5. Onde eu estou</strong></p>
<p>A etapa &#8216;c&#8217; da adaptação do WP para o JC terminou ontem. O modelo de testes funciona bem. Agora&#8230; agora eu preciso falar com a informática da ECA para ver se dá para instalar o WordPress em algum lugar. Se não der (o que é provável), talvez seja melhor contratar hospedagem separada (não é muito caro).</p>
<p>Enquanto isso, estou tentando retomar a etapa &#8216;a&#8217; da criação do site para fazer a avaliação e alteração do modelo atual, de acordo com as idéias da redação (no momento, estamos em &#8220;O JC Online segundo Lhys&#8221;, o que não é o objetivo da coisa).</p>
<p>Depois disso, vem a instrução para que a tal &#8220;comissão do site&#8221; faça a atualização sozinha. A partir dessa experiência, preciso criar o manual (adoro manuais!) do site, para tentar incentivar a continuidade da coisa. Porque isso aqui está dando um trabalho do cão, e é melhor que não se mumifique tão cedo.</p>
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		<title>Virando a esquina</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Sep 2008 17:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Happy Birthday &#8211; New Kids on the Block]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><object width="300" height="110"><param name="movie" value="http://media.imeem.com/m/nnJyHEncLo/aus=false/"></param><param name="wmode" value="transparent"></param> <embed src="http://media.imeem.com/m/nnJyHEncLo/aus=false/" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="300" height="110"></embed><a href="http://www.imeem.com/people/UGL6gY/music/OCGA7R6v/new_kids_on_the_block_happy_birthday/">Happy Birthday &#8211; New Kids on the Block</a></object></p>
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		<title>O que está acontecendo com as boybands?</title>
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		<pubDate>Thu, 04 Sep 2008 17:10:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<category><![CDATA[meus 2 cents]]></category>
		<category><![CDATA[música]]></category>
		<category><![CDATA[revival]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu: Sabe que tá um momento estranho para boybands, né? GusFalso: Como assim? Eu: Assim o modelo ainda não entrou em falência. Eu: Mas, atualmente, está mais baseado em revivals do que em novidades. GusFalso: Nx Zero tá aí pra te provaro o contrário. GusFalso: Tokio Hotel vai bem. Eu: Mas não qualifica no modelo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote style="border-style: none; margin: 0px 0px 0px 40px; padding: 0px" class="webkit-indent-blockquote"><p>Eu: Sabe que tá um momento estranho para boybands, né?<br />
GusFalso: Como assim?<br />
Eu: Assim o modelo ainda não entrou em falência.<br />
Eu: Mas, atualmente, está mais baseado em revivals do que em novidades.<br />
GusFalso: Nx Zero tá aí pra te provaro o contrário.<br />
GusFalso: Tokio Hotel vai bem.<br />
Eu: Mas não qualifica no modelo clássico.<br />
GusFalso: Hahaha, mas o modelo clássico só faz sucesso para as pessoas que acham ele &#8220;clássico&#8221;.<br />
GusFalso: Pra molecada, o modelo clássico é uma coisa ridícula.<br />
<span style="font-style: italic" class="Apple-style-span">(*conversa resumida)</span></p></blockquote>
<p>Estou em uma semana NKOTB. Ouvindo &#8220;The Block&#8221; e cantando versos ótimos tipo &#8220;Back in the day when you were young (it was fun)&#8221;. Acho que eu sou neste momento o que a Naila foi em 2006, quando o Take That lançou &#8220;Beautiful World&#8221;.Mas, deixando toda a felicidade de lado&#8230; o que está acontecendo com as boybands? Primeiro, vamos tentar identificar o que é a boyband clássica:</p>
<ol>
<li>Boyband clássica não é aquela que a gente fala &#8220;they&#8217;re boys in a band&#8221;.</li>
<li>Em português, boybands clássicas são chamadas de &#8220;grupos&#8221;, e não de &#8220;bandas&#8221;.</li>
<li>Boybands clássicas podem até escrever algumas músicas (Gary Barlow, do TT, é um compositor relativamente respeitável), mas o sucesso dos singles está relacionado a produtores suecos.</li>
<li>Boybands clássicas não fazem questão de tocar nada. De vez em quando, alguém pode até sentar ao piano para uma baladinha &#8212; mas nada de pagar de rock&#8217;n'roll stars.</li>
<li>Como não estão segurando guitarras, os integrantes das boybands clássicas precisam de algum tipo de coreografia. A dança pode ser mais incrível (*NSYNC), um pouco patética (Boyzone, no clipe novo) ou se resumir a inclinar o microfone ao mesmo tempo, mas está lá.</li>
<li>A aparência é muito importante em boybands clássicas. Você até pode falar que eles nem são lá grande coisa, mas não vai encontrar o gêmeo do Thom Yorke em uma delas.</li>
<li>Músicas de boybands clássicas podem ser classificadas, basicamente, como &#8220;pop&#8221; (freqüentemente com alguma influência de R&amp;B ou alguma tentativa de rap). As faixas intercalam baladas lentinhas e algumas músicas mais animadinhas.</li>
<li>Integrantes de boybands clássicas (mesmo os que posam de bad boys) podem enfiar o pé na jaca de vez em quando, mas cada mancada mais grave é seguida de um pedido público de desculpas às fãs.</li>
</ol>
<p>A boyband clássica é o modelo típico que surgiu nos anos 70 mas se popularizou e funcionou de verdade entre os anos 80 e os anos 90. Embora a busca pelas origens geralmente cheguem até Beatles e Jacksons, a inauguração do modelo (pelo menos de forma bem-sucedida) foi feita por New Edition (nos Estados Unidos) e Menudo (para a América Latina).</p>
<p>Os New Kids on the Block foram um dos principais nomes do período entre o fim dos anos 80 e o começo dos 90, levando a boyband até o público norte-americano branco. Até que tudo acabou em 1994, com o declínio da popularidade, os ataques de pânico de Jonathan Knight e provavelmente uma falta de vontade geral de passar mais tempo juntos.</p>
<p>Parecia que tinha acabado? Bom, não demorou muito e apareceram os Backstreet Boys. Aí demorou um pouco para emplacar nos EUA (será que ser &#8220;famoso na Alemanha&#8221; ajuda em alguma coisa), mas deu certo. Deu certo e deu origem a uma verdadeira fábrica com algumas crias bem-sucedidas (*NSYNC), algumas moderadas (O-Town, LFO) e tantas outras bem mais deprimentes (C-Note, LMNT&#8230;).</p>
<p>Já na Inglaterra, a primeira metade dos 90s foi do Take That, chegando ao fim em 1996 (quando Robbie Williams cansou de ser o fat dancer com alguma noção de bom comportamento). Isso não significou o declínio real do formato, já que o Boyzone, que surgiu um pouco depois do TT, seguiu em atividade até o final da década. A essa altura, o 5ive e o Westlife garantiam a sobrevivência das boybands, entre Blue, Another Level e outras tentativas.</p>
<p>(Vale lembrar que o Brasil tentou replicar o Menudo com coisas como Dominó e Polegar, e depois tentou pegar carona em BSB com Br&#8217;oz, Twister e&#8230; coisas ainda mais constrangedoras, como o GEM.)</p>
<p>Mas o pós-2000 foi menos generoso com as boybands. A carreira solo de Justin Timberlake matou o *NSYNC; o 5ive nem gerou carreiras solos de verdade, mas também acabou; o Westlife começou a fazer covers manjados para mulheres de meia idade; os Backstreet Boys perderam o Kevin Richardson&#8230;</p>
<p>O que surgiu nessa época? Com bem lembrou o Gustavo, as novas bandas preferidas adolescentes são NxZero, Tokio Hotel&#8230; ou Good Charlotte, sei lá. Se quiser, dá para tentar enquadrar Fall Out Boy e até Panic at the Disco nessa história. A versão britânica da coisa estava mais para Busted (que já acabou) e McFly (que agora é indie!). E eu gostaria de incluir Jonas Brothers nessa lista, mesmo que eles sejam muito mais Hanson do que qualquer outra coisa (e Hanson não cumpre os critérios de boybands clássicas).</p>
<p>Uma coisa dessa nova lista é que essas pessoas seguram instrumentos e escrevem músicas (não vou questionar a qualidade de ninguém neste momento). Será que isso é uma busca por credibilidade? Será o fim de grupos que cantam música pop e não tocam nada? Sinceramente, acho que não. A indústria de grupos vocais continua indo muito bem, mas agora se concentra em girlbands. Deixando o revival de Spice Girls de lado, temos Girls Aloud e Sugababes de um lado, Pussycat Dolls de outro.</p>
<p>A minha pergunta, então, não é &#8220;o que é que os adolescentes estão comprando?&#8221;. Também não é &#8220;o pop chiclete chegou ao fim?&#8221;. A minha pergunta é: &#8220;ainda existe lugar para as boybands clássicas?&#8221;.</p>
<p>Olhando bem, dá pra ver que ainda existem algumas tentativas (como o Billiam). Mas as coisas novas não estão mais dando certo (novamente: Billiam). O que está dando certo são os revivals. Take That foi tão bem na turnê de reunião que lançou álbum novo em 2006 e continua trabalhando &#8212; com eventuais elogios. Boyzone está de volta, com dancinhas bem desencontradas e uma música que parece mais um single solo do Ronan Keating. 5ive tentou voltar (desistiu). Westlife ainda faz regravações ultra-românticas/cafonas. Backstreet Boys, agora sem Kevin, preparam mais um álbum (e o último até que foi bom). Um reality-show norte-americano selecionou novos menudos. E New Kids on the Block estão de volta, com álbum e turnê. De repente, surge o termo <em>manband</em>. <strong>Manband!</strong></p>
<p>Manbands indicam que o público das boybands em 2008 é o público de boybands em 1998 e 1988. Temos 25 anos, ou 35 anos.</p>
<p>O formato de boyband clássica tem uns 30 anos de história. Mas os últimos 5 anos acenderam luzes vermelhas do tipo &#8220;preocupações demográficas em países europeus&#8221;. A continuidade do formato de boyband clássica depende de um grupo novo surgir entre as fãs de 15 anos. Será que  o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=_oxm-MsD9xo" title="Avenue: Last Goodbye">Avenue</a> dá conta?</p>
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		<title>Espirais</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 04:19:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Faço neste semestre um estágio PAE. A minha disciplina é &#8220;Laboratório de Jornalismo Impresso II&#8221; aka &#8220;Jornal do Campus&#8221; aka &#8220;JC&#8221;. Minha turma de JC foi a do segundo semestre de 2002. Entre milhares de optativas e um clima de empolgação da classe toda, eu tinha a impressão de morar na ECA – e nem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faço neste semestre um <a title="Programa de Aperfeiçoamento de Ensino" href="http://poseca.incubadora.fapesp.br/portal/comunicacao/alunos/estagios/oquee/">estágio PAE</a>. A minha disciplina é &#8220;Laboratório de Jornalismo Impresso II&#8221; aka &#8220;Jornal do Campus&#8221; aka &#8220;JC&#8221;.</p>
<p>Minha turma de JC foi a do segundo semestre de 2002. Entre milhares de optativas e um clima de empolgação da classe toda, eu tinha a impressão de morar na ECA – e nem pensava em reclamar. Uma &#8220;comissão&#8221; inventou a reforma gráfica. Alguém cria um site. Alguém monta um mini-manual de redação. Alguém organiza um debate com candidatos. Alguém idealiza uma seção que era só nossa. Alguém distribui a distribuição. Média de 12 e-mails por dia, todos os dias. Omelete no Sweden. Fechamento até qualquer hora da madrugada no Labri (quando o departamento não fechava às 22:50). Horas e horas na sala 18.</p>
<p>Eu tentei não entrar na auto-análise sobre tentar reviver a minha graduação (retorno à ECA; estágio naquela que é possivelmente a aula mais marcante ou importante do curso), mas tudo volta. Acabei relendo alguns dos e-mails de despedida com piadas internas que ainda fazem algum sentido.</p>
<p>Eu ia falar só sobre&#8230; sobre o que é ver uma reunião de um JC que não é seu. Seis anos depois. E é absolutamente surreal. Alguns momentos de pura identificação, um pouco de <em>déjà vu</em>, uma vontade de falar (de)mais. Muita vontade de falar que não se faz JC porque é uma aula obrigatória, mas porque é trabalhar com os seus melhores amigos. Porque é. Ou porque foi.</p>
<p>Talvez toda turma seja megalomaníaca. Talvez todo mundo queira criar alguma coisa só sua em um jornal de enésima mão e deixar alguma coisa quando essas oito edições acabarem. Talvez todas as turmas tenham as mesmas discussões sobre o que cortar e o como fazer.</p>
<p>É tudo muito igual, mas muito diferente.</p>
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		<title>Tudo o que aconteceu nos últimos dois meses</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Aug 2008 01:32:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<description><![CDATA[_A reportagem que eu escrevi foi publicada. Ah, sim, as duas. Na verdade, isso aconteceu em maio, mas eu só fiquei sabendo em junho. Enfim, saiu, eu achei, me pagaram, tudo deu certo. Enfim, não tenho planos de fazer isso de novo por algum tempo. _Participei de mais um concurso de emprego. Enfim, não passei. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>_A reportagem que eu escrevi foi publicada. Ah, sim, as duas. Na verdade, isso aconteceu em maio, mas eu só fiquei sabendo em junho. Enfim, saiu, eu achei, me pagaram, tudo deu certo. Enfim, não tenho planos de fazer isso de novo por algum tempo.<br />
_Participei de mais um concurso de emprego. Enfim, não passei. Enfim, já superei.<br />
_As aulas do primeiro semestre chegaram ao fim em junho, com direito a seminário deprê. Os trabalhos ficaram para julho – e foram feitos somente em julho, obviamente. Construí um casulo de livros em um dos cubículos da biblioteca e entrei em altas crises existenciais, mas eventualmente rolou aquela sensação de que eu estou fazendo alguma coisa certa. Mais certa que o resto das coisas que eu vinha fazendo. Enfim, foi bom.<br />
_As aulas da especialização de sábado chegaram ao fim – mas eu ainda estou devendo a monografia. Estou fazendo, juro. Vai ficar pronta.<br />
_Ah, meu irmão qualificou o doutorado. E eu não paro de me divertir no PHPComics.<br />
_Comprei uma mini cama elástica. Sim, estou pulando com alguma regularidade. Não, não fiz nada hoje. Não deu tempo, ok? E estava morrendo de sono também. Enfim, prometo fazer amanhã.<br />
_Isto provavelmente deveria aparecer mais para cima nesta lista, mas a imigração japonesa no Brasil completou 100 anos. Não que isso faça muita diferença na minha vida. Mas isso foi motivo de festinha em Vinhedo, e a festinha ganhou de todas as comemorações do centenário.<br />
_Meus pais foram viajar em algum momento de julho. Eu passei uma semana comendo quantidades absurdas de carboidratos.<br />
_Viciei em Picross. Porque eu obviamente já não perdia tempo jogando Hanidoku.<br />
_Ainda não consegui ver o filme do Arquivo-X. Mas compensei com horas de tênis na TV. Enfim, minha mãe odeia o esporte mais do que nunca.<br />
_Dei um nome para o carro do meu pai. Mas só converso com a geladeira, que não tem nome.<br />
_Sinto um pouco de saudades de livros que não tinham referências bibliográficas nas últimas páginas.<br />
_Julho foi mês de Dr. Horrible. Cantei muito. Mas agora eu estou numa fase totalmente Middleman. Isso significa que eu estou avaliando a possibilidade de usar um middlebelt.</p>
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		<title>Repetições</title>
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		<pubDate>Fri, 30 May 2008 02:43:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
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		<category><![CDATA[planos]]></category>
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		<description><![CDATA[Achei em um ex-blog de 2004: É claro que nada disso é compatível com Jornalismo, mas Jornalismo e eu conversamos e decidimos que realmente o melhor é que cada um siga o seu caminho. Uma separação gradual (se arrastando até o meio do ano que vem) e amigável, sem ressentimentos. Por uma, Jornalismo não tem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Achei em um ex-blog de 2004:</p>
<blockquote><p>É claro que nada disso é compatível com Jornalismo, mas Jornalismo e eu conversamos e decidimos que realmente o melhor é que cada um siga o seu caminho. Uma separação gradual (se arrastando até o meio do ano que vem) e amigável, sem ressentimentos. Por uma, Jornalismo não tem 10 milhões de dólares. E nem preciso da segunda.</p></blockquote>
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		<title>Do fundo do armário</title>
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		<pubDate>Tue, 22 Apr 2008 07:37:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Lhys</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ego]]></category>
		<category><![CDATA[boas intenções]]></category>
		<category><![CDATA[revival]]></category>

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		<description><![CDATA[Arrumar os armários é uma coisa que me deixa sentimental. Cansada, com dores nas costas e sentimental. Porque eu perco algum tempo relendo uma conversa de 2003 (provavelmente de alguma aula do Ed), passo meia hora tentando lembrar de quem era esse convite de aniversário de junho de 2000 (não consegui descobrir e joguei na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Arrumar os armários é uma coisa que me deixa sentimental. Cansada, com dores nas costas e sentimental. Porque eu perco algum tempo relendo uma conversa de 2003 (provavelmente de alguma aula do Ed), passo meia hora tentando lembrar de quem era esse convite de aniversário de junho de 2000 (não consegui descobrir e joguei na pilha de recicláveis), releio redações das pastas de provas da época do colégio, encontro um chocolate vencido (joguei fora) e outro dentro da validade (guardei na cozinha) – porque meu armário é praticamente uma casa de alcoólatra, com garrafas de vodka escondidas debaixo da pia. Mas acho que vale mais a pena desenterrar uma história.</p>
<p>*</p>
<p>Depois da morte da minha avó (mãe do meu pai), há uns cinco anos, as minhas tias fizeram a tradicional arrumação (encontrar novos lares para as panelas, doar as roupas, esvaziar as gavetas&#8230;). Sabe quando você vai arrumar o armário e decide tirar absolutamente tudo de dentro de todos os compartimentos? Basicamente, isso aconteceu pela casa toda.</p>
<p>Quando nós passamos lá, muita coisa já havia sido retirada, então a bagunça estava controlada. Mas ainda tinha coisa espalhada por todos os cômodos. Elas haviam separado algumas fotos e lembranças para o meu pai, e cada neto escolheu uma toalhinha de crochê que ela havia feito.</p>
<p>Aí estávamos meu irmão, minha irmã e eu em um dos cômodos. E dentro de uma caixa tinha&#8230; <em>uma foto do Paul McCartney</em>! Eu nunca tinha pensado na minha avó ouvindo Beatles. Meus pais têm idade de fãs dos Beatles, não os meus avós. E minha avó era um tanto quanto surda, morava em uma micro-cidade e, segundo o meu pai, só cantava (com as letras erradas) alguns sambas antigos, e olhe lá. Ou música religiosa.</p>
<p>Mas, por alguns segundos, eu realmente considerei a possibilidade da minha avó ter sido fã dos Beatles. E principalmente do Paul. Naquele momento, aquela fotinho 3&#215;4 tinha o mesmo valor um pôster.</p>
<p>Algum tempo depois, o mistério foi resolvido. Achamos um chaveiro com porta-retratos daquele mesmo tamanho. A minha tia havia comprado de presente em alguma feirinha. E o chaveiro veio com a foto do Paul McCartney – que, afinal, nunca foi a paixão secreta da minha avó.</p>
<p>O chaveiro? O chaveiro estava com uma 3&#215;4 do meu avô. Porque o meu avô era muito mais do que um ex-beatle bilionário. Ele, pelo menos, sabia escolher a esposa&#8230;</p>
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